Governo exonera Chico Rodrigues de cargo na vice-liderança do Senado, após operação da PF

BRASÍLIA – A Presidência da República dispensou nesta quinta-feira o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) do cargo de vice-liderança do governo no Senado. De acordo com o ministro da Secretaria de Governo Luiz Eduardo Ramos, o senador pediu para deixar o posto. Ele deixa o cargo após uma operação da Polícia Federal, nesta quarta-feira, que encontrou dinheiro escondido na sua cueca e até entre suas nádegas.

A dispensa foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). O documento, que tem como único ítem o afastamento do senador, diz que a saída de Chico do cargo foi a pedido. Não há indicação de substituto.

Na visão de um auxiliar de Bolsonaro, o episódio envolvendo Chico Rodrigues foi “muito ruim”. A expectativa é que a exoneração do senador da vice-liderança ajude a acalmar, mas a avaliação é de que a imagem do parlamentar continuará a respingar no governo.

Rodrigues foi alvo de uma operação que investiga desvios na verba de combate ao coronavírus. Os investigadores que cumpriam busca e apreensão na residência do senador em Roraima encontraram no local cerca de R$ 30 mil. Parte das notas de dinheiro estaria entre as nádegas. A PF registrou em fotos e vídeos o momento dessa apreensão.

Em nota divulgada após a dispensa, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) afirmou que a ação da Polícia Federal contra o senador “é a comprovação da continuidade do Governo no combate à corrupção em todos os setores da sociedade brasileira, sem distinção ou privilégios”.

O Executivo mantém outros parlamentares investigados como líderes do governo no Senado e na Câmara, como o próprio senador Fernando Bezerra, que também foi alvo da Polícia Federal no ano passado. Para uma fonte ligada ao governo ouvida pelo GLOBO, o “constrangimento” no episódio de Chico Rodrigues supera o de casos anteriores.

Ramon Menezes não é mais o técnico do Vasco

Ramon Menezes não é mais o técnico do Vasco. O clube optou nesta quinta-feira pela demissão do treinador após a derrota por 3 a 0 para o Bahia, na quarta-feira, em Salvador, pela 14ª rodada do Brasileirão.

O Vasco anunciou a informação por meio de um curto comunicado em seu site oficial:

“O Club de Regatas Vasco da Gama comunica que Ramon Menezes não é mais o treinador da equipe profissional. O Clube agradece os serviços prestados pelo profissional e, em breve, anunciará o seu substituto”.

Ramon Menezes deixa o Vasco após pouco mais de seis meses — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

Ramon Menezes deixa o Vasco após pouco mais de seis meses — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

ge apurou que a decisão pegou os jogadores de surpresa e causou revolta em parte do elenco vascaíno. Além de Ramon, comunicado do caso em uma reunião em São Januário, deixam o clube o auxiliar técnico Thiago Kosloski e o preparador físico Leo Cupertino.

A busca pelo novo técnico está em andamento. No começo desta tarde, o diretor executivo André Mazzuco e o o diretor Antônio Lopes estiveram juntos em São Januário. Não está definido, por exemplo, quem comandará o time diante do Flamengo, sábado, pelo Brasileirão. Caso ninguém seja contratado até a data da partida, a tendência é de que Júnior Lopes, auxiliar permanente do clube e filho de Antonio Lopes, o coordenador técnico, lidere o time.

Treino regenerativo em hotel

Pela programação do clube, definida antes da saída de Ramon, a tarde é de treino regenerativo em um hotel na Barra da Tijuca – o clube o usa por vezes para algumas atividades, afinal, o da concentração de véspera dos jogos fica na Zona Sul. Nesta sexta, a atividade foi transferida de São Januário para a sede da Aeronáutica, na parte da tarde.

Sob o comando de Ramon, o Vasco vivia um momento delicado na temporada. No Brasileirão, competição em que a equipe chegou a ser líder nas primeiras rodadas, já são quatro partidas sem vitória – seis contando as duas da Copa do Brasil. No momento, o time está em décimo lugar, com 18 pontos.

Anunciado como substituto de Abel Braga no dia 30 de março deste ano, Ramon Menezes deixa o Vasco depois de pouco mais de seis meses no comando e 16 partidas disputadas (2 pelo Carioca, 2 pela Copa do Brasil e 12 pelo Brasileirão). Ao todo, foram oito vitórias, três empates e cinco derrotas.

Auxiliar agradece oportunidade

Em seu perfil em uma rede social, o auxiliar Thiago Kosloski agradeceu a oportunidade e lamentou ter tido o trabalho interrompido. Destacou que o aproveitamento era de 52%.

Comunicado de Thiago Kosloski sobre a demissão do Vasco — Foto: Reprodução

Comunicado de Thiago Kosloski sobre a demissão do Vasco — Foto: Reprodução

Eloisa Fontes foi convencida por policial que a resgatou a ser internada em hospital no Rio

Encontrada desorientada na comunidade do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a modelo Eloisa Fontes, de 26 anos, não queria aceitar ser internada no Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo. Ela foi resgatada pela equipe da Operação Ipanema Presente, na terça-feira, dia 6, e levada pelos policiais e uma assistente social para a instituição. Um amigo da família, Francisco Assis, foi chamado para ser o responsável pela internação da jovem.

No entanto, ela resistiu a entrar no local e conversar com um médico. Com paciência, um dos agentes que auxiliou no resgate conseguiu ganhar a confiança da alagoana e convencê-la a receber a ajuda médica.

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— Quando cheguei, ela permaneceu na van e não quis descer. Olhou para mim e disse: “Não vou falar com você. Fale com as autoridades”. Um dos policiais, então, sentou ao lado dela, conversou com ela, ganhou a confiança e a convenceu a entrar na consulta com o médico. Ela disse: “Eu acredito em você”. Prometeu acompanhá-la até o consultório, e assim ela aceitou ir. O médico resistiu em interná-la porque ela não apresentava um risco de vida, mas o policial conversou com ele em particular, explicou a história e o histórico, e assim conseguimos a internação — conta Assis.

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A tranquilidade dos agentes e a forma como lidaram com a situação impressionou o amigo da família. Assis afirma que os dois policiais que acompanharam Eloisa até o Pinel, assim como uma assistente social, fizeram a diferença para a modelo confiar neles e aceitar ser levada para o hospital. Para Assis, a preparação psicológica dos profissionais foi fundamental para o desfecho do caso.

— Eles foram gentis, educados e têm um preparo que não sei explicar. Fiquei impactado com a forma que eles lidaram com ela e a convenceram. Os policiais David e a Viveros, além da assistente Adriana, foram excelentes. A gente só vê histórias ruins envolvendo a polícia, mas temos que exaltar quando eles fazem um trabalho exemplar. Nesse caso, foram fundamentais para salvar a Eloisa — diz.

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Eloísa Pontes estava no Morro do Cantagalo
Eloísa Pontes estava no Morro do Cantagalo Foto: Divulgação

Modelo já havia sumido antes

A jovem permanece internada na instituição e sem previsão de alta. A família não vive no Rio, por isso Assis permanece como o responsável por ela. Mas a previsão é que a mãe de modelo venha para capital fluminense quando ela for liberada pelos médicos.

Em junho do ano passado, Eloisa desapareceu durante uma temporada em Nova York. Ela foi encontrada cinco dias depois andando, visivelmente desorientada, em uma rua de White Plains, cidade que fica a cerca de 30 minutos de trem do centro de Mahanttan.

A modelo estava morando nos Estados Unidos desde fevereiro. Nascida em uma cidade pequena no interior de Alagoas, a modelo deixou oito irmãos no Brasil para tentar, desde muito jovem, carreira como modelo no exterior. Ela foi casada e tem uma filha, de 7 anos, com o modelo e produtor executivo russo Vivien Birleanu, mas é conhecido no mundo da moda como Andre Birleanu, de 42 anos.

Os dois se conheceram em 2012, em São Paulo, e se casaram em 2014. Ele — que ficou conhecido pela sua participação no programa americano “America’s most smartest model” — tem a guarda da criança.

Repórter quer processar servidor que a agrediu: “Racismo explícito e cruel”

A repórter Julie Alves, de 44 anos, ainda não se recuperou do susto que passou trabalhando ao fazer uma denúncia no posto de saúde do Mucajá, bairro de Japeri, na Baixada Fluminense. A jornalista e o cinegrafista Vângelis Floyd Ferreira, de 35 anos, foram vítimas de agressão e racismo por Clodoaldo Silva de Souza, diretor da Unidade Médica de Engenheiro Pedreira (Umep). Em conversa com Quem, a apresentadora do Fala Baixada, do canal CNT Rio, revelou que pretende processar o servidor público.

“É muito difícil se recuperar psicologicamente de um fato como este que nos abala muito. Recebi muitas ligações de amigos e familiares preocupados com a minha integridade, mas eu preciso trabalhar. Tenho dois filhos para criar e só quero fazer o meu trabalho. Quero ser respeitada. O racismo existe, não é velado. Esse episódio é um racismo explícito e cruel. Espero que esse crime que aconteceu comigo, sirva de exemplo para outros colegas não abaixarem a cabeça e não deixarem que ninguém o diminua pela sua cor. Eu e o cinegrafista estamos conversando sobre isso para procurar um advogado e irmos atrás de nossos direitos”, diz.

Segundo o relato de Julie, ela entrou com a câmera ligada no posto de saúde e o homem teria dito: “Vai gravar sua macaca?. Vai gravar seu gordão?’”. Em seguida, o servidor teria dado um tapa no braço dela e derrubou o microfone da repórter no chão. “Depois de toda a confusão, que ele veio para cima da gente, eu e o cinegrafista fomos levados para uma sala, que estávamos passando mal, e lá dentro estava a secretária de saúde, Rosilene Moraes dos Anjos, e o funcionário dela entrou depois para nos intimidar e nos ameaçou, mais uma vez, dentro do gabinete. Foi quando saímos e fomos levados pelo Samu para outro hospital. Tive uma crise de nervoso e pressão arterial alterada”, relata a repórter, que depois foi até a 63ªDP (Japeri) registrar um boletim de ocorrência.

Jornalista de formação há 11 anos, Julie afirma nunca ter vivido uma situação parecida na carreira, mas ela alega conhecer o preconceito racial bem de perto. “Desta vez, fiquei com medo, porque tenho um bebê e um filho de 18 anos, mas já passei por situações ruins, sim. Uma vez fui a única repórter barrada em um evento de escola de samba. Já aconteceu também de me perguntarem se a repórter estava vindo e eu tive que responder que a repórter era eu. Quero um dia poder ligar minha televisão ver mais representatividade, como é a Maju Coutinho. Me lembro quando ela assumiu o Jornal Hoje, ela teve que provar que merecia estar ali, como se ela não tivesse entrado pelo mérito dela e por cota. Isso é muito chato”, lamenta.

Com passagem no SBT e na Rede TV!, onde atuou como repórter da Sonia Abrão, Julie lutou muito para se formar em Jornalismo. “Só consegui concluir o ensino superior com uma bolsa de estudos. Tive uma infância muito pobre, no Complexo da Maré, no Parque União. Minha mãe criou quatro filhos sozinha. Todos nós recebemos valores que não se aprende na rua e principalmente a respeitar o próximo. Ela foi a grande incentivadora da minha carreira. Meu primeiro estágio foi no jornal O Cidadão, um veículo alternativo, no Complexo da Maré, que ganhou dois prêmios no imprensa livre. Foi ali que abri meus olhos para o jornalismo comunitário”, lembra.

Apesar da experiência no jornal comunitário, a repórter nunca escondeu seu sonho de trabalhar na TV. “Por diversas vezes, ouvi das pessoas que seria impossível eu chegar na televisão, por eu ser negra e da favela. Mas minha mãe sempre me incentivou a estudar e buscar o meu reconhecimento profissional”, admite.

Antes de cursar a faculdade, Julie atuou como modelo. “Antes disso, também trabalhei como manequim. Desfilei para lojas de departamentos, participei de concursos de beleza. Me lembro a primeira vez que entrei no Copacabana Palace foi como modelo e aquilo tudo era um refúgio para a menina da favela. Estava ali para participar, comer uma comida boa, conhecer os lugares legais da zona sul, não ia nem com a intenção de ganhar. Só de estar ali, já era uma alegria muito grande para mim e minha família”, orgulha-se.

O trabalho no mundo da moda foi a porta de entrada para uma realidade diferente da que ela estava acostumada. “A nossa vida era dureza mesmo. A alimentação era bem limitada, as roupas que eu usava para ir nesses lugares, era uma vizinha que me emprestava. A nossa vida era muito sofrida, mas sempre fui muito feliz e com esperança em um futuro melhor. Estudei, batalhei e fui atrás dos meus sonhos. Sou muita grata a todas as pessoas que me ajudaram e me deram oportunidade”, conclui.

  • RAFAEL GODINHO (@RAFAGODINHO)

Planalto vai usar julgamento para avaliar posição de ministros do STF sobre Bolsonaro

O Palácio do Planalto vai acompanhar de perto o julgamento desta quinta-feira (8) do Supremo Tribunal Federal (STF) para medir como está a posição de cada ministro sobre o presidente Jair Bolsonaro. Segundo assessores presidenciais, mais do que definir como será o formato do depoimento, a sessão vai sinalizar como cada membro do tribunal está avaliando o presidente atualmente.

Na última sessão de plenário antes da aposentadoria do decano Celso de Mello, o STF vai julgar o recurso da Advocacia Geral da União (AGU) que pede para que o presidente Jair Bolsonaro deponha por escrito no inquérito que investiga se houve interferência politica na Polícia Federal.

Celso de Mello, relator do inquérito, determinou o depoimento por escrito, mas o tema divide opiniões dentro do tribunal.

Depois de um período de embates com o Judiciário, que marcaram boa parte do primeiro ano de mandato e início do segundo, o presidente Jair Bolsonaro mudou de postura, principalmente depois da abertura de investigações no STF contra ele e seus apoiadores, e passou a buscar uma relação mais pacífica com os ministros da Suprema Corte.

Neste período, ele se aproximou principalmente de ministros como Dias Toffoli e Gilmar Mendes, procurados pelo presidente na semana passada para apresentar o seu escolhido para a vaga de Celso de Mello no Supremo, o desembargador Kássio Nunes Marques. A escolha do desembargador, que agradou boa parte do Supremo, seguiu a estratégia de ter uma relação mais harmoniosa com o STF.

Questionada por ser rica e estrelar o ‘Simples assim’, Angélica afirma: ‘Tive uma vida de aparente glamour, mas foi de ralação’

Depois de um período sabático de dois anos, Angélica retorna à tela da Globo, na tarde do próximo sábado, dia 10, com o programa “Simples assim”. A atração, que vai propor aos convidados e telespectadores uma reflexão sobre dilemas do cotidiano, tem um gosto especial para a paulista de 46 anos. Esse é o primeiro projeto que leva sua assinatura na criação, e ele nasceu depois do acidente aéreo que a apresentadora sofreu com a família em 2015. Mas nem só de brisa tem vivido a artista que lida com o público desde que tinha 4 anos. Na última semana, ao ter um dos figurinos que usa na atração compartilhado nas redes, a dona da pinta mais famosa do país entrou no olho do furacão. Imediatamente, foi criticada por alguns internautas que chegaram a chamá-la de hipócrita: como uma mulher rica, vestindo uma macacão que custa mais de R$ 20 mil, poderia pregar a simplicidade?

Em entrevista exclusiva à Canal Extra, Angélica não deixa esse questionamento sem resposta e, ainda dentro do contexto de ser uma pessoa privilegiada, expõe a maneira como educa os três filhos. A mãe de Joaquim, Benício e Eva fala da relação com o marido, Luciano Huck, e sobre a possibilidade de ser primeira-dama do país, além do sonho de adotar um filho. Sem se incomodar com tititi, revela até sobre o famoso grupo de WhatsApp que mantém com as apresentadoras Xuxa e Eliana. E afirma: “Mara Maravilha nunca pediu para entrar”. Por conta de um encontro recente com as amigas de longa data, Angélica foi alvo de línguas ferinas nos últimos dias pela morena não ter sido convidada para a ocasião.

Você ficou um tempo afastada da TV e muita gente disse que você estava na geladeira…

Não! Na verdade, eu não fiquei na geladeira. Usam esse termo quando a pessoa é excluída, e não foi o meu caso. Na época (que o “Estrelas” saiu do ar), eu ouvi muito isso. Acho que tinha uma pressão mais externa até dos meus fãs e dos jornalistas que me acompanham há tanto tempo. Existia esse desejo de me entender e me querer na TV. Eu me senti até lisonjeada. Era um misto de vontade de responder “Olha, não é nada disso” com uma felicidade também, porque é bom quando as pessoas sentem a sua falta.

Mas com qual sentimento se deparou quando deu essa parada na carreira?

Na realidade, no meu mundinho, estava vivendo um momento especial. Pela primeira vez, tive tempo para pensar na minha vida. Dos meus 4 aos 43 anos, não parei. Emendava um trabalho no outro, uma emissora na outra… Apesar de já ter feito muita análise, nunca havia tido a oportunidade de olhar para a minha família e para mim de forma mais calma. Até para entender o que tinha acontecido naqueles 39 anos de trabalho. Na época, o Luciano estava viajando bastante e eu tive como acompanhá-lo em algumas viagens. Coisa que ele fazia muito quando eu estava fazendo o “Estrelas”. Ele ia muito nas viagens do programa com as crianças para poder estar comigo. Durante esse tempo que fiquei longe da TV, pude inverter isso.

O “Estrelas” era uma exaltação ao mundo do glamour. Agora, você retorna com uma atração que remete à simplicidade. O que mudou em você?

O “Estrelas” é um programa pelo qual tenho um carinho gigante. E ele realmente remetia ao glamour. Tinha a ideia de mostrar a intimidade das celebridades. Isso que a gente vê hoje os próprios artistas mostrando no Instagram. Atualmente, o “Estrelas” nem faria sentido. Porque já está tudo exposto. Já o “Simples assim” é muito a cara do que eu tenho vivido nesses últimos anos e que culminou nesse meu momento de reflexão.

Angélica

Angélica Foto: Divulgação / Globo / João Miguel Jr.

Você consegue identificar algo que a tenha despertado para esses questionamentos?

Acho que o acidente que a gente teve de avião (em 2015, quando a aeronave de pequeno porte em que a apresentadora estava com Luciano Huck, os três filhos e as babás, fez um pouso forçado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul) ressignificou muito a minha vida e me fez buscar formas de me acalmar e de viver melhor. Então, isso culminou na criação desse programa. Nada é por acaso e as coisas aconteceram da forma correta. O programa traz uma mensagem para as pessoas olharem para dentro de si, para valorizarem o que realmente importa, o caminho da felicidade.

Nesse período de reflexão, você chegou a se arrepender de algo que tenha feito durante a vida?

Olha, é muito difícil eu falar esse tipo de coisa sobre a minha história. Tive uma vida, aparentemente, de glamour, mas sempre foi de ralação. E meus filhos acompanharam isso. Me desdobrei para trabalhar e conseguir dar atenção para eles. Na época em que eu fazia o “Estrelas”, as pessoas falavam para mim: “O Luciano é do povo e você fica lá, só fazendo receitas…”. E eu respondia: “Gente, é uma ralação”. Mas as pessoas têm essa imagem sobre mim.

Angélica celebra novo programa

Angélica celebra novo programa “Simples Assim” Foto: Divulgação / Globo / João Miguel Jr.

Essa imagem de mulher rica virou até motivo de críticas recentes nas redes. Essa visão que algumas pessoas têm sobre você a incomoda?

Não me incomoda. Tenho o pé no chão. Hoje, entendo o meu lugar de privilégio. Mas comecei a trabalhar muito nova. Para mim, isso aqui nunca foi brincadeira. Sempre tive muito comprometimento com o meu trabalho. Então é muito difícil eu surtar, sair da casinha… Tenho uma família muito simples e humilde também. Minha mãe era da roça e meu pai metalúrgico. Quando comecei a trabalhar, era para sustentá-los. Sempre dei valor ao que conquistei. Nunca teve espaço para deslumbre. E meus filhos sempre viram isso.

Como você lida com seus filhos em relação a essa questão dos privilégios?

Eu e o Luciano sempre mostramos para eles o valor das coisas. Apesar de eles terem coisas que eu não podia ter na idade deles, uma vida muito confortável, a gente sempre explicou a realidade do país em que vivem. Que é uma coisa muito oposta da realidade deles. Isso nunca foi um tabu para a gente. Falo que a cabeça pode estar nas estrelas, mas o pés têm que estar no chão. Lembro que, quando meus filhos eram menores, a gente foi numa loja de brinquedos e minha vontade era comprar dez brinquedos para cada um. Só que não dávamos. Era um por vez. E eles entendiam. A gente nunca foi mesquinho e leviano de dizer que eles não podiam ter, porque seria mentira. Mas sempre colocamos limites.

Você já fechou a fábrica? Pensa em adotar?

Fechei há sete anos. Mas sobre a adoção, sempre quis isso. No descarto, não. Eu tenho três filhos, mas, se bater à minha porta essa vontade um pouco mais intensa ou se a ocasião acontecer, eu sou muito aberta à ideia. Na verdade, tenho a sensação de que isso pode acontecer.

Huck está cotado para ser candidato à presidência. Já pensou em ser primeira-dama?

Não! Nunca me imaginei nesse papel. É uma realidade muito distante. A situação do nosso país não é agradável e esses rumores aumentam, porque fica todo mundo querendo uma solução. E podem achar que existe um salvador da pátria, mas eu acho que não existe. Eu até entendo a especulação, mas isso é uma coisa muito dele.

Angélica com Joaquim, Benício e Eva e o marido, Luciano Huck
Angélica com Joaquim, Benício e Eva e o marido, Luciano Huck Foto: reprodução

Então vamos inverter a situação. Se você fosse a candidata a presidente do país, quais seriam suas propostas para a população?

Isso nunca vai acontecer. É fantasia, mas, se eu tivesse uma varinha mágica e pudesse fazer algo pelo Brasil, hoje, eu acho que eu viraria o meu foco para as causas ambientais. Isso é uma questão urgente. Estamos vendo as queimadas no Pantanal e na Amazônia. Viajo muito e vejo o quanto o nosso país é reconhecido lá fora por ter uma riqueza verde tão grande. E a gente, simplesmente, não liga.

Numa possível candidatura do Huck, você continuaria trabalhando na televisão?

Afe, Maria! Sei lá! Eu não tenho a menor vontade de parar de fazer o que eu faço. Este é o meu trabalho, é o que eu gosto e o que eu sei. Amo ser apresentadora.

Xuxa, Angélica e Eliana agitaram as redes ao postarem encontrinho
Xuxa, Angélica e Eliana agitaram as redes ao postarem encontrinho Foto: Reprodução

Por falar em apresentadora, recentemente, a internet veio abaixo com o seu encontro com Xuxa e Eliana. E também rolou uma pressão nas redes sociais para vocês incluírem a Mara Maravilha no grupo de WhatsApp de vocês. Como reagiu a isso?

Essa história da Mara querer entrar no grupo nunca foi verdade. Não sei de onde saiu isso. Mas a gente nem tem contato. O grupo existe, porque eu, Xuxa e Eliana fizemos um comercial juntas e nos aproximamos muito nesse trabalho. Mas é só isso. Não é o grupo das apresentadoras infantis. É um grupo das apresentadoras que têm uma história juntas e uma amizade.

Mas existe alguma coisa mal resolvida entre você e a Mara Maravilha?

Essa pseudobriga com a Mara não existe. E nunca existiu. Eu torço por ela. É uma mulher guerreira, assim como nós. Fez parte da mesma geração e está aí batalhando pelas coisas e o espaço dela. Não tem motivo para a gente estar aqui criticando ou não querendo o bem dela.

Mara Maravilha e Angélica
Mara Maravilha e Angélica Foto: Arquivo

Agora, todo mundo quer saber o que rola nesse grupo de WhatsApp?

Amor, eu não posso contar (risos). A gente fala de tudo. Da situação do país, dos filhos, dos maridos. No começo, quando estávamos nos conhecendo mais intimamente, até nos surpreendíamos uma com a outra. Mas uma coisa legal entre a gente é que temos um respeito muito grande uma pela opinião da outra. Só que falamos muita besteira também.

Voltando a falar do seu novo programa, você vai atuar com amigos também?

Eu gosto dessa micagem de atuar desde o “Milk shake”(programa exibido pela extinta Rede Manchete entre os anos de 1988 e 1992). Então, sempre foi muito orgânico isso em mim. Eu nunca estudei atuação. Mas adoro. No “Simples assim”, teremos uns esquetes engraçados em que vamos encenar algumas situações da vida real. Vai ter muita gente legal. Entre os participantes, estão Paulo Gustavo (que vai interpretar um pai de adolescente sem tempo para conversar com a amiga), Danton Mello e Suzana Pires (que darão vida a médicos obstetras de uma influenciadora digital vivida pela apresentadora).

Angélica com Danton Mello e Suzana Pires.
Angélica com Danton Mello e Suzana Pires. Foto: Divulgação / Globo / João Miguel Jr.

O público também pode esperar por momentos emocionantes?

Tem um quadro muito legal que se chama “Dilemas da vida real”. Ele traz histórias sempre muito emocionantes. Essa parte do programa me toca bastante. Mas, por ser uma atração no sábado à tarde, temos sempre a preocupação de trazermos assuntos mais leves.

A segunda temporada já está garantida para o ano que vem?

Essa primeira temporada vai até dezembro. Serão 12 episódios ao todo. Mas já temos outros 12 temas para uma segunda fase. Claro que não tem nada desenvolvido ainda. De qualquer forma, se tiver que ter uma segunda temporada, e eu acredito que terá, já está tudo aí.

Angélica estreia no dia 10 de outubro com o
Angélica estreia no dia 10 de outubro com o “Simples Assim” Foto: Divulgação / Globo / João Miguel Jr.

 

Bolsonaro se reúne com Toffoli, Alcolumbre e indicado ao Supremo Tribunal Federal

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu na noite deste sábado (3) com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o presidente do SenadoDavi Alcolumbre (DEM-AP), e com o indicado ao STF Kassio Nunes Marques.

A reunião aconteceu na casa do ministro Dias Toffoli em Brasília, onde os participantes também assistiram à vitória do Palmeiras sobre o Ceará, pela 13ª rodada do Brasileirão. Os convidados deixaram o local por volta das 22h30.

O compromisso não estava previsto nas agendas dos presidentes da República e do Senado; e na do ministro do STF deste sábado.

O encontro na casa de Toffoli aconteceu dois dias após Bolsonaro anunciar a indicação de Kassio Nunes Marques ao Supremo, na cadeira que ficará vaga com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

O decano, ministro mais antigo do Supremo, se aposentaria compulsoriamente em novembro quando completa 75 anos de idade. Entretanto, Celso de Mello antecipou a saída e deixará o STF no próximo dia 13 de outubro.

A indicação do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Kassio Nunes Marques aconteceu na última quinta-feira (1º).

Antes de tomar posse no STF, Kássio Marques terá de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado pelo colegiado e pelo plenário da Casa Legislativa. As votações são secretas.

“PEC da Segunda Instância só será aprovada com pressão popular”, diz Fábio Trad

Considerada a principal bandeira anticorrupção do Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 199/19), que prevê a execução da sentença após condenação em segunda instância, deixou de ser uma certeza na Câmara. Nesta sexta-feira (18), o relator do texto, deputado Fábio Trad (PSD/MS), alertou, em entrevista ao programa Com Brasil, que um grupo de parlamentares iniciou um movimento a fim de esfriar o debate na Casa. Por isso, segundo ele, sem o clamor popular que se viu nas ruas no fim do ano passado, dificilmente a matéria vingará no poder legislativo.

“Lá atrás, quando Sérgio Moro era ministro, havia um pedido generalizado da população pela PEC da Segunda Instância. Após ele deixar o governo, parece que abafou, arrefeceu o movimento”, lamentou o parlamentar.

“Nós estamos pedindo o ressurgimento dessa pressão popular pois são necessários 308 votos na Câmara e sabemos que, infelizmente, há muitos interesses pessoais e políticos em jogo para que a PEC não seja aprovada.

Além disso, a pandemia é o foco e está atraindo todas as atenções. Vamos juntar forças para vencer essa resistência”, disse Trad, que aguarda a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para a reinstalação da comissão especial da PEC, suspensa em virtude da pandemia.

“Se estamos falando de reformas tributária e administrativa, por que não falar também em reforma do judiciário? Sim, porque a PEC da Segunda Instância representaria uma das mais revolucionárias mudanças no judiciário, com um choque de efetividade, celeridade e justiça e o fim das infinitas ações protelatórias e da sensação de morosidade e impunidade que engessa nosso sistema processual jurídico”, disse. “E, o mais importante, tudo isso sem a presunção de inocência e a nossa Constituição Federal”, concluiu.

Assessoria Deputado Federal Fábio Trad

Ministro do STJ rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para anular investigação da ‘rachadinha’

BRASÍLIA – O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer rejeitou pedido liminar da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para anular todos os atos da investigação do caso da “rachadinha” tomados pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio. Isso incluiria as quebras de sigilo bancário e fiscal e as operações de busca e apreensão autorizadas pelo juiz, levando o caso para sua fase inicial.

EntendaA investigação sobre o esquema de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro

A defesa de Flávio Bolsonaro se baseou na decisão do Tribunal de Justiça do Rio que declarou a incompetência da primeira instância e enviou a investigação para o órgão especial do TJ do Rio. Com base nisso, argumentou que a 27ª Vara era incompetente para conduzir o caso e que todos os atos tomados até agora deveriam ser anulados.

Em sua decisão, Fischer apontou que o pedido liminar se confunde com o próprio mérito da discussão e disse que não vislumbrava urgência para deferir o pedido, “devendo ser oportunamente analisado, após a devida instrução dos autos e oitiva do d. Ministério Público Federal”.

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“Por este motivo, indefiro o pedido liminar”, escreveu, em decisão proferida na segunda-feira.

O caso só deve ser decidido, então, na discussão de mérito na Quinta Turma do STJ, que não tem prazo para ocorrer.

Dois em cada cinco candidatos declaram não ter nenhum bem nestas eleições; 2% são milionários

Um levantamento feito pelo G1 com base nas declarações de bens dos candidatos revela que dois em cada cinco (39%) têm o patrimônio zerado nestas eleições. Ou seja, 212.029 postulantes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador afirmam não ter nada. Na outra ponta estão 12.977 candidatos que dizem ter mais de R$ 1 milhão em bens (apenas 2% do total).

O percentual de candidatos sem nenhum bem é superior ao do último pleito municipal. Em 2016, 36% declararam não ter nada. Já a proporção de milionários se mantém no mesmo patamar.

Os candidatos a vereador compõem o principal grupo entre os sem patrimônio: 41% do total. Esse percentual cai para 19% no caso de candidatos a vice-prefeito e para 11% no caso dos postulantes aos Executivos municipais.

Já entre os milionários essa relação se inverte. Entre os candidatos a prefeito, 18% declaram ter mais de R$ 1 milhão. A proporção cai para 10% entre os candidatos a vice e para apenas 2% entre os postulantes a uma cadeira nas Câmaras municipais.

Há ainda nesta eleição 139 candidatos que declaram um valor negativo de bens. Basta examinar a lista, porém, para ver que é possível concluir que houve erro no preenchimento.