Campo Grande, 27 de setembro de 2021

Bolsonaro diz que polícia ignorou registros e que depoimento de porteiro foi inventado a mando de Witzel

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se disse nesta quarta-feira (30) surpreso que um delegado de polícia do Rio de Janeiro tenha ignorado os registros e áudios da portaria de seu condomínio e inventado o depoimento do porteiro que citou seu nome nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Para o presidente, essa “invenção” ocorreu “por ordem e determinação do senhor governador Witzel”, para tentar prejudicá-lo.

“Não tem nada na sua casa, então, presidente?”, questiona um jornalista.

O presidente fazia referência a imagem e áudio divulgados na manhã desta quarta pelo vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, no Twitter. A postagem foi compartilhada, sem seguida, pela conta do presidente.

Segundo Carlos, os registros são do sistema que grava as ligações feitas da portaria para as casas do condomínio.

O filho do presidente fez isso para contestar as informações fornecidas à policia pelo porteiro e o registro manual de entrada no condomínio, já analisado pela investigadores. A TV Globo teve acesso, com exclusividade, a registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o principal suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa – é o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.

O porteiro contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. E que alguém na casa dele, a de número 58, liberou a entrada.

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