FLORDELIS USA R$ 93 MIL DE VERBA DE GABINETE PARA CUIDAR DE REDES SOCIAIS SEM CONTEÚDO

A deputada Flordelis, do PSD do Rio de Janeiro, repassou R$ 93 mil a uma empresa para gerenciar redes sociais não oficiais e praticamente sem seguidores e conteúdo.

O sócio-administrador da G3 Propaganda é Pedro Gerolimich, que até agosto era superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro.

Ré e acusada de ter tramado a morte de seu marido, Anderson do Carmo, Flordelis usa tornozeleira eletrônica desde o mês passado.

A deputada contratou, com sua cota parlamentar, a empresa G3 mensalmente, de março a outubro deste ano.

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Os repasses foram de R$ 10,9 mil em cada mês, exceto em outubro, quando a cifra subiu para R$ 16,5 mil.

Segundo as notas fiscais, os serviços prestados foram divulgação do mandato, assessoria de comunicação e manutenção do Facebook e Instagram da deputada.

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Contudo, os links das redes indicados nos documentos são de páginas não oficiais, desatualizadas e sem seguidores.

Flordelis tem páginas oficiais, em que reúne, por exemplo, 473 mil seguidores no Facebook, e postagens frequentes.

O Facebook gerenciado pela agência, intitulado “Flordelismk”, tem 128 seguidores. Constam apenas três publicações em 2020.

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Já no Instagram, o perfil comandado pela G3, de mesmo nome, conta com três publicações e 189 seguidores.

O oficial, por sua vez, possui 957 mil fãs.

Depois de pedir exoneração do governo do Rio de Janeiro, Gerolimich tentou, sem sucesso, uma vaga na Câmara de Vereadores carioca pelo PSB. Obteve 2.985 votos e não se elegeu.

Procurada, a deputada não explicou a destinação de dinheiro para redes sociais não oficiais. Afirmou que todos os gastos de seu gabinete estão “amparados pela legislação e à disposição da população”.

Pedro Gerolimich declarou:

“As atividades parlamentares da deputada Flordelis não se relacionam com minhas atribuições na época de superintendente de Leitura e muito menos com minha campanha para vereador da cidade do Rio de Janeiro. Não existe nenhuma irregularidade, muito menos conflito de interesse”.

(Por Eduardo Barretto)

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