Pedro tenta se adaptar ao estilo de Jorge Jesus e afirma: “Posso render muito mais”

Quando chegou ao Flamengo, o técnico Jorge Jesus identificou no elenco a falta de um autêntico camisa 9, e essa carência só foi suprida com louvor com a contratação de Pedro. Em seus primeiros nove jogos no clube, ele marcou três gols e teve boas atuações. Mas falta mais.

Pedro no treino do Flamengo no Ninho — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Pedro no treino do Flamengo no Ninho — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O próprio Pedro acredita que o melhor ainda está por vir. Ele passa por um processo de adaptação ao estilo do técnico português, que, por, exemplo, pediu ao atacante que jogue menos de costa para o gol em busca das jogadas de pivô.

– Tive boas atuações, mas, sinceramente, acredito que posso render muito mais. Tenho procurado me dedicar e buscado entender essa nova maneira de jogar o mais rápido possível. Certeza que nesse processo sairei um jogador melhor – afirmou Pedro.

Nesta quarta-feira, contra o Boavista, no Maracanã, a tendência é de que ele seja utilizado por Jorge Jesus no decorrer do jogo para que ganhe ritmo de competição. Ele não entrou na vitória por 3 a 0 contra o Bangu, na última rodada.

Confira o bate-papo com Pedro:

GloboEsporte.comVocê começou o ano com gols e assistências. Conseguiu se adaptar muito rápido ao estilo de jogo do Flamengo. Esperava essa adaptação tão rápida? O que foi mais determinante?

No ano passado, Jorge Jesus sempre falava da necessidade de um camisa 9, e você chegou para suprir essa lacuna. Mas, numa entrevista, ele disse que ainda tinha coisas para consertar e que você jogava muito de costas para o gol. Como tem sido esse processo com ele? O que ele tem contribuído para sua evolução como jogador?

Tem sido fantástico. Realmente tenho muito costume de fazer o pivô. Dominar a bola de costas e preparar para os meias que chegam de trás. Manter essa minha característica e poder aprender novas maneiras de jogar é espetacular. O mister nos passa muita confiança e é didático no dia a dia. Tenho procurado me dedicar e buscado entender essa nova maneira de jogar o mais rápido possível. Certeza que nesse processo sairei um jogador melhor.

Quais as diferenças que você notou trabalhando com o Jorge Jesus em relação aos outros treinadores? Os conceitos que ele emprega são realmente diferenciados? O que mais te chamou atenção?

É um treinador fascinado pelos pequenos detalhes e intensidade. Não deixa passar nada. É 200% todo dia e sempre. Seja nos jogos ou nos treinos. Um cara que sabe muito de futebol e o mais legal, sabe passar bem aquilo que quer. É um orgulho e prazer poder ser treinado por ele.

Pedro ergue a taça da Recopa — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

Pedro ergue a taça da Recopa — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

Entrosamento com quem tem qualidade é sempre mais fácil. Fizemos bons jogos quando tivemos a possibilidade de jogar juntos. Facilita muito pois é um cara que busca sempre o gol e em campo estamos sempre próximos. Não vejo dificuldades em atuarmos juntos não. Pelo contrário. Acho que um pode complementar o outro. São decisões que o mister irá tomar e ele sabe bem o que faz.

A paralisação do futebol por causa da pandemia de coronavírus não só forçou a interrupção em um momento em que você vivia boa fase, mas também colocou em dúvida como será o fim de seu contrato. Como ficou sua cabeça com tudo isso? Você fez um grande esforço para vir para o Flamengo e aparece esse risco de ter essa passagem mais curta por forças maiores.

A parada foi prejudicial para o mundo. Para mim não foi diferente. É manter a cabeça no lugar e aproveitar os jogos que teremos até o último dia do meu contrato. Na hora certa tudo isso será conversado e ajustado.

Ainda sobre seu empréstimo, o vice de futebol Marcos Braz já disse que a situação está resolvida. Entretanto, o calendário de jogos ainda não está definido. Não sabemos quando se jogará o Brasileiro e a Libertadores. Como você vem lidando com essa incerteza?

Ficar afastado de fazer aquilo que você mais ama é sempre ruim. Não saber quando poderemos jogar os principais torneios. Precisamos ter tranquilidade e ir vivendo um passo de cada vez. Estamos vivendo uma fase complicada no mundo e temos que entender isso também.

G1/ RJ

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