Deputado de MS lamenta atuação de companheiro na CPI da Covid

O deputado federal Fábio Trad (PSD) utilizou as redes sociais na tarde desta quarta-feira (12) para criticar a atuação do companheiro de partido, o senador Omar Aziz (PSD-AM) que é presidente da CPI da Covid, ao descartar pedir a prisão do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten por mentir em seu depoimento.

Na visão do parlamentar sul-mato-grossense, foi um erro as palavras ditas pelo senador e que não levar o pedido adiante não seria um ato de força, mas de defesa da seriedade da apuração da CPI.

“É do meu partido, mas errou lamentavelmente. A mentira foi evidenciada pela materialidade da gravação. A prisão não seria um ato de força, mas de defesa da própria seriedade da CPI. Errou, Senador Aziz”, disse Trad.

Nesta quarta-feira, o relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu a prisão do ex-secretário por mentir nas falas do seu depoimento e negar as falas ditas para uma entrevista à revista Veja. Na época, Wajngarten disse que houve incompetência do Ministério da Saúde no processo de compra das vacinas.

“O presidente pode decidir diferentemente. Mas eu vou pedir a prisão de vossa senhoria. É um espetáculo de mentira que não pode servir de precedentes”, disse Calheiros.

Em um primeiro momento, Aziz disse que o depoimento do ex-secretário trouxe novas informações para a CPI e em uma nova oportunidade, declarou que não daria andamento ao pedido do companheiro do Senado.

“Não tomarei essa decisão. Eu tenho tomado decisões aqui muito equilibradas até o momento, mas eu ser carcereiro de alguém, não. Sou democrata. Se ele mentiu, temos como pedir indiciamento dele, mandar para o Ministério Público para ele ser preso, mas não por mim. Só depois que ele for julgado, e aqui não é tribunal de julgamento”, disse o presidente da CPI.

Top Mídia News/ Foto: Leopoldo Silva/ Senado

CPI da Covid pede ao MP para avaliar se Wajngarten cometeu crime de falso testumunho

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), informou nesta quarta-feira (12) que enviará ao Ministério Público Federal o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten prestado à comissão.

Wajngarten chegou a sofrer ameaça de prisão durante a reunião desta quarta da CPI, na qual depôs. Senadores consideraram que ele mentiu à comissão — na condição de testemunha, o depoente assume o compromisso de dizer a verdade. O pedido de prisão provocou uma discussão entre Renan Calheiros (MDB-AL) e Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que chamou de “vagabundo” o relator da CPI.

Omar Aziz quer que o MPF avalie se o empresário cometeu o crime de falso testemunho durante o depoimento. A medida foi tomada após um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE).

“É importante que o Ministério Público averigue se o depoente infringiu o Código Penal, oferecendo a esta Comissão Parlamentar de Inquérito falso testemunho ou falsa perícia”, diz Omar Aziz em despacho lido durante a reunião desta quarta-feira.

Em outro trecho do documento, o presidente da CPI diz que o envio do depoimento servirá para a tomada de providências pelo MPF, “no sentido de promover a apuração e, eventualmente, a responsabilização, inclusive com a aplicação de penas restritivas de direito”.

Aziz diz ainda que há percepções de “diversos senadores” de que Wajngarten mentiu à comissão.

Ao sugerir o encaminhamento do depoimento ao Ministério Público, Humberto Costa disse que a CPI “não pode ser objeto de uma desmoralização” com mentiras e contradições.

O crime de falso testemunho ou falsa perícia está descrito no artigo 342 do Código Penal. Pela lei, quem faz afirmação falsa, em processo judicial ou inquérito policial, pode ser punido com reclusão de dois a quatro anos e multa.

Antes de encerrar a sessão desta quarta-feira, Omar Aziz disse que Wajngarten, com seu depoimento, “não ficou bem com ninguém” e que a “prisão” do ex-secretário – cogitada por integrantes da CPI – “seria o menor castigo” que o empresário sofrerá.

“Em relação ao senhor Wajngarten: a prisão seria o menor castigo que você vai sofrer na vida porque hoje aqui você não ficou bem com ninguém. Você trouxe uma contribuição que ninguém trouxe. Então, você não agradou ao governo. A ninguém você agradou aqui. Então, você vai sofrer. A prisão não seria nada mais terrível do que você perder credibilidade, confiança e o legado que construiu. Eu te aconselho quando for chamado para falar sobre o que aconteceu hoje, fale a verdade”, disse Aziz.

Queiroga ‘mentiu mais’

Também nesta quarta-feira, Omar Aziz voltou a defender a reconvocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Há um pedido – feito pelos senadores Humberto Costa e Rogério Carvalho (PT-SE) – para que o ministro compareça novamente ao colegiado.

A reconvocação de Queiroga poderá ser votada nesta quinta-feira (13).

Quando compareceu à CPI, na última quinta-feira (6), Marcelo Queiroga evitou dar opiniões sobre temas relacionados à pandemia defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro, como cloroquina, isolamento vertical, imunidade de rebanho e tratamento precoce.

Para Omar Aziz, Queiroga “mentiu mais” que Wajngarten no seu depoimento. “Estava assistindo à Globo News e vi o ministro [Queiroga] dizendo que não é tarde. Ministro que vai voltar aqui porque mentiu muito. Mentiu mais que você [dirigindo-se a Wajngarten]. Não é tarde para você, ministro, que não perdeu familiares, que não ficou órfão”, disse o presidente da CPI.

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília

Lula tem 41%; Bolsonaro, 23%; Moro, 7%; e Ciro, 6% no 1º turno, aponta pesquisa Datafolha para a eleição de 2022

Uma pesquisa do instituto Datafolha foi divulgada nesta quarta-feira (12) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2022.

O levantamento do Datafolha foi realizado entre em 11 e 12 de maio em 146 cidades e entrevistou 2.071 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Pesquisa estimulada de intenções de voto no 1º turno

 

 

Somados, os adversários de Lula têm 47%, seis pontos percentuais a mais que o ex-presidente.

Pesquisa espontânea de intenções de voto no 1º turno

 

  • Lula (PT): 21%
  • Jair Bolsonaro (sem partido): 17%
  • Ciro Gomes (PDT): 1%
  • Outros: 2%
  • Brancos/nulo/nenhum: 8%
  • Não sabe: 49%

 

Veja, abaixo, simulações de 2º turno:

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Bolsonaro

 

  • Lula (PT): 55%
  • Bolsonaro (sem partido): 32%

 

Neste caso, o petista herdaria os votos dos eleitores de Doria, Ciro e Luciano Huck, enquanto o presidente teria votos dos eleitores de Moro.

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Moro

 

  • Lula (PT): 53%
  • Moro (sem partido): 33%

 

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Doria

 

  • Lula (PT): 57%
  • Doria (PSDB): 21%

 

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Doria

 

  • Bolsonaro (sem partido): 39%
  • Doria (PSDB): 40%

 

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Ciro

 

  • Bolsonaro (sem partido): 36%
  • Ciro (PDT): 48%

 

A pesquisa também apontou os índices de rejeição. Veja abaixo:

Índice de rejeição

 

  • Bolsonaro: 54%
  • Lula: 36%
  • Doria: 30%
  • Huck: 29%
  • Moro: 26%
  • Ciro: 24%

 

Esta é a primeira pesquisa Datafolha para as Eleições de 2022 desde que Lula recuperou os poderes políticos.

O Datafolha aponta que Lula recebe votos de eleitores de menor renda e escolaridade. Ele tem 51% das intenções de voto entre os entrevistados que declararam ter ensino fundamental e 47% na faixa de renda de até dois salários mínimos. O índice cai para 30% entre quem declarou ter ensino superior e 18% na faixa de quem tem renda maior do que dez salários mínimos.

O ex-presidente tem o Nordeste como maior reduto eleitoral, atingindo 56%.

Bolsonaro, segundo a pesquisa, tem 36% entre os entrevistados que declararam estar vivendo normalmente, mesmo com a pandemia. Nessa mesma faixa do eleitorado, Lula tem 33%.

Entre quem afirmou estar mantendo as recomendações de isolamento social, 58% apoiam o candidato do PT. Na mesma faixa do eleitorado, 8% disseram votar no atual presidente.

Bolsonaro também tem apoio forte de homens (29%), entre os que declararam ter o ensino médio completo (26%) e entre quem tem renda de cinco a dez salários mínimos (30%).

O presidente perde para Lula em todas as regiões do país, mas tem melhor desempenho no Sul e no Centro-Oeste/Norte, com 28%.

Senador Nelsinho Trad presta contas para região pantaneira

Em dois anos, o parlamentar conquistou a liberação de quase R$ 5 milhões para Anastácio, Aquidauana, Miranda, Corumbá e Ladário

 

O senador Nelsinho Trad (PSD/MS) prestou contas nesta noite, em live com o vereador de Corumbá, Chicão Vianna (PSD) -transmitida via Facebook-, sobre as medidas de prevenção contra incêndios no Pantanal e apresentou o quadro de investimentos de quase R$ 5 milhões recursos federais para região de Anastácio, Aquidauana, Miranda, Corumbá e Ladário.

Segundo o senador Nelsinho Trad, foram liberados R$ 1,7 milhão do Ministério do Desensolvimento Regional, do Ministério da Cidadania e da Saúde para obras de asfalto, praça e postos de saúde em Anastácio. “Para Aquidauana, R$ 1,2 milhão da Saúde e do MDR para Saúde e Infraestrutura”, comentou.

Já para o município de Miranda, de acordo com o senador Nelsinho Trad, vieram R$ 570 mil também do Ministério da Saúde e do MDR. Corumbá foi contemplada nesses últimos dois anos com R$ 1,2 milhão de reais. “Todos esses recursos para saúde de Corumbá, para reforma do centro de saúde da Ladeira, unidade de DST Aids, o centro de atendimento à mulher e no combate à covid”.

Ladário também recebeu R$ 100 mil do Ministério da Saúde nesta pandemia e tem a previsão de R$ 18,2 milhões de valores empenhados para construção da orla fluvial e pavimentação da região. “É uma obra que vai atender Ladário e Corumbá”, enfatizou o senador.

 

Pantanal

O senador Nelsinho Trad explicou sobre o trabalho da Comissão Temporária do Pantanal no Senado Federal. No ano passado, ele concluiu e apresentou o relatório com medidas de prevenção e proteção à região pantaneira. “O foco principal da comissão era analisar o projeto de lei apresentado pelo senador Wellington Fagundes conhecido como “Estatuto do Pantanal’. Como relator recebi aprimoramentos substantivos nas audiências públicas da Comissão. Mas esse projeto por mérito de iniciativa ficou sob elaboração do presidente da comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT). De tal modo, a CTEPANTANAL voltou-se às recomendações técnicas e indicações, no intuito de concluir os trabalhos de modo efetivamente propositivo”, explicou.

No dia 10 de dezembro foi apresentado o PL 5482/2020 que “Disciplina a conservação e exploração sustentável do bioma Pantanal” de autoria do presidente daquela comissão, que tem como objetivo regulamentar o art. 225, § 4da CF, que trata relativamente da preservação e uso de recursos naturais do Pantanal mato-grossense.

Diante das explicações, o vereador Chicão Vianna pediu ao senador Nelsinho Trad para recebê-lo amanhã em Brasília. “Eu e mais vereadores da região do Pantanal queremos tomar conhecimento sobre as ações da comissão e ter um diálogo com o senador do Mato Grosso Wellington Fagundes”, expôs o vereador.

O senador Nelsinho Trad reforçou mais uma vez que o seu gabinete está sempre de portas abertas e pronto para atender os municípios de Mato Grosso do Sul. “Vamos sim construir uma agenda produtiva, porque o Pantanal é Nosso”, destacou.  ​

Assessoria Senador Nelsinho Trad/ Neiba Ota

CPI da Covid planeja pedir quebra de sigilo de Luciano Hang, dono da Havan

O maior entusiasta de Bolsonaro entre os empresários, Luciano Hang, dono da Havan, entrou na mira da CPI da Covid. Senadores relataram à coluna que devem pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal de Hang. O objetivo é investigar se ele pagou sites e serviços de propagação de fake news ligados à Covid-19. A comissão quer apurar quem bancou a disseminação de remédios como cloroquina e ivermectina para combater a doença, quando a ciência já havia comprovado a sua ineficácia.

Na semana passada, Hang passeou na garupa da moto de Bolsonaro em um evento em Rondônia. Os dois estavam se capacete e sem máscara. O empresário é investigado em dois inquéritos que estão no Supremo Tribunal Federal, um sobre fake news e outro sobre organização e financiamento de atos antidemocráticos.

No ano passado, a Procuradoria-Geral Eleitoral pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Hang. A solicitação ocorreu em uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e que pede a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, justamente por disparos de fake news nas eleições de 2018.

Empresas de comunicação que firmaram contratos com o governo Bolsonaro também estão no alvo da CPI. Este, aliás, é um dos temas que senadores da ala independente prometem explorar no depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten.

Bela Megalle/ O Globo

Garimpeiros atiram contra Polícia Federal em região de conflito da Terra Yanomami

Garimpeiros atiraram contra policiais federais na tarde desta terça-feira (11) quando agentes estavam na Terra Yanomami para levantar informações sobre o conflito armado registrado na comunidade Palimiú na segunda (10).

A Polícia Federal revidou e, durante cerca de cinco minutos, houve intensa troca de tiros. Não houve feridos, segundo a PF. Assista no vídeo acima.

Os garimpeiros estavam em barcos e atiraram todo o tempo direto do rio. Houve confusão e correria entre os indígenas.

A comunidade fica às margens do rio Uraricorera, onde garimpeiros exploram o ouro ilegalmente.

Com a troca de tiros entre a PF e garimpeiros, a localidade registrou o sexto conflito em menos de 15 dias. O clima é de tensão na região.

A PF investigava o tiroteio que aconteceu na segunda (10), um dia antes, e resultou na morte de três garimpeiros mortos e cinco feridos, além de um indígena baleado de raspão na cabeça.

A informação dos óbitos foi repassada ao Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-Y) pelos indígenas da região, mas a PF não confirma as mortes.

Correria e movimentação de barcos

O confronto desta terça ocorreu quando garimpeiros atiraram contra os agentes. Também estavam na comitiva o líder indígena e presidente do Condisi-Y, Júnior Hekurari Yanomami, e um servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Quando a equipe de policiais federais estava prestes a embarcar de volta a Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no rio Uraricoera efetuando disparos de arma de fogo”, informou a PF em nota.

“A equipe se abrigou e respondeu a injusta agressão, sem contudo haver registro de atingidos de nenhum dos lados”, continuou.

Parte do confronto foi registrado em vídeos por Júnior Hekurari Yanomami. As imagens flagraram intensas rajadas de tiros, movimentação dos policiais, de indígenas e dos barcos usados pelos garimpeiros no rio Uraricoera.

“Quando chegamos lá, passaram seis barcos de garimpeiros armados. Depois ouvimos os Yanomami sobre o que havia acontecido e o motivo. Depois que ouvimos todo mundo, aproximadamente 15h20, recebemos os tiros, enquanto estávamos lá com os policiais federais. Os Yanomami atiraram, os garimpeiros atiraram, e os policiais atiraram. É uma situação muito tensa. Só hoje, eles sofreram três ataques”, relatou Júnior Hekurari Yanomami.

Junto com o envio de agentes da PF para a comunidade também estava prevista a ida de tropas do Exército Brasileiro, o que não ocorreu.

CPI da Covid: Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira, após falar em ineficiência do Ministério da Saúde

BRASÍLIA E RIO —  O ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito. Um dos principais assuntos da sessão de hoje será a demora do governo federal em assinar o contrato para a compra de vacinas da Pfizer. Em entrevista à Veja, o ex-secretário disse que a demora na compra dos imunizantes do laboratório ocorreu por “incompetência”e “ineficiência” da equipe de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.

Segundo o ex-secretário, ele soube em setembro que a Pfizer vinha tendo dificuldades para negociar com o governo. A farmacêutica tinha enviado carta para o Ministério da Saúde em julho, com pedido de audiência. Em agosto, enviou nova correspondência, desta vez oferecendo 70 milhões de doses de vacina, mas também não houve resposta, conta ele.

“Se o contrato com a Pfizer tivesse sido assinado em setembro, outubro, as primeiras doses da vacina teriam chegado no fim do ano passado”, disse Wajngarten à Veja.

Segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, Wajngarten pode apresentar uma carta de agradecimento a ele enviada pelo presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, que comandou a filial brasileira até janeiro, para provar que Pazuello teria sabotado a compra.

A sessão de hoje é também considerada central por senadores oposicionistas e independentes para a comissão avançar na investigação de dois pontos ainda inexplorados: o papel do “gabinete do ódio”, estrutura de apoio ao Palácio do Planalto nas redes sociais, na difusão de notícias falsas sobre a pandemia; e o impacto da falta de uma campanha clara de conscientização sobre os riscos do coronavírus no agravamento da doença no Brasil.

O Globo

Polícia indicia mãe por suspeita de assassinar filho de 3 anos e pede prisão preventiva dela à Justiça

A Polícia Civil indiciou uma mulher de 37 anos por suspeita de assassinar o filho, Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, em São Paulo. A investigação também pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante da mãe para a prisão preventiva. Até a última atualização desta reportagem não havia uma decisão judicial a respeito da solicitação. O caso ocorreu na segunda-feira (10). Segundo a Polícia Militar (PM), ela teria cometido o crime durante um surto psicótico.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher foi indiciada por homicídio qualificado por meio cruel. Segundo o documento, o menino foi socorrido e levado de ambulância a um hospital após ter sido encontrado desacordado, ferido e com parada cardíaca no apartamento onde morava com a mãe, a irmã dele de 13 anos e uma tia-avó da mulher na Bela Vista, no Centro da capital.

Foi a tia-avó quem encontrou o garoto e pediu ajuda. Segundo ela, a mulher estava em estado de choque, sem falar nada.

Santa Casa de Misericórdia informou que Gael não resistiu e morreu no hospital. Segundo o registro policial, médicos que o atenderam contaram que o menino tinha sinais de maus tratos pelo corpo. O documento informa que ele tinha marcas de agressões na cabeça. A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Cambuci, apreendeu um anel da mãe, porque segundo os investigadores, ele é compatível com uma lesão na testa da criança.

O motivo do crime ainda é investigado pela polícia, que requisitou câmeras de segurança do prédio onde Gael morava para saber se elas gravaram algo que possa contribuir para o esclarecimento do caso.

G1 não conseguiu localizar a defesa da mãe para comentar o assunto. Segundo a policia, o advogado dela, Sérgio Henrique Sarmento Barros, havia pedido que sua cliente fosse solta e encaminhada para internação compulsória num hospital psiquiátrico, já que testemunhas contaram que a mulher teria tido um surto psicótico para cometer o crime e ainda teria tentado se suicidar em seguida, bebendo um produto de limpeza.

Mas, ao invés disso, a delegada Camila Safe Maier Hage prendeu a mulher nesta terça-feira (11) após interrogá-la. Ela também pediu à Justiça que a mãe fique detida até seu eventual julgamento pelo assassinato do filho.

“Demonstra a crueldade com que a autora agiu em face de seu filho”, informa trecho do boletim de ocorrência do caso, que atribuiu à Justiça a decisão de realizar algum exame de insanidade mental na mulher. ” [A mulher] não está fazendo nenhum tratamento psiquiátrico e não há nenhum diagnóstico confirmado.”

Antes de ser presa, a mãe chegou a ser encaminhada ao Hospital do Mandaqui, na Zona Norte, onde foi medicada e atendida por um psiquiatra, na manhã de segunda-feira. Apesar disso, o médico não confirmou se ela teve mesmo surto psicótico ou se tentou se matar em seguida.

Segundo policiais, a mulher foi interrogada nesta terça-feira, mas até a última atualização desta reportagem a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia informado qual foi a versão que a mulher deu para o que ocorreu com Gael. A indiciada está detida na carceragem feminina do 89º Distrito Policial (DP), no Portal do Morumbi, na Zona Sul da cidade.

“A dona de casa foi encontrada pelos policiais militares em estado de choque no banheiro da casa em que mora e foi socorrida ao Hospital Mandaqui. Após alta médica, a mulher foi encaminhada à 1ª DDM, onde foi ouvida e indiciada. Ela foi levada à carceragem do 89º Distrito Policial, onde aguarda audiência de custódia. A autoridade policial aguarda o resultado dos laudos periciais, que estão em elaboração, e trabalha para esclarecer todas as circunstâncias da morte da criança”, informa trecho da nota da pasta da Segurança enviada ao G1.

Depoimento da tia-avó à polícia

No boletim de ocorrência, a tia-avó informou que deu mamadeira para a criança por volta das 7h e as duas ficaram na sala assistindo à televisão. Após alguns minutos, o garoto foi até a cozinha. A tia-avó disse que começou a ouvir choros, mas achou que ele estava apenas pedindo colo para a mãe.

Cerca de cinco minutos depois, começou a ouvir barulhos fortes de batidas na parede e acreditou que viriam de outro apartamento. Após dez minutos, ela passou a ouvir o barulho de vidro quebrando na cozinha e, quando chegou ao cômodo, a criança estava deitada no chão com vômito e coberta por uma toalha de mesa.

A testemunha conta que perguntou à mãe o que teria acontecido, mas ela não respondeu. A tia-avó pediu ajuda da irmã do menino, que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após a chegada dos socorristas, a criança foi levada até a Santa Casa em parada cardiorrespiratória, mas morreu no hospital.

Ainda segundo a tia-avó, a mãe do garoto já foi internada outras vezes. A tia não soube dizer, no entanto, se as internações foram por motivos psiquiátricos.

“Mas se recorda que o motivo das internações era devido ela ter ficado muito nervosa e que tais problemas surgiram após ela ter tomado remédios para emagrecer, acreditando que a última internação ocorreu há cerca de sete anos”, informa trecho do boletim de ocorrência do caso sobre o relato da tia-avó a respeito da mãe de Gael.

O tio de Gael, Reumir Freitas, também tenta entender o que teria ocorrido no apartamento.

“Talvez um descontrole emocional, talvez um surto, então fica para os médicos, para profissionais do processo apuraram qual a verdade”, disse.

Mãe não respondia a perguntas de médico

O médico do Samu que fez o atendimento da criança no local, Washington Canedo, contou que tentou falar com a mãe de Gael para saber o que tinha acontecido, mas ela também não respondeu.

“A mãe, o tempo inteiro, encontrava-se na cozinha. Nossa equipe tentou diversas vezes coletar informação, mas acho que devido ao trauma, ao choque, à situação toda, ela não estava responsiva. Quem nos dava informação era somente a avó e a irmã menor de idade”, afirmou na noite de segunda-feira.

Em nota, a Santa Casa informou que a criança chegou ao hospital “em processo de reanimação pela equipe do SAMU e permaneceu em reanimação pela equipe médica do hospital, sendo constatado óbito na sequência”.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a mãe foi encontrada em estado de choque e levada para um hospital, onde passou pelo departamento de psiquiatria, após o menino ser socorrido.

Por G1 SP e TV Globo — São Paulo

Ex-governador de MS é condenado por coagir servidores para votar em candidatos apoiados por ele

O ex-governador André Puccinelli (MDB) foi condenado por improbidade administrativa, sob acusação de coagir servidores públicos comissionados a votar em candidatos apoiados por ele, nas eleições municipais de 2012.

Na sentença, entre outras penas, a Justiça Federal determina a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, que começam a correr após o trânsito em julgado (quando não cabem mais recursos contra a condenação).

O advogado do ex-governador, Paulo Tadeu Haendchen disse que vai recorrer da decisão “até porque o caso já foi analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral com parecer favorável”.

Na época, o encontro foi reconhecido judicialmente por Puccinelli, que o classificou como reunião ordinária entre correligionários do PMDB em busca de votos.

Acusação

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), responsável pela acusação, a coação teria sido durante uma reunião com servidores comissionados das secretarias de Estado de Trabalho e Assistência Social e Desenvolvimento Agrário e Turismo, na sede do PMDB, atual MDB.

Em trechos da reunião gravada por participantes, Puccinelli, ao notar a ausência de servidores, enfatiza a consequência da falta: “Exonerando”. A coação foi replicada entre os presentes no encontro: “Olha, já te chamou e você ficou com falta (…) Ia ser exonerado quem não veio”.

Para o MPF, “o vídeo e o áudio juntados no processo são suficientes para constatar a óbvia coação praticada por André Puccinelli contra comissionados a ele subordinados, em benefício de candidatos apadrinhados e dele mesmo, com quebra da isonomia, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade administrativa”.

O MPF diz ainda que, além da prática de ilícito eleitoral, a conduta do ex-governador violou os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade, tal como atentou contra os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.

“Se aquela reunião foi mero encontro de pessoas engajadas na campanha eleitoral de 2012, por que o recorrido fazia ameaças claras de exoneração quando algum comissionado não respondia à sua chamada? Se a reunião não era um ato do chefe do Executivo, e sim de um militante político, qual o porquê da chamada nominal dos comissionados? Se não era obrigatório o comparecimento dos servidores comissionados, por que foram feitas óbvias ameaças de exoneração em alto e bom som pelo governador? Ainda, por que estavam presentes a Secretária de Estado de Administração e o Diretor-Geral da SETASS? Não há respostas para essas perguntas se considerarmos a reunião como mera aglomeração de militantes políticos de um partido. Não, não se tratava de simples reunião de correligionários, mas de um ato de claro abuso de poder”, frisou o MPF.

Na sentença, a Justiça conclui que “não é lícito ao réu, na qualidade de governador (superior hierárquico), indagar seus subordinados acerca de seus candidatos a prefeito e vereador, anotando suas respostas e ainda advertindo-os que não poderiam mais mudar de opinião. Trata-se de conduta gravíssima, uma vez que praticada com intenção de violar direito previsto constitucionalmente: voto direto e secreto.”

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Deputado Cabo Almi reage bem a medicação e apresenta melhoras

A equipe médica do Hospital Cassems, chefiada pela médica Beatriz Longo Bortoletto, emitiu novo Boletim Médico, às 14:24 horas, informando as condições atuais de saúde do deputado estadual Cabo Almi. Segundo consta, o estado geral continua grave, mas com estabilidade, sendo que a sedação foi diminuída nas últimas 24 horas e não foi necessário pronar (deitar com a barriga para baixo), está com a pressão arterial controlada, não tem febre e a infecção está melhorando.

Foram feitos os exames de rotina, cateterismo cardíaco e artérias pulmonares com normalidade. Não apresenta disfunção renal urinária. Ressalta-se que ele continua em coma induzido (com uso de sedativos), porém, hoje foi desligado uma das três medicações que o mantém dormindo, ainda não tem condições de respirar sozinho, mas está sendo reduzido aos poucos o suporte que a máquina para respirar oferece.

A família e a assessoria do deputado Cabo Almi agradecem a equipe médica, enfermagem e auxiliares do Hospital Cassems pela dedicação em sua recuperação, assim como, agradecem pelas orações de todos os que direta ou indiretamente queiram o restabelecimento da sua saúde.

Assessoria Deputado Estadual Cabo Almi/ JSilva