Polícia Civil e MPRJ fazem buscas em endereços do ex-vereador Cristiano Girão e de pessoas ligadas a Ronnie Lessa

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (RJ) iniciaram nesta quarta-feira (9) uma operação de busca e apreensão em endereços do ex-vereador Cristiano Girão e de pessoas ligadas a Ronnie Lessa.

Lessa — PM reformado preso pelo atentado contra a vereadora Marielle Franco, em 2018 — e Girão são suspeitos de envolvimento na morte de um casal em 2014.

Segundo a investigação, Girão mandou matar o miliciano André Henrique da Silva Souza, o Zóio, e Juliana Sales Oliveira, em uma disputa territorial pelo controle da milícia da Gardênia Azul. Ronnie é investigado como autor do duplo homicídio.

Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, Zóio e Juliana foram mortos com mais de 40 tiros em 14 de junho de 2014 — e de uma forma bastante semelhante ao do atentado contra Marielle. Por isso, a operação foi chamada de Déjà vú (lembrança de um fato semelhante).

“Esse crime tem características muito peculiares e que se assemelham muito com o que vitimou a vereadora Marielle Franco e seu motorista. Os tiros concentrados, o carro em movimento e até uma pessoa inocente, que não tinha nada a ver com o caso, acabou sendo vitimada também”, afirmou o delegado Antônio Ricardo Nunes, chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Nova vacina contra Covid-19 será testada no Brasil

A rede de laboratórios clínicos brasileira Dasa anunciou hoje uma parceria com a Covaxx, divisão da United Biomedical, para testar mais uma vacina contra Covid-19 no Brasil em no mínimo 3.000 voluntários.

O imunizante, chamado de UB-612, é uma vacina baseada em um peptídeo — uma biomolécula relativamente pequena, composta de uma sequência de aminoácidos — que imita a estrutura de proteínas do novo coronavírus e serve como antígeno: faz o sistema imune gerar anticorpos capazes de neutralizar o patógeno.

A vacina está ainda em estágio de conclusão da fase 1, que avalia segurança do produto, num teste em Taiwan. O Brasil vai abrigar pacientes de um teste combinado de fases 2 e 3, que avaliarão simultaneamente a imunogenicidade (a capacidade de induzir produção de anticorpos neutralizantes) e a eficácia (capacidade de proteger de fato contra o vírus).

As empresas afirmam que esperam começar a recrutar pacientes em novembro, após o relatório sob a fase 1 ser submetido à aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

— Nossas equipes já estão discutindo os detalhes para desenhar o protocolo e a logística para acelerar esse processo,  mantendo a segurança — afirmou Mei Mei Hu, co-CEO da Covaxx.

A vacina da Covaxx é a décima do mundo a anunciar planejamento de fase 3 e a quinta a entrar em testes clínicos no Brasil. As outras que já anunciaram trabalhos no Brasil são a da AstraZeneca/Universidade de Oxford, a da chinesa Sinovac, a do Instituto Gamaleya (Rússia) e a da multinacional Pfizer.

Segundo Gustavo Campana, diretor médico da Dasa, a rede de laboratórios usará sua base de dados para recrutar os pacientes para o teste. Segundo ele, a empresa já processou mais de 1,5 milhões de exames de Covid-19, e possui os dados necessários para o trabalho.

A Covaxx é uma iniciativa ligada ao bilionário Peter Diamandis, criador da Fundação X Prize, que promove inovação em diversos setores, notadamente no setor espacial.

O teste clínico de fase 2/3 no Brasil será bancado em parte por um aporte de R$ 15 milhões da Dasa e do grupo Mafra Hospitalar e outros R$ 15 milhões das empresas MRV, Localiza e Banco Inter.

Peptídeo sintético

Segundo Diamandis, que participou da entrevista coletiva, os resultados iniciais são animadores.

— Na fase pré-clínica de teste verificamos que o título [concentração] de anticorpos neutralizantes que essa vacina é capaz de gerar é de 100 a 400 vezes maior que aquela vista em plasma de indivíduos convalscentes [imunidade gerada por pessoas que se infectaram com o vírus em si] — afirmou o empresário.

Mei Mei Hu afirma que os dados de segurança da vacina devem ser publicados em breve em um revista científica e submetidos em seguida a autoridades sanitárias brasileiras.

— Por se tratar de um peptídeo sintético, significa que nunca nem sequer encostamos no vírus para produzir a vacina, por isso ela é extremamente segura — afirmou a líder da Covaxx.

Segundo a CEO da empresa, como a vacina se trata de uma molécula relativamente simples, ela é fácil de produzir em grande escala. A Covaxx afirma que já produz mais de 5 milhões de doses de produtos similares destinados a uso veterinário, e está alavancando a infraestrutura para abrir espaço de produção à vacina nova.

Com o início do recrutamento de pacientes em novembro, a Dasa e a Covaxx afirmam que esperam ver o resultado dos testes após um ano. Uma avaliação parcial de resultados pode ser comunicada ao longo do caminho.

A Dasa diz que está negociando parcerias com centros de pesquisa públicos e privados do Brasil para conduzir o teste, mas ainda não anunciou quais são.

— Os centros de pesquisas escolhidos serão baseados nas regiões onde a prevalência do vírus for adequada para o teste no seu início — afirmou Campana, da Dasa.

Mick Schumacher participará de treino livre da F1 em Mugello pela Alfa Romeo, informa TV alemã

De acordo com informações da TV alemã RTL, Mick Schumacher participará do primeiro treino livre para o GP da Toscana de Fórmula 1, em Mugello, pela equipe Alfa Romeo. Integrante da academia da Ferrari, o filho do heptacampeão Michael Schumacher já fez um teste pela equipe italiana, no Barein, no ano passado.

Até hoje, o piloto de 21 anos jamais participou de uma atividade oficial num fim de semana de evento da Fórmula 1. Além da experiência com a Alfa Romeo, Schumacher também andou com um carro da Ferrari no mesmo circuito de Sakhir.

Em outras duas ocasiões, Mick pilotou carros de F1, mas foram modelos antigos usados pelo pai. Antes do GP da Bélgica de 2018, Schumacher guiou a Benetton B194 da temporada de 1994. Já em 2019, na Alemanha, o piloto usou a Ferrari F2004 do heptacampeonato do pai, em 2004.

Recentemente, o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, disse que Mick estrearia na Fórmula 1 numa equipe menor, mas não citou em qual – hoje, Haas e Alfa Romeo são parceiras técnicas da Ferrari e utilizam componentes como motor, entre outros.

Atualmente, a Alfa Romeo conta com o finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi como titulares. Já a Haas tem o dinamarquês Kevin Magnussen e o francês Romain Grosjean pilotando na temporada 2020.

Mick Schumacher comemora vitória na F2 em Monza — Foto: Getty Images

Mick Schumacher comemora vitória na F2 em Monza — Foto: Getty Images

Com uma vitória no último fim de semana, em Monza, Mick Schumacher está na vice-liderança na classificação geral da Fórmula 2 a apenas seis pontos do líder, o inglês Callum Ilott, outro piloto da academia da Ferrari e um rival direto na briga por uma vaga na F1.

ARTE HORÁRIOS GP DA TOSCANA — Foto: Infoesporte

ARTE HORÁRIOS GP DA TOSCANA — Foto: Infoesporte

Presidente confirma consulta, diz que Cavani tem “tudo a ver” com o Grêmio, mas descarta negócio

A torcida do Grêmio até se animou com o nome de Edinson Cavani, mas a possibilidade do atacante uruguaio jogar no clube é um sonho distante. Nesta quarta-feira, o presidente Romildo Bolzan Jr. confirmou que o clube conversou com o jogador há tempos atrás e fez uma consulta, mas descartou mais uma vez qualquer possibilidade de contratação, ao menos neste momento.

Cavani está livre no mercado após o fim de seu contrato com o PSG. Diretamente de Salvador, onde o Grêmio se encontra um dia antes de encarar o Bahia pelo Brasileirão, o presidente Romildo concedeu uma entrevista coletiva. Em uma das perguntas, afirmou que o uruguaio tem “tudo a ver com o Grêmio”, mas reiterou que não há como o clube avançar numa negociação pelo jogador.

– O atrelamento do Cavani ao Grêmio é cultural. Tem tudo a ver. Não foi do Grêmio que saiu essa informação. Tempos atrás fizemos uma consulta, não por videoconferência. Conversamos com o Cavani, ele debatia com outros clubes. Não é o Grêmio que competirá com clubes da Europa. Vamos voltar para a racionalidade. Não quero frustrar ninguém. Se um dia tivermos como fazer uma aquisição dessas, teremos o maior prazer. Mas nesse momento, o jogador negocia na Europa, não temos como avançar. Pés no chão – explicou o mandatário.

Cavani está sem clube após deixar o PSG — Foto: Christian Hartmann/Reuters

Cavani está sem clube após deixar o PSG — Foto: Christian Hartmann/Reuters

Tragédia no Ninho: e-mails mostram que Flamengo sabia da situação de “grande risco” nove meses antes do incêndio

Documentos em poder da Justiça revelam que o Flamengo foi alertado para a situação de “grande risco” do alojamento nove meses antes do incêndio que matou 10 adolescentes da base.

Em um e-mail datado de 11 de maio de 2018, por exemplo, os responsáveis pela administração do centro de treinamento receberam um relatório feito por um técnico contratado pelo Flamengo que apontava problemas em diversos itens do sistema elétrico. Esse relatório apontava a necessidade de um “atendimento emergencial”. A informação foi primeiramente publicada pelo site “Uol”.

Trecho do relatório que apontava necessidade de reparos no sistema elétrico do Ninho, CT do Flamengo — Foto: Reprodução

Trecho do relatório que apontava necessidade de reparos no sistema elétrico do Ninho, CT do Flamengo — Foto: Reprodução

No dia 8 de fevereiro de 2019, uma pane na eletricidade causou o incêndio que tirou a vida de Athila Souza Paixão, Arthur Vinícius de Barros, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo Santos, Pablo Henrique da Silva, Rykelmo de Souza, Samuel Thomas Rosa e Vitor Isaías.

Presidente do Flamengo na ocasião, Eduardo Bandeira de Mello disse que não tomou conhecimento do conteúdo desses e-mails.

“Como venho falando desde o início, esse tipo de assunto não chega à presidência do clube, e o e-mail em questão reforça isso. Em geral, são resolvidos internamente, dentro de suas pastas, nos escalões mais baixos e repassados ao financeiro em seguida para pagamento”.

Três dias depois do relatório, o Flamengo, de acordo com um contrato que também está nas mãos da Justiça, recebeu a proposta de uma empresa para realizar os reparos. A “CBI Instalações” foi chamada e recebeu no dia 25 de maio a primeira parcela do contrato cujo valor total era de R$ 8.500. O pagamento consta nessa nota fiscal.

Wassef, Zanin e outros advogados são alvos da Operação Lava Jato

Os advogados Frederick Wassef (que representou a família Bolsonaro), Ana Tereza Basílio (Wilson Witzel) e Cristiano Zanin e Roberto Teixeira (Lula) são alvos de nova fase da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (9). Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados nesta operação.

A Operação E$quema S investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S do RJ por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), alguns dos pagamentos foram “sob contratos de prestação de serviços advocatícios ideologicamente falsos”, sem contratação formal e sem critérios técnicos, como concorrência ou licitação.

Em nota, Zanin afirmou que todos os serviços prestados pela seu escritório à Fecomércio-RJ estão “devidamente documentados em sistema auditável”. Ele chamou a operação de “atentado à advocacia e retaliação” (leia mais abaixo). Procurados pelo G1, outros citados na operação não haviam se manifestado até as 11h20.

A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da seção fluminense do Sistema S — que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.

O juiz federal Marcelo Bretas expediu 50 mandados de buscas e apreensões e aceitou a denúncia do MPF, tornando rés 26 pessoas — entre eles Zanin, Teixeira e Ana Tereza. Não há mandados de prisão.