De gari a vereador, Delei Pinheiro voltou ‘botando banca’ na Câmara como 1° secretário

Vanderlei Pinheiro de Lima, Delei Pinheiro (PSD), travou uma verdadeira guerra até ser empossado como vereador na Câmara de Campo Grande. E, após vencer na Justiça Eleitoral, desbancar Dharleng Campos (MDB) e ficar com a vaga, Delei já entrou na Casa de Leis com a função de primeiro secretário da Mesa Diretora.

A função antes ocupada pelo vereador Carlão (PSB), agora presidente da Casa de Leis, é de grande importância para condução dos trabalhos administrativos e sessões. Delei será o braço direito de Carlão pelos próximos dois anos. “Caberá ao Primeiro Secretário supervisionar os serviços administrativos e fazer observar o Regulamento Interno”, diz trecho do regimento interno da Câmara.

Delei Pinheiro disse ao TopMídiaNews que foi escolhido pelos eleitos do PSD. “Na verdade, a chapa é montada pelo presidente, que elenca os partidos que quer ao lado dele e o partido fala o nome do membro. Quando eu cheguei já haviam as assinaturas que indicaram meu nome. Os seis vereadores do PSD que indicaram o meu nome. Já cheguei com o meu nome posto e aceitei o desafio.”

Questionado sobre a aptidão da função, Delei diz que vai trabalhar de forma propositiva. “É como aquele jogador que sempre quis jogar na seleção brasileira. Nos escolheram para essa função e a gente tem que demonstrar que está a altura e trabalhar de forma intensa para ter eficácia.”

Ele cita que tem 52 anos, sempre trabalhou com seguimento de moradias populares e assim deseja fazer na Câmara, em conformidade com a função. “Vou trabalhar com regularização fundiária, buscar melhorias junto ao prefeito e, em consequência, a geração de emprego”.

O vereador é funcionário da prefeitura há 39 anos. Ele entrou com gari e varreu ruas durante dois anos. Ele disse que o “indivíduo pode ser o que quiser”, mas nunca imaginou que seria vereador ao início da carreira pública. Delei exerce função na Agência de Habitação.

O registro

Pinheiro teve 3.850 votos na eleição e concorreu sub judice por não ter realizado a biometria em tempo hábil. A defesa afirmou que a pandemia afetou a coleta antes das eleições de 2020 e o vereador fez o procedimento em 9 de dezembro, antes da diplomação. Dessa forma, ele ficou quite com a Justiça Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral deferiu o registrou de candidatura, o que culminou com a eleição, já que ele teve quantidade suficiente de votos. Com a eleição dele, a ex-vereadora Dharleng Campos do MDB perdeu a cadeira e entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para tentar reaver o cargo.

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