MP recusa proposta de indiciados por incêndio no Ninho do Urubu para evitar processo criminal

O Ministério Público do Rio de Janeiro recusou nesta segunda-feira a proposta dos indiciados do caso do incêndio no Ninho do Urubu, em fevereiro de 2019, para evitar um processo criminal. De acordo com o MP, eles responderão por “incêndio culposo”, que teve como resultado a morte de dez atletas das categorias de base do Flamengo, além de outros três feridos.

Após os indiciados serem notificados, o Ministério Público estará apto a oferecer a denúncia. O Flamengo informou que não vai se pronunciar publicamente, apenas no processo. A reportagem também entrou em contato com Bandeira de Mello, que disse não estar informado sobre a proposta citada pelo MP-RJ e avisou que entraria em contato com seu advogado para tomar conhecimento do caso.

luto homenagens incêndio ninho do urubu flamengo — Foto: André Durão

luto homenagens incêndio ninho do urubu flamengo — Foto: André Durão

Após o inquérito policial, foram indiciados membros e ex-membros da diretoria do clube, inclusive o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, além de funcionários e prestadores de serviço contratados para adaptação dos contêineres ao uso como dormitório e para manutenção da rede de eletricidade.

Os indiciados:

  • Danilo da Silva Duarte, engenheiro da NHJ;
  • Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração;
  • Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo;
  • Fábio Hilário da Silva, engenheiro da NHJ;
  • Luis Felipe Pondé, engenheiro do Flamengo;
  • Marcelo Sá, engenheiro do Flamengo;
  • Marcus Vinícius Medeiros, monitor do Flamengo;
  • Weslley Gimenes, engenheiro da NHJ.

O texto o MP fala ainda da questão das indenizações e de como o clube lidou com a situação.

“… apesar da gravidade do caso, que expôs a forma negligente com que um dos maiores clubes do país tratava seus atletas de base e afetou a imagem do futebol brasileiro diante do mundo, o Flamengo vem permanentemente procurando mitigar pagamentos de indenizações às famílias das vítimas do incêndio, aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato a que o próprio clube deu causa”.

Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

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