Max Holloway tem atuação de gala e domina Calvin Kattar na Ilha da Luta

Se alguém ainda duvidava da capacidade de Max Holloway retomar o cinturão dos pesos-penas (até 66kg) no futuro, provavelmente não duvida mais. Neste sábado, na luta principal do UFC: Holloway x Kattar, o havaiano teve atuação de gala e atropelou Calvin Kattar por cinco rounds conquistando uma decisão unânime incontestável (50-43, 50-43 e 50-42).

Max Holloway dominou Calvin Kattar por cinco rounds — Foto: Getty Images

Max Holloway dominou Calvin Kattar por cinco rounds — Foto: Getty Images

Com seu estilo habitual, Holloway priorizou seu boxe e ganhou vantagem com seu volume de golpes. Kattar tentava contragolpear, mas sofria com a velocidade do havaiano, que pontuava o tempo todo. Um forte chute rodado explodiu na linha de cintura de Kattar nos segundos finais do primeiro round. A performance de alto nível do havaiano seguiu no segundo assalto, e o rosto do rival já estava bastante avariado. Sem diminuir o ritmo, o ex-campeão castigou o adversário na reta final, e o nocaute não aconteceu porque o cronômetro zerou.

Max Holloway venceu Calvin Kattar por decisão unânime na Ilha da Luta — Foto: Getty Images

Max Holloway venceu Calvin Kattar por decisão unânime na Ilha da Luta — Foto: Getty Images

A superioridade foi mantida no terceiro round, mas Kattar resistia. Sem parar de golpear, o ex-campeão variava ataques na cabeça e na linha de cintura e ainda mostrou seu talento na esquiva ao desviar dos golpes do rival. No quarto assalto, outra blitz encurralou Kattar, que aguentou a uma sequência muito longa de golpes na cabeça, dobrou o joelho duas vezes, jogou golpes no vazio já no desespero e resistiu de forma quase inacreditável até o fim do round.

Os últimos cinco minutos finais foram praticamente protocolares. Holloway seguiu sua atuação de gala, enquanto Kattar recebia golpe atrás de golpe. Ainda houve tempo para baixar a guarda, brincar de esquivar das investidas do rival e mandar recado para quem assistia com a luta em andamento. Um verdadeiro show.

Argentino Gente Boa é nocauteado

Li Jingliang nocauteou Santiago Ponzinibbio com cruzado de esquerda — Foto: Getty Images

Li Jingliang nocauteou Santiago Ponzinibbio com cruzado de esquerda — Foto: Getty Images

Sem lutar desde 2018 e vindo de sete vitórias seguidas, Santiago Ponzinibbio chegou como favorito contra Li Jingliang, mas sucumbiu diante da força do chinês. Com um cruzado certeiro de esquerda, Jingliang nocauteou o Argentino Gente Boa aos 4m25s do primeiro assalto e recuperou-se da derrota sofrida contra Neil Magny, em março do ano passado.

Dono de nocaute histórico é atropelado no primeiro round

Joaquim Buckley ganhou fama em 2020 com um nocaute espetacular contra Impa Kasanganay. Contra Alessio di Chirico, que vinha de três derrotas, a expectativa era de que ele pudesse emplacar sua terceira vitória seguida desta forma. Mas o italiano acertou um potente chute na cabeça do americano e liquidou a fatura ainda no primeiro assalto.

Alessio di Chirico nocauteou Joaquin Buckley no primeiro assalto — Foto: Getty Images

Alessio di Chirico nocauteou Joaquin Buckley no primeiro assalto — Foto: Getty Images

Di Chirico ganha sobrevida na organização com o triunfo e agora soma 13 vitórias e cinco derrotas na carreira. Buckley perdeu pela quarta vez, sendo a segunda no Ultimate em quatro confrontos na companhia (13 no MMA profissional).

UFC Holloway x Kattar
16 de janeiro de 2021, na Ilha da Luta (Abu Dhabi)
CARD PRINCIPAL:
Max Holloway venceu Calvin Kattar por decisão unânime (50-43, 50-43 e 50-42)
Carlos Condit venceu Matt Brown por decisão unânime (triplo 30-27)
Li Jingliang venceu Santiago Ponzinibbio por nocaute aos 4m25s do R1
Alessio Di Chirico venceu Joaquin Buckley por nocaute aos 2m12s do R1
Punahele Soriano venceu Dusko Todorovic por nocaute técnico aos 4m48s do R1
CARD PRELIMINAR:
Joselyne Edwards venceu Wu Yanan por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28)
Carlos Boi venceu Justin Tafa por decisão dividida (28-29, 29-28 e 29-28)
Ramazan Emeev venceu David Zawada por decisão dividida (28-29, 29-28 e 29-28)
Vanessa Melo venceu Sarah Moras por decisão unânime (30-27, 29-28 e 29-28)
Austin Lingo venceu Jacob Kilburn por decisão unânime (30-26, 30-26 e 30-27)

Chelsea vence o Fulham e fica mais próximo do G-6 do Inglês

Mesmo com um jogador a mais em todo o segundo tempo, não foi fácil para o Chelsea derrotar o Fulham neste sábado, no Estádio Craven Cottage, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Inglês. O gol salvador foi marcado pelo meia-atacante Mason Mount.

Com esse resultado, o Chelsea chegou a 29 pontos e se aproximou do G-6 da Premier League. Enquanto isso, o Fulham permanece com os mesmos 12 pontos, na zona de rebaixamento.

O Chelsea dominou o jogo no primeiro tempo, com 62% de posse de bola, oito finalizações e três arremates no gol adversário. Porém, não conseguiu abrir o placar. O máximo que obteve foi a expulsão do ala-esquerdo Antonee Robinson, após intervenção do VAR.

Essa superioridade cresceu no segundo tempo. Até quase os 35 minutos da etapa final, o Chelsea tinha mais de 70% da posse de bola e 18 finalizações. O gol salvador foi marcado pelo meia Mason Mount, com uma boa finalização de pé direito, de dentro da grande área.

Na próxima rodada do Campeonato Inglês, o Chelsea enfrenta na terça-feira o Leicester, fora de casa. Enquanto isso, o Fulham tem na quarta-feira uma difícil missão contra o Manchester United.

 

Mason Mount comemora o gol da vitória do Chelsea sobre o Fulham — Foto: Getty Images

Mason Mount comemora o gol da vitória do Chelsea sobre o Fulham — Foto: Getty Images

Funcionário de lava-rápido destrói Ferrari 812 Superfast de R$ 1,9 milhão do goleiro do Genoa

Genoa, um dos clubes mais tradicionais do futebol italiano, não anda bem das pernas no campeonato nacional. A equipe está apenas uma posição acima da zona de rebaixamento. Mas nada que não possa piorar, pelo menos para o goleiro Federico Marchetti, que além de ver o time ter tomado 30 gols em 17 jogos, agora teve sua Ferrari 812 Superfast destruída.

Antes do treino, Marchetti deixou o superesportivo em um lava-rápido próximo ao centro de treinamento do clube. Após o ser lavado, um dos funcionários foi levar o carro de volta ao atleta.

Ferrari só parou após bater em um guard rail — Foto: Daily Mail

Ferrari só parou após bater em um guard rail — Foto: Daily Mail

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o funcionário perdeu o controle da 812 Superfast no trajeto e bateu em outros cinco carros que estavam estacionados, parando apenas ao atingir um guard rail. Ninguém ficou ferido no acidente.

Provavelmente a dosagem do acelerador não foi muito bem controlada. O modelo é equipado com motor 6.5 V12 de 812 cv e 73,2 kgfm, além de câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas.

De acordo com a Ferrari, são necessários apenas 2,9 segundos para chegar aos 100 km/h e a velocidade máxima atingida é de 340 km/h. O carro do jogador é avaliado em 300 mil euros – cerca de R$ 1,9 milhão.

Imagens e vídeos do local viralizaram rapidamente na internet, mostrando carros de bombeiros limpando as ruas cheias de óleo derramado.

Análise: Santos é corajoso, joga tudo o que sabe e atropela mais um pelo tetra da Libertadores

Se tivesse acordado nesta quinta-feira, depois de ter adormecido em março de 2020, quando o Santos ainda estreava com Jesualdo Ferreira e lidava com muito sofrimento na Libertadores… você acreditaria que o time, agora comandado por Cuca, está na final da competição mais importante do continente?

Pois é, santista, aconteceu.

Nesta quarta-feira, é bom explicar para você, que pode ter chegado de surpresa por aqui, o Santos, após muita desconfiança e só “4% de chance”, venceu o Boca Juniors por 3 a 0 na Vila Belmiro e se classificou para a final da Libertadores. Em uma noite impecável, jogou tudo o que sabe e atropelou mais um concorrente, como já havia feito com o Grêmio nas quartas de final.

Precisando de uma vitória simples depois do empate por 0 a 0 na Bombonera, o Santos pressionou o Boca Juniors desde os primeiros minutos na Vila Belmiro. Logo de cara, Marinho acertou a trave, como se dissesse: “Não vamos deixar vocês respirarem”.

E realmente não deixou. No primeiro tempo, os argentinos finalizaram uma só vez, em uma bola praticamente entregue às mãos do goleiro João Paulo. De tanto martelar, e em um lance de muita insistência, Diego Pituca abriu o placar. Era só uma amostra do que o segundo tempo reservava.

O Santos entrou em campo com quatro atacantes: Soteldo, como meia, Marinho, pela direita, Kaio Jorge, centralizado, e Lucas Braga, pela esquerda. O time, porém, atacava com muito mais gente.

Cuca comandou, com maestria, o Santos rumo à final da Libertadores — Foto: Santos FC / divulgação

Cuca comandou, com maestria, o Santos rumo à final da Libertadores — Foto: Santos FC / divulgação

Disposto a correr riscos para se classificar à final, o Santos só não atacava com seus zagueiros. Os demais jogadores pressionavam o Boca Juniors no campo de defesa e não deixavam os argentinos pensarem. Quando não tinha a bola, o Peixe recuava muito rapidamente e não dava oportunidades para o adversário puxar contra-ataques. Com linhas próximas e uma marcação compacta, o setor defensivo, mais uma vez, foi perfeito.

No segundo tempo, o Santos transformou todo o domínio em gols. Em poucos minutos, Soteldo e Lucas Braga definiram o placar na Vila Belmiro. Depois disso, a partida praticamente acabou.

Com a classificação resolvida, e o Boca pouco disposto a jogar futebol, o Santos só administrou e comemorou ao apito final.

Por isso, santista, se você acordou agora, depois de uma longa temporada de sono, acredite: o Santos pode ser tetra da Libertadores!

marinho Por Bruno Giufrida

Com reflexão e apoio a Ceni, Flamengo faz “terapia coletiva” na busca por melhores resultados

A derrota para o Ceará escancarou o litígio da torcida com o time do Flamengo e transformou o ambiente do clube. Desde domingo, foram horas de “terapia coletiva”, seja na Gávea ou no Ninho do Urubu, para tocar nas feridas e tentar encontrar soluções por um fim de temporada melhor.

Depois de algumas reuniões na segunda-feira entre dirigentes integrantes do conselho do futebol, na tarde de terça foi a vez de o presidente Rodolfo Landim e o vice Marcos Braz irem até o CT para discutir a relação com o elenco.

Participaram do encontro apenas os jogadores, Rogério Ceni e os dirigentes. Outros funcionários do departamento de futebol ficaram fora. Na pauta, os resultados negativos e a busca por explicações para o desempenho ruim do time, mas com ratificação ao apoio a Ceni.

Antes da reunião, os atletas tiveram que enfrentar a fúria de um grupo de torcedores que protestou com xingamentos e tapas nos carros na entrada do Ninho.

Alguns jogadores, em especial lideranças como Filipe Luís, Diego Alves e Diego utilizaram suas páginas nas redes sociais para reafirmar a unidade do grupo e o empenho nas partidas.

Entre os temas conversados, principalmente entre os dirigentes na segunda-feira, foi a necessidade de melhoria da comunicação entre o futebol e os outros setores do clube, principalmente das pastas que ficam na Gávea.

Diego Alves faz primeira atividade no campo

Depois da conversa com Landim, o elenco foi para o gramado. Lá, mais conversa com Rogério Ceni, que iniciou a preparação para o duelo com o Goiás, segunda-feira, em Goiânia.

Desfalque nos últimos três jogos por causa de uma lesão na coxa, Diego Alves fez na segunda uma atividade no campo pela primeira vez. Ainda à parte, sob a supervisão de um fisioterapeuta, mas o objetivo é de que o goleiro fique à disposição para o jogo contra o Goiás.

Ceni terá que escolher um substituto para Gerson, que levou o terceiro amarelo e está suspenso.

A metamorfose de Marinho

Marinho era criança. Estava com a mãe e a irmã dentro de casa, em um conjunto habitacional na cidade alagoana de Penedo, localizada às margens do Rio São Francisco. De repente, avisou:

– Um dia eu vou jogar no Maracanã.

A irmã, dois anos mais velha, reagiu com uma risada.

– Você não tem dinheiro nem pra comprar um sacolé – retrucou. – Como é que vai ter dinheiro pra pisar no Maracanã?

Alguns anos mais tarde, Marinho faria seu primeiro jogo como profissional – no Maracanã. Passados mais alguns anos, ele experimentaria um dos episódios mais marcantes da vida ao jogar ao lado de Neymar – no Maracanã. E mais alguns anos adiante, teria a chance de referendar o melhor momento da carreira e levar o Santos a uma final de Libertadores – marcada para o Maracanã.

Às 19h15 desta quarta-feira, Marinho enfrentará o Boca Juniors na Vila Belmiro. Aos 30 anos, viverá a partida mais importante de uma trajetória repleta de drama, curiosidades, reviravoltas – e marcada por uma metamorfose: o menino tímido que virou piada, a piada que se tornou meme, o meme que se converteu em referência técnica, liderança de vestiário e voz antirracista em um dos maiores clubes do Brasil.

A GÊNESE

No dia 6 de novembro de 2016, Marinho quase saiu no soco com um colega de time.

Naquele dia, o Vitória, em luta contra o rebaixamento, recebeu o Athletico-PR pela 34ª rodada do Brasileirão. Marinho jogava na equipe baiana. Ainda no primeiro tempo, ele abriu o placar. Mas o adversário virou em poucos minutos, e o segundo gol foi consequência de um erro do lateral-esquerdo Euller. No intervalo, na saída de campo, o zagueiro Victor Ramos cobrou o jogador pela falha. Marinho escutou e não gostou. Os dois bateram boca. Victor Ramos empurrou Marinho dentro do gramado, diante da torcida. E a confusão foi vestiário adentro.

– Quando cheguei no vestiário, tava uma gritaria do c…, os dois querendo se pegar, todo mundo segurando – lembra Argel Fuchs, técnico do Vitória na ocasião.

– Mandei soltar os dois. Falei: “Querem brigar? Então briguem”. Ficaram os dois se olhando, resmungando. Disse pra eles pegarem aquela raiva e levarem pra dentro do campo. No segundo tempo, o Marinho destruiu. Jogou pra c…

O Vitória venceu por 3 a 2. Quando Marinho fez o gol da virada (depois de dar assistência para o gol de empate), Euller, já substituído, começou a chorar na beira do gramado. Encerrada a partida, Marinho dedicou o resultado ao lateral.

O caso é simbólico porque seria impensável poucos anos antes. Quando chegou ao Inter, no começo de 2009, Marinho mal abria a boca. Na pré-temporada daquele ano, na cidade de Bento Gonçalves, ele passava pelo corredor do ônibus que transportava o elenco e levava, à guisa de batismo, tapas dos jogadores mais velhos – que também tinham liberdade para bater nele nos treinamentos sempre que ele tentasse alguma jogada de efeito.

– Quando vejo o Marinho hoje, é inacreditável. É outro cara. A gente zoava, dizia que ele era um bichinho do mato. Parece outra pessoa – comenta Edinho, volante que defendia o Inter quando o atacante chegou ao Beira-Rio.

Marinho foi buscado pelo Inter no Fluminense, seu primeiro clube profissional. Na equipe carioca, mesmo na base, era alvo de brincadeiras de colegas. Eles riam da ingenuidade do alagoano, caçoavam de seu jeito de falar.

Análise: Palmeiras flerta com tragédia cinematográfica, mas sobrevive ao River no fim

Achou que seria fácil, torcedor do Palmeiras? Achou errado.

3 a 0 na ida poderia indicar uma tranquila classificação do Palmeiras para a decisão da Copa Libertadores. Porém, do outro lado, havia mais que um simples time, havia cultura de futebol. Um trabalho de mais de meia década, vencedor e poderoso. Não se poderia duvidar do River Plate de Marcelo Gallardo, e o elenco de Abel Ferreira flertou com uma tragédia digna de cinema. No fim, os créditos subiram com o sobrevivente vencedor.

A equipe palestrina resistiu no fim a uma das melhores versões do “Gallardismo” e está na final do principal torneio sul-americano. A obsessão pela segunda glória eterna segue viva, mais do que viva. O Palmeiras não está morto. Nem no ano passado. Nem neste ano.

Palmeiras 0 x 2 River Plate: Abel Ferreira e Weverton se abraçam — Foto: Conmebol/Divulgação

Palmeiras 0 x 2 River Plate: Abel Ferreira e Weverton se abraçam — Foto: Conmebol/Divulgação

Quase tudo o que deu certo na ida, na Argentina, deu errado na volta, no Allianz Parque. No espaço de uma semana, Marcelo Gallardo e o River Plate entenderam como superar o Palmeiras de Abel Ferreira, e assim fizeram durante os mais de 100 minutos de bola rolando na arena. Cem minutos que, para o torcedor palmeirense, devem ter durado 100 horas.

O resultado só não foi maior por circunstâncias que fugiram ao controle dos argentinos. Primeiro, antes de entrar em qualquer polêmica, Weverton. Se na ida, anotou um “gol” ao salvar o Palmeiras no início. Na volta, fez alguns “gols” que impediram o River Plate de zerar a vantagem construída pelo alviverde na ida.

Em seguida, o árbitro de vídeo. Todas as decisões acabaram corrigidas de maneira precisa, como a melhor versão exige. A tecnologia, alvo de tantos debates e protagonista até de (inacreditáveis) teorias da conspiração, auxiliou a arbitragem a anular um gol do River Plate por impedimento e a cancelar a marcação de dois pênaltis – o último já nos acréscimos, por posição irregular.

A noite de 12 de janeiro de 2021 está marcada na história do Palmeiras. Nenhum palmeirense vai esquecer o que viveu durante os 90 minutos em que a tragédia anunciada parecia questão de tempo. Mais do que a felicidade, o sentimento deve ser de alívio pelo retorno à final da Libertadores, após duas décadas.

Agora são duas semanas para recompor torcedor, time e comissão técnica. O Palmeiras de Abel Ferreira não é esse dominado completamente pelo River Plate, em momentos que pareciam dois times de rotações diferentes. O susto no fim das contas fica em segundo plano. Há uma sensação de que nada pode ser pior.

Na Libertadores, a cultura do resultado no fim pode pesar mais do que a cultura de um trabalho vencedor, poderoso e impressionante, como o de Gallardo. Na matemática, o Palmeiras fez três gols no River Plate, que respondeu com dois na terça-feira. Isso foi o suficiente para o torcedor alviverde, 20 anos e alguns meses depois, novamente comemorar uma vaga na final da América.

O que deu certo

Podemos pular essa parte. Ou, melhor, individualizar.

Ao contrário da cultura de Abel Ferreira, que geralmente evita comentários individuais sobre o desempenho dos jogadores, procurando analisar o coletivo, a noite de terça-feira teve um ponto positivo: Weverton.

Ter um goleiro de seleção brasileira fez a maior diferença para o Palmeiras. O abraço de Abel Ferreira e o reconhecimento de Gallardo, ambos no fim do jogo, simbolizam o tamanho da noite vivida pelo jogador no Allianz Parque.

Gallardo cumprimenta Weverton após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

Gallardo cumprimenta Weverton após o confronto — Foto: Divulgação/Conmebol

O que deu errado

O Palmeiras repetiu a estratégia da ida, com uma defesa de bloco baixo formada por cinco homens (Gabriel Menino na lateral). Porém, dificilmente Marcelo Gallardo cairia na mesma armadilha duas vezes. O confronto no Allianz Parque teve o controle millonario, quase do apito inicial ao final.

O River Plate conseguiu controlar o jogo e achar os espaços mesmo diante dessa estratégia. Pelas laterais, com Montiel e Angileri, os argentinos ameaçaram constantemente uma insegura defesa palmeirense, ainda mais fragilizada com a lesão de Gustavo Gómez.

Gustavo Gómez saiu lesionado e fez muita falta para o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

Gustavo Gómez saiu lesionado e fez muita falta para o Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

No fim da partida, o River Plate finalizou 26 vezes, contra 6 do Palmeiras. O River Plate teve 10 escanteios a favor, contra 1 do Palmeiras. Nunca na história desse país (no caso, desde a reinauguração da arena), um clube exerceu tamanho domínio dentro da casa do time alviverde.

Psicologicamente, o Palmeiras aparentemente sofreu. A falta de experiência atacou no momento mais difícil e quase levou a equipe a uma eliminação histórica. O próprio Abel Ferreira admitiu que essa maior “cancha” favoreceu o River Plate na volta.

Cria-se uma casca importante, ainda mais diante de uma final em jogo único contra um antigo algoz continental (Boca Juniors) ou um rival estadual (Santos).

Próximos passos

O Palmeiras sequer terá muito tempo para baixar a guarda e refletir. Embora a decisão da Copa Libertadores esteja agendada para o dia 30, a equipe alviverde possui três compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro, que podem minar (ou retomar) a confiança do time no momento mais decisivo da temporada.

Palmeiras tem três jogos difíceis para se recompor e retomar o alto padrão — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras tem três jogos difíceis para se recompor e retomar o alto padrão — Foto: Marcos Ribolli

Na sexta-feira, novamente no Allianz Parque, a equipe encara o Grêmio, em uma prévia da decisão da Copa do Brasil. Na segunda-feira, a arena recebe o Dérbi contra o Corinthians. Dia 21, o rival é o Flamengo, adversário direto na disputa por um lugar no G-4.

Por José Edgar de Matos — São Paulo

Melhores do mundo: Neymar e Miedema lideram primeira parcial do ge em 2020/21

Depois da entrega oficial dos prêmios para os melhores do mundo na temporada passada, a parcial mensal do ge está de volta para começar a análise de 2020/21. Agora são 10 votantes para o futebol masculino e 10 para o feminino, numa página especial. Navegue pelas abas acima para ver o resultado das diferentes categorias.

Fora do trio de finalistas da última edição do The Best, Neymar lidera o ranking dos jogadores, seguido por Lewandowski, atual dono do prêmio, e Cristiano Ronaldo. Oito jogadores foram lembrados, e Messi, recordista histórico na Fifa, não apareceu. As primeiras listas para goleiros e técnicos também apontam para mudanças em relação a 2019/20.

Entre as mulheres, a holandesa Miedema lidera, mas sem grande vantagem. A americana Mewis e a inglesa Bronze, última vencedora, ocupam as posições seguintes. Na categoria melhor goleira, a chilena Endler aparece como a única unanimidade na votação.

Ederson, Alisson e Arthur Elias são os outros brasileiros mencionados. Cada voto de primeiro lugar rende cinco pontos. De segundo lugar, três pontos. De terceiro lugar, um ponto.

A primeira parcial é referente ao período que vai do início da temporada europeia, em setembro, até o fim da fase de grupos da Champions masculina, em dezembro. A cada fim de mês, os votos serão atualizados, e você poderá acompanhar a evolução. Clique em cada jogador para ver quantos pontos ele fez.

RANKING GE – JOGADOR

COMO O JÚRI VOTOU EM DEZEMBRO DE 2020

  • SalahLiverpool1

  • SonTottenham1

  • Bruno FernandesManchester United4

  • Harry KaneTottenhan5

  • HaalandBorussia Dortmund5

  • Cristiano RonaldoJuventus13

  • LewandowskiBayern17

Conmebol confirma data e horário da final da Copa Libertadores 2020

A Conmebol anunciou nesta terça-feira que a final da Copa Libertadores será disputada no dia 30 de janeiro, às 17h (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Palmeiras e River Plate decidem nesta terça, às 21h30, no Allianz Parque, o primeiro finalista. O Verdão venceu por 3 a 0, na Argentina, e tem grande vantagem.

Santos e Boca Juniors se enfrentam na quarta-feira, às 19h15, na Vila Belmiro. No primeiro duelo, houve empate por 0 a 0, na Bombonera, em Buenos Aires.

Maracanã vai receber a final da Libertadores 2020 — Foto: Divulgação

Maracanã vai receber a final da Libertadores 2020 — Foto: Divulgação

Pênalti não marcado para o Santos contra o Boca Juniors gera revolta nas redes sociais

A não marcação de um pênalti para o Santos, no empate por 0 a 0 contra o Boca Juniors, na Bombonera, pela primeira semifinal da Libertadores, gerou revolta nas redes sociais.

Aos 28 minutos do segundo tempo, Marinho avançou na área e foi tocado por Izquierdoz. O árbitro não foi nem à cabine do VAR analisar o lance e mandou o jogo seguir.

Carlos Sánchez, que se recupera de lesão, foi um dos que reclamou nas redes sociais (veja na foto abaixo).

Meia do Santos, Carlos Sánchez reclama de pênalti não marcado para o Santos — Foto: Reprodução/Instagram

Meia do Santos, Carlos Sánchez reclama de pênalti não marcado para o Santos — Foto: Reprodução/Instagram

Veja a repercussão nas redes sociais:

E as reclamações não foram só dos santistas!

Por Redação do ge — São Paulo