PT vai continuar focando nas população para voltar a crescer, diz o Vereador Ayrton Araújo.

O PT quer continuar focando sua atuação junto a população para voltar a crescer, tanto em Campo Grande, quanto em MS, segundo o vereador. Em entrevista ao Programa CBN Campo Grande desta terça-feira (12), ele disse acreditar num consenso entre os parlamentares para aprovar a compra de vacinas contra o Covid-19. O petista também fez uma avaliação do enfrentamento a pandemia no Brasil e na Capital.

Vereador atuante, já passou por três vitorias no legislativo da capital de MS.

Com reflexão e apoio a Ceni, Flamengo faz “terapia coletiva” na busca por melhores resultados

A derrota para o Ceará escancarou o litígio da torcida com o time do Flamengo e transformou o ambiente do clube. Desde domingo, foram horas de “terapia coletiva”, seja na Gávea ou no Ninho do Urubu, para tocar nas feridas e tentar encontrar soluções por um fim de temporada melhor.

Depois de algumas reuniões na segunda-feira entre dirigentes integrantes do conselho do futebol, na tarde de terça foi a vez de o presidente Rodolfo Landim e o vice Marcos Braz irem até o CT para discutir a relação com o elenco.

Participaram do encontro apenas os jogadores, Rogério Ceni e os dirigentes. Outros funcionários do departamento de futebol ficaram fora. Na pauta, os resultados negativos e a busca por explicações para o desempenho ruim do time, mas com ratificação ao apoio a Ceni.

Antes da reunião, os atletas tiveram que enfrentar a fúria de um grupo de torcedores que protestou com xingamentos e tapas nos carros na entrada do Ninho.

Alguns jogadores, em especial lideranças como Filipe Luís, Diego Alves e Diego utilizaram suas páginas nas redes sociais para reafirmar a unidade do grupo e o empenho nas partidas.

Entre os temas conversados, principalmente entre os dirigentes na segunda-feira, foi a necessidade de melhoria da comunicação entre o futebol e os outros setores do clube, principalmente das pastas que ficam na Gávea.

Diego Alves faz primeira atividade no campo

Depois da conversa com Landim, o elenco foi para o gramado. Lá, mais conversa com Rogério Ceni, que iniciou a preparação para o duelo com o Goiás, segunda-feira, em Goiânia.

Desfalque nos últimos três jogos por causa de uma lesão na coxa, Diego Alves fez na segunda uma atividade no campo pela primeira vez. Ainda à parte, sob a supervisão de um fisioterapeuta, mas o objetivo é de que o goleiro fique à disposição para o jogo contra o Goiás.

Ceni terá que escolher um substituto para Gerson, que levou o terceiro amarelo e está suspenso.

A metamorfose de Marinho

Marinho era criança. Estava com a mãe e a irmã dentro de casa, em um conjunto habitacional na cidade alagoana de Penedo, localizada às margens do Rio São Francisco. De repente, avisou:

– Um dia eu vou jogar no Maracanã.

A irmã, dois anos mais velha, reagiu com uma risada.

– Você não tem dinheiro nem pra comprar um sacolé – retrucou. – Como é que vai ter dinheiro pra pisar no Maracanã?

Alguns anos mais tarde, Marinho faria seu primeiro jogo como profissional – no Maracanã. Passados mais alguns anos, ele experimentaria um dos episódios mais marcantes da vida ao jogar ao lado de Neymar – no Maracanã. E mais alguns anos adiante, teria a chance de referendar o melhor momento da carreira e levar o Santos a uma final de Libertadores – marcada para o Maracanã.

Às 19h15 desta quarta-feira, Marinho enfrentará o Boca Juniors na Vila Belmiro. Aos 30 anos, viverá a partida mais importante de uma trajetória repleta de drama, curiosidades, reviravoltas – e marcada por uma metamorfose: o menino tímido que virou piada, a piada que se tornou meme, o meme que se converteu em referência técnica, liderança de vestiário e voz antirracista em um dos maiores clubes do Brasil.

A GÊNESE

No dia 6 de novembro de 2016, Marinho quase saiu no soco com um colega de time.

Naquele dia, o Vitória, em luta contra o rebaixamento, recebeu o Athletico-PR pela 34ª rodada do Brasileirão. Marinho jogava na equipe baiana. Ainda no primeiro tempo, ele abriu o placar. Mas o adversário virou em poucos minutos, e o segundo gol foi consequência de um erro do lateral-esquerdo Euller. No intervalo, na saída de campo, o zagueiro Victor Ramos cobrou o jogador pela falha. Marinho escutou e não gostou. Os dois bateram boca. Victor Ramos empurrou Marinho dentro do gramado, diante da torcida. E a confusão foi vestiário adentro.

– Quando cheguei no vestiário, tava uma gritaria do c…, os dois querendo se pegar, todo mundo segurando – lembra Argel Fuchs, técnico do Vitória na ocasião.

– Mandei soltar os dois. Falei: “Querem brigar? Então briguem”. Ficaram os dois se olhando, resmungando. Disse pra eles pegarem aquela raiva e levarem pra dentro do campo. No segundo tempo, o Marinho destruiu. Jogou pra c…

O Vitória venceu por 3 a 2. Quando Marinho fez o gol da virada (depois de dar assistência para o gol de empate), Euller, já substituído, começou a chorar na beira do gramado. Encerrada a partida, Marinho dedicou o resultado ao lateral.

O caso é simbólico porque seria impensável poucos anos antes. Quando chegou ao Inter, no começo de 2009, Marinho mal abria a boca. Na pré-temporada daquele ano, na cidade de Bento Gonçalves, ele passava pelo corredor do ônibus que transportava o elenco e levava, à guisa de batismo, tapas dos jogadores mais velhos – que também tinham liberdade para bater nele nos treinamentos sempre que ele tentasse alguma jogada de efeito.

– Quando vejo o Marinho hoje, é inacreditável. É outro cara. A gente zoava, dizia que ele era um bichinho do mato. Parece outra pessoa – comenta Edinho, volante que defendia o Inter quando o atacante chegou ao Beira-Rio.

Marinho foi buscado pelo Inter no Fluminense, seu primeiro clube profissional. Na equipe carioca, mesmo na base, era alvo de brincadeiras de colegas. Eles riam da ingenuidade do alagoano, caçoavam de seu jeito de falar.

Análise: Palmeiras flerta com tragédia cinematográfica, mas sobrevive ao River no fim

Achou que seria fácil, torcedor do Palmeiras? Achou errado.

3 a 0 na ida poderia indicar uma tranquila classificação do Palmeiras para a decisão da Copa Libertadores. Porém, do outro lado, havia mais que um simples time, havia cultura de futebol. Um trabalho de mais de meia década, vencedor e poderoso. Não se poderia duvidar do River Plate de Marcelo Gallardo, e o elenco de Abel Ferreira flertou com uma tragédia digna de cinema. No fim, os créditos subiram com o sobrevivente vencedor.

A equipe palestrina resistiu no fim a uma das melhores versões do “Gallardismo” e está na final do principal torneio sul-americano. A obsessão pela segunda glória eterna segue viva, mais do que viva. O Palmeiras não está morto. Nem no ano passado. Nem neste ano.

Palmeiras 0 x 2 River Plate: Abel Ferreira e Weverton se abraçam — Foto: Conmebol/Divulgação

Palmeiras 0 x 2 River Plate: Abel Ferreira e Weverton se abraçam — Foto: Conmebol/Divulgação

Quase tudo o que deu certo na ida, na Argentina, deu errado na volta, no Allianz Parque. No espaço de uma semana, Marcelo Gallardo e o River Plate entenderam como superar o Palmeiras de Abel Ferreira, e assim fizeram durante os mais de 100 minutos de bola rolando na arena. Cem minutos que, para o torcedor palmeirense, devem ter durado 100 horas.

O resultado só não foi maior por circunstâncias que fugiram ao controle dos argentinos. Primeiro, antes de entrar em qualquer polêmica, Weverton. Se na ida, anotou um “gol” ao salvar o Palmeiras no início. Na volta, fez alguns “gols” que impediram o River Plate de zerar a vantagem construída pelo alviverde na ida.

Em seguida, o árbitro de vídeo. Todas as decisões acabaram corrigidas de maneira precisa, como a melhor versão exige. A tecnologia, alvo de tantos debates e protagonista até de (inacreditáveis) teorias da conspiração, auxiliou a arbitragem a anular um gol do River Plate por impedimento e a cancelar a marcação de dois pênaltis – o último já nos acréscimos, por posição irregular.

A noite de 12 de janeiro de 2021 está marcada na história do Palmeiras. Nenhum palmeirense vai esquecer o que viveu durante os 90 minutos em que a tragédia anunciada parecia questão de tempo. Mais do que a felicidade, o sentimento deve ser de alívio pelo retorno à final da Libertadores, após duas décadas.

Agora são duas semanas para recompor torcedor, time e comissão técnica. O Palmeiras de Abel Ferreira não é esse dominado completamente pelo River Plate, em momentos que pareciam dois times de rotações diferentes. O susto no fim das contas fica em segundo plano. Há uma sensação de que nada pode ser pior.

Na Libertadores, a cultura do resultado no fim pode pesar mais do que a cultura de um trabalho vencedor, poderoso e impressionante, como o de Gallardo. Na matemática, o Palmeiras fez três gols no River Plate, que respondeu com dois na terça-feira. Isso foi o suficiente para o torcedor alviverde, 20 anos e alguns meses depois, novamente comemorar uma vaga na final da América.

O que deu certo

Podemos pular essa parte. Ou, melhor, individualizar.

Ao contrário da cultura de Abel Ferreira, que geralmente evita comentários individuais sobre o desempenho dos jogadores, procurando analisar o coletivo, a noite de terça-feira teve um ponto positivo: Weverton.

Ter um goleiro de seleção brasileira fez a maior diferença para o Palmeiras. O abraço de Abel Ferreira e o reconhecimento de Gallardo, ambos no fim do jogo, simbolizam o tamanho da noite vivida pelo jogador no Allianz Parque.

Gallardo cumprimenta Weverton após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

Gallardo cumprimenta Weverton após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

O que deu errado

O Palmeiras repetiu a estratégia da ida, com uma defesa de bloco baixo formada por cinco homens (Gabriel Menino na lateral). Porém, dificilmente Marcelo Gallardo cairia na mesma armadilha duas vezes. O confronto no Allianz Parque teve o controle millonario, quase do apito inicial ao final.

O River Plate conseguiu controlar o jogo e achar os espaços mesmo diante dessa estratégia. Pelas laterais, com Montiel e Angileri, os argentinos ameaçaram constantemente uma insegura defesa palmeirense, ainda mais fragilizada com a lesão de Gustavo Gómez.

Gustavo Gómez saiu lesionado e fez muita falta para o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

Gustavo Gómez saiu lesionado e fez muita falta para o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

No fim da partida, o River Plate finalizou 26 vezes, contra 6 do Palmeiras. O River Plate teve 10 escanteios a favor, contra 1 do Palmeiras. Nunca na história desse país (no caso, desde a reinauguração da arena), um clube exerceu tamanho domínio dentro da casa do time alviverde.

Psicologicamente, o Palmeiras aparentemente sofreu. A falta de experiência atacou no momento mais difícil e quase levou a equipe a uma eliminação histórica. O próprio Abel Ferreira admitiu que essa maior “cancha” favoreceu o River Plate na volta.

Cria-se uma casca importante, ainda mais diante de uma final em jogo único contra um antigo algoz continental (Boca Juniors) ou um rival estadual (Santos).

Próximos passos

O Palmeiras sequer terá muito tempo para baixar a guarda e refletir. Embora a decisão da Copa Libertadores esteja agendada para o dia 30, a equipe alviverde possui três compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro, que podem minar (ou retomar) a confiança do time no momento mais decisivo da temporada.

Palmeiras tem três jogos difíceis para se recompor e retomar o alto padrão — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras tem três jogos difíceis para se recompor e retomar o alto padrão — Foto: Marcos Ribolli

Na sexta-feira, novamente no Allianz Parque, a equipe encara o Grêmio, em uma prévia da decisão da Copa do Brasil. Na segunda-feira, a arena recebe o Dérbi contra o Corinthians. Dia 21, o rival é o Flamengo, adversário direto na disputa por um lugar no G-4.

Por José Edgar de Matos — São Paulo

Dallagnol na Vaza Jato: procurador escondeu cooperação com EUA de autoridades do Brasil

Conversas do procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo Intercept e Agência Pública expõem ação oculta conjunta entre Lava Jato e Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Triste era Bolsonaro: Yoki anuncia fechamento de fábrica e demissão de 300 funcionários

A fábrica da Yoki em Nova Prata, na serra gaúcha, será fechada em maio, conforme anunciou a empresa General Mills, dona da marca, em nota na segunda-feira (11). Cerca de 300 pessoas serão demitidas.

A medida, segundo a empresa, é para “ampliar a capacidade produtiva, otimizar sua cadeia operacional e oferecer melhor nível de serviços”. A planta de Nova Prata é a única que será fechada no Brasil, diz a General Mills. (…)

A produção de pipoca, que acontecia na unidade gaúcha da companhia, será concentrada na fábrica de Pouso Alegre, em Minas Gerais, que recentemente foi ampliada e absorverá 30% da capacidade produtiva.

A empresa informa que negocia um pacote de benefícios aos funcionários junto ao sindicato. Contatado pelo G1, o Sindicato da Alimentação de Serafina Corrêa, que abrange os trabalhadores da Yoki, não se manifestou, mas confirmou que uma reunião com a empresa acontece na tarde desta terça-feira (12).

O prefeito de Nova Prata, Alcione Graziotin, afirmou que foi surpreendido com o anúncio e que questionou se haveria possibilidade da empresa reconsiderar a decisão, mas que foram informados de que não seria possível. (…)

O Essencial

Indonésia inicia vacinação da população com a CoronaVac

Indonésia iniciou sua campanha de vacinação contra a Covid-19 nesta quarta-feira (13), usando a vacina CoronaVac, feita pelo laboratório chinês Sinovac. O presidente Joko Widodo recebeu a primeira dose do imunizante, enquanto seu país luta contra um dos piores surtos de coronavírus na Ásia.

A iniciativa visa imunizar 181,5 milhões de pessoas. O país da Ásia autorizou o uso emergencial da CoronaVac na última segunda-feira (11).

O imunizante é o mesmo produzido pelo Instituto Butantanque divulgou a eficácia de 50,38% em testes realizados no Brasil nesta terça-feira. A China já aplica a vacina na populaçãoTurquia e Chile também já fecharam acordos com o laboratório Sinovac para compra da CoronaVac.

“A vacinação é importante para quebrar a cadeia de transmissão da Covid-19 e dar proteção e segurança a todos os indonésios e ajudar a acelerar a recuperação econômica”, disse Jokowi após receber sua injeção.

O ministro da Saúde do país, Budi Gunadi Sadikin, disse que cerca de 1,5 milhão de profissionais da área médica seriam vacinados até fevereiro, seguidos por funcionários públicos. A expectativa é imunizar toda a população em até 15 meses.

Ao contrário de muitos países, a Indonésia pretende vacinar primeiro a sua população mais jovem, e não os idosos. Isso porque não possui dados suficientes de ensaios clínicos sobre a eficácia da CoronaVac nos mais velhos.

Na última terça-feira, a Indonésia bateu o recorde diário de mortes por coronavírus: 302. No total, o país asiático soma 24.645 óbitos desde o início da pandemia. As infecções também estão em alta, com média de mais de 9 mil casos por dia, com 846.765 casos no total.

Por G1

Paes recua e diz que vai revogar público em estádios

O prefeito Eduardo Paes voltou atrás e anunciou que vai revogar a presença do público nos estádios do Rio.

volta da torcida às arquibancadas constava das novas regras contra a Covid-19 publicadas nesta quarta-feira (13) em uma resolução conjunta das secretarias de Saúde do estado e do município.

Em uma rede social, Paes escreveu:

“A decisão de liberar os estádios com uma ocupação máxima de 1/10 está correta tecnicamente, de acordo com nossa secretaria de saúde. No entanto, obviamente trata-se de medida quase impossível de ser fiscalizada. A medida será revogada.”

A reabertura das arquibancadas seria com restrição da capacidade, dependendo da classificação de risco para Covid-19 da região, divulgada toda sexta-feira pelo município.

O último boletim, divulgado no dia 8, trazia 18 bairros com risco alto — caso dos três principais estádios do Rio.

painel de Covid-19 registrava, na manhã desta quarta-feira (13), 15.664 mortos na capital, com 175 mil casos. Em todo o estado, eram quase 27 mil óbitos e 465 mil casos.

As mortes por Covid-19 no RJ estavam com tendência de alta (+115%), segundo o mesmo boletim.

Nesta quarta, 140 pacientes com suspeita ou confirmação da doença aguardavam transferência — 62 para uma vaga na UTI e 78 para enfermaria.

Vista do Maracanã no jogo entre Fluminense e São Paulo no dia 26 de dezembro de 2020 — Foto: Alexandre Loureiro/Reuters

Vista do Maracanã no jogo entre Fluminense e São Paulo no dia 26 de dezembro de 2020 — Foto: Alexandre Loureiro/Reuters

Outras regras

A resolução tratava ainda do funcionamento de boates, cinemas e teatros. Ao anunciar o recuo nos estádios, Paes não esclareceu se essas medidas serão mantidas.

Casas noturnas devem interditar a pista de dança e proibir pessoas em pé entre as mesas, independentemente da classificação de risco.

Se o estabelecimento ficar em uma região com risco moderado, poderá ter metade da capacidade; com risco alto, 25%; e risco muito alto, não deve abrir.

Nas últimas semanas, no entanto, flagrantes mostraram estabelecimentos lotados e a maioria sem máscara — como em festas de pré-reveillon.

Veja as restrições em outros setores.

Cinemas e teatros

  • devem ampliar o horário de funcionamento, a despeito da classificação;
  • risco moderado: metade de capacidade;
  • risco alto: 1/3 da capacidade;
  • risco muito alto: 1/4 da capacidade, com distanciamento de 2 metros.

Supermercados e farmácias

  • risco moderado: sem restrições;
  • risco alto: 2/3 da capacidade;
  • risco muito alto: metade da capacidade e ampliação obrigatória do horário.

Shoppings

  • risco moderado: 3/4 da capacidade;
  • risco alto: 2/3 da capacidade;
  • risco muito alto: fechado, exceto para entrega em domicílio.

Fecham em risco muito alto

Além de shoppings e boates, essas atividades e locais não podem funcionar se o bairro estiver em risco muito alto:

  • Ambulantes e feirantes;
  • Estádios e ginásios;
  • Clubes;
  • Museus;
  • Galerias e exposições de arte;
  • Aquário;
  • Conferências, convenções e feiras comerciais.

Medidas permanentes e sugestões

A resolução reforça os cuidados básicos de higiene, como a limpeza constante de superfícies, o uso de álcool para as mãos e a obrigatoriedade de máscaras.

O texto cita ainda “medidas recomendáveis”.

  • Evitar ao máximo o convívio com pessoas estranhas ao ambiente doméstico e a proximidade com pessoas do convívio cotidiano que circulam por ambientes externos;
  • Priorizar atividades ao ar livre, mantendo distanciamento social;
  • Adotar o regime de teletrabalho;
  • Deslocar-se pela cidade a pé, bicicletas, patinetes ou patins, como medida para evitar aglomerações no transporte público;
  • Realizar a autonotificação via app, em caso de sintomas respiratórios.

Por Bom Dia Rio

Morre Maguito Vilela, prefeito licenciado de Goiânia

O ex-governador de Goiás e prefeito licenciado de GoiâniaMaguito Vilela (MDB), faleceu nesta quarta-feira (13), aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo secretário de Comunicação da capital, Bruno Rocha Lima. O político estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulolutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado.

A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da capital informou que “a família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal”.

O Hospital Albert Einstein confirmou a morte do político. Segundo a unidade de saúde, Maguito faleceu às 4h10 desta quarta-feira.

Maguito perdeu duas irmãs para a Covid-19 em intervalo de menos de dez dias em agosto de 2020. No dia 19, morreu Nelma Vilela Veloso, de 76 anos, que tinha diabetes e problemas pulmonares, comorbidades que agravaram o quadro. Já no dia 28, a irmã mais velha, Nelita Vilela, de 82 anos, também faleceu.

O político passou por vários cargos públicos em Goiás: vereador, prefeito, governador e senador. Foi eleito gestor da capital com 52% dos votos no 2º turno das Eleições 2020, tomou posse de forma virtual e se licenciou do cargo. Relembre a carreira dele.

Maguito Vilela — Foto: Divulgação

Maguito Vilela — Foto: Divulgação

Internações e tratamento

Luiz Alberto Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus em 20 de outubro de 2020. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia.

No dia 27 de outubro, o político recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e um alerta para o nível crítico de saturação de oxigênio no sangue. No mesmo dia, ele foi transferido para São Paulo.

Maguito foi entubado três dias depois, após piora no quadro respiratório. No dia 8 de novembro, ele foi extubado, mas o político ainda precisava de suporte de oxigênio.

No dia 15, data do primeiro turno da eleição, o emedebista foi entubado pela segunda vez para fazer uma broncoscopia para verificar as causas da piora na inflamação dos pulmões.

Dois dias depois Maguito começou um tratamento respiratório com uma máquina chamada ECMO, que funciona como os pulmões e o coração de forma artificial. Além do procedimento, o político passou por uma hemodiálise para ajudar as funções dos rins.

No dia 24, ele passou por uma cirurgia de traqueostomia, que consiste em abrir um pequeno buraco na garganta, diretamente na traqueia, para auxiliar na respiração.

Maguito Vilela em foto divulgada em 12 de novembro de 2020 — Foto: Reprodução

Maguito Vilela em foto divulgada em 12 de novembro de 2020 — Foto: Reprodução

Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada.

No dia 9 de dezembro, os médicos começaram a redução intensa dos sedativos. Filho dele, Daniel Vilela chegou a dizer que o pai demonstrou plena consciência sobre ser o prefeito eleito de Goiânia.

Ainda na UTI, Maguito tomou posse por meio de assinatura eletrônica. Segundo o médico Marcelo Rabahi, que acompanhou e tratou o político, nesse dia ele demonstrou boas chances de recuperação.

Em 11 de janeiro, o político apresentou um sangramento nos pulmões e passou por uma cirurgia para controlar o quadro. Após o procedimento, ele não teve mais hemorragias nos órgãos e voltou a ter um quadro estável, com redução dos sedativos.

Maguito teve uma piora no quadro de saúde com uma infecção nos pulmões provocada por bactérias e fungos. A equipe médica iniciou tratamento com antibióticos e remédios vasoativos para controlar a pressão arterial de forma artificial.

Nelma e Nelita Vilela, irmãs de Maguito, morreram vítimas da Covid-19 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Nelma e Nelita Vilela, irmãs de Maguito, morreram vítimas da Covid-19 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O advogado e político goiano Luiz Alberto Maguito Vilela, de 71 anos, nasceu em Jataí, no sudoeste do estado, em 24 de janeiro de 1949. Ele foi casado com Sandra Regina Carvalho Vilela. Após a separação, casou-se com Carmen Silva, com quem viveu até 2013. Atualmente era casado com Flávia Teles.

Ele deixa quatro filhos: Vanessa, Daniel, Maria Beatriz e Miguel; e uma enteada: Anna Liz.

Carreira política

Maguito já foi eleito vereador, deputado estadual e federal e vice-governador. Também foi governador de Goiás entre 1995 a 1998, quando disputou e ganhou a eleição para senador. Em 2007, foi nomeado por Guido Mantega, então ministro da Fazenda, como vice-presidente do Banco do Brasil.

Antes de disputar a eleição desde ano, foi eleito prefeito de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, por duas vezes, em 2008 e 2012. Reveja a carreira dele na política e um pouco da história do político.

Por Vanessa Martins, G1 GO

MDB anuncia candidatura de Simone Tebet à presidência do Senado

O MDB anunciou nesta terça-feira (12) que a senadora Simone Tebet (MS) será a candidata do partido na eleição para a presidência do Senado, no início de fevereiro.

O principal adversário da senadora na disputa deve ser Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A escolha de Simone Tebet foi antecipada pela colunista do G1 Ana Flor na manhã desta terça e confirmada por unanimidade em reunião da bancada do MDB, à tarde. Se eleita, a parlamentar do Mato Grosso do Sul será a primeira mulher à frente do Senado.

Além de Simone, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM); o líder governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE); e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) eram cotados como possíveis candidatos do MDB na eleição.

A bancada emedebista, que já era a maior do Senado, recebeu a adesão de mais dois senadores nesta terça – Rose de Freitas (ES), que estava no Podemos, e Veneziano Vital do Rêgo (PB), que era do PSB, se filiaram ao partido. Com isso, a bancada do MDB passou de 13 para 15 senadores.

‘Independência a favor do Brasil’

Em entrevista após o anúncio, a senadora Simone Tebet disse que a candidatura dela não é “nem de situação nem de oposição ao governo”.

“É uma candidatura de independência harmônica entre os poderes e a favor do Brasil. E essa harmonia exige de qualquer futuro presidente do Senado diálogo com o governo federal e, mais do que isso, apostar, trazer, colocar em pauta e votar. O plenário é soberano, qualquer projeto de qualquer presidente da República”, disse Simone.

A palavra “independência” também aparece na nota divulgada pelo MDB após a reunião desta terça. O partido diz que essa postura no comando do Legislativo é “de fundamental importância neste período de crise”.

“O interesse público precisa estar acima de qualquer disputa ideológica e política na reconstrução da economia e na imunização universal e gratuita contra a Covid-19”, afirma o documento divulgado pela legenda.

O MDB também disse ter compromisso com a responsabilidade fiscal e social, com a agenda de reformas estruturais “urgentes”, com a sustentabilidade ambiental, com a redução das desigualdades e a adoção de políticas de diminuição do desemprego e de retomada econômica.

Simone Tebet afirmou que, se eleita, a pauta da economia será prioridade no Senado. Questionada sobre a adoção de um novo programa de auxílio emergencial por causa da pandemia, a senadora declarou que esse é um “compromisso com as pessoas e com o país”.

“O auxílio emergencial, com responsabilidade, desde que tenhamos responsabilidade fiscal, possamos fazer uma análise criteriosa sobre o cadastro – quantos receberam indevidamente – para poder beneficiar quem está precisando. É uma agenda de um país que começa a passar fome. Então o auxílio emergencial, com responsabilidade, observando os critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o teto de gastos, ainda que com menor valor, tem que sim estar na agenda de qualquer candidato para ser tratada com os líderes”, disse a candidata do MDB.

Questionada sobre articulação com o presidente Jair Bolsonaro, Simone diz que os emedebistas que são líderes do governo devem comunicar a Bolsonaro a candidatura emedebista.

Nos bastidores, a informação é de que Bolsonaro tem maior simpatia pelo nome de Rodrigo Pacheco, aproximação articulada por Davi Alcolumbre.

“O MDB não vem para qualquer tipo de tensão entre as instituições e os Poderes. Este é um momento de harmonia. Ou nós entendemos que a independência significa harmonia ou vamos desconstruir este país”, afirmou a emedebista.

Em 2019, MDB rachou

Esta não é a primeira tentativa de Simone Tebet de capitanear a candidatura do MDB na eleição para a principal cadeira do Senado.

Em 2019, a parlamentar do Mato Grosso do Sul disputou internamente a indicação da sigla, mas foi derrotada pelo ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL).

O racha na bancada naquela ocasião abriu espaço para a eleição de Alcolumbre, que contou com o apoio de Simone. Desta vez, entretanto, o MDB decidiu caminhar “unido” na disputa para tentar retomar o controle do Senado.

Apoio

Para chegar à presidência do Senado, o MDB espera contar com o apoio do Podemos (9 senadores), do PSDB (7), do Cidadania (3), do PSL (2) e da Rede (2) além de parlamentares de outras legendas e integrantes do grupo informal ‘Muda Senado’.

Juntas, as bancadas partidárias listadas reúnem 23 dos 81 senadores. O voto é secreto mas, diferentemente da Câmara, no Senado é incomum que haja deserções e “traições” nos acordos firmados pelos partidos.

Parte dessas siglas tinha resistência aos nomes de Eduardo Gomes e Fernando Bezerra, fortemente ligados ao governo Bolsonaro, e a Eduardo Braga, um dos caciques do MDB. Essas contestações ajudaram a viabilizar o nome de Simone Tebet.

Simone disse que vai se reunir, primeiramente, com as legendas que ainda não anunciaram apoio a nenhum candidato. Em seguida, a senadora diz que vai buscar todas as legendas, inclusive as que já manifestaram apoio a Pacheco.

Rodrigo Pacheco, do DEM, já conquistou o apoio do PSD (11 senadores), PROS (3), PT (6), Republicanos (2), PSC (1) e PL (3). Somados aos cinco senadores do DEM, os partidos reúnem 31 parlamentares.

O DEM tinha seis senadores com mandato, mas o número caiu no fim de 2020 após o afastamento de Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado em operação da Polícia Federal com dinheiro na cueca.

O PP, que tem sete senadores, tem reunião nesta quarta-feira (13) para debater a sucessão no Senado. A tendência na legenda, segundo o G1 apurou, é de apoio a Rodrigo Pacheco.

Currículo

Filha do ex-senador Ramez Tebet, que chegou a presidir a Casa entre 2001 e 2003, Simone Tebet tem 50 anos de idade e está no primeiro mandato como senadora.

Simone é formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi deputada estadual do Mato Grosso do Sul, prefeita de Três Lagoas (MS), vice-governadora do estado e, em 2014, foi eleita para o Senado.

Atualmente, a emedebista preside um dos principais colegiados do Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).