Campo Grande, 22 de setembro de 2021

Força-tarefa vai apurar se 15 execuções ‘sem mandantes’ tem envolvimento da milícia em MS

A força-tarefa, criada há 1 ano com delegacias especializadas e com a intenção de apurar execuções em Campo Grande, vai investigar também o possível envolvimento da milícia chefiada por Jamil Name. Ao G1 o delegado Fabio Peró, titular da Delegacia Especializada em Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), disse que cerca de 15 inquéritos serão estudados.

“Os inquéritos não serão reabertos. Eles serão estudados pela força-tarefa para analisarmos prescrição, diligências que deixaram de ser realizadas e os que vislumbramos possibilidades de chegarmos nos executores e/ou mandantes, iremos solicitar o desarquivamento”, afirmou o delegado.

Ainda conforme Peró, a análise em conjunto envolve 5 delegados de polícia, com dedicação de, no mínimo, 90 dias, para constatar se houveram diligências que eram essenciais e não foram feitas. Entre os casos, está o emblemático crime que ficou conhecido como Caso Motel, além do assassinato de Andrey Galileu Cunha, 31 anos, em fevereiro de 2012, e o do jornalista Eduardo Carvalho, conhecido como Carvalhinho, morto com três tiros no dia 21 de novembro do mesmo ano, na Vila Giocondo Orsi, em Campo Grande.

Os dois líderes da suposta organização Jamil Name e Jamil Name filho foram transferidos para o presídio federal de Mossoró (RN). O primeiro foi na última quarta-feira (30) e o segundo foi na manhã desta terça-feira (5).

Chegada de Jamil Name, apontado pelo Gaeco como um chefes da milícia que agia em MS, ao Centro de Triagem, em Campo Grande — Foto: Reprodução/TV Morena

Chegada de Jamil Name, apontado pelo Gaeco como um chefes da milícia que agia em MS, ao Centro de Triagem, em Campo Grande — Foto: Reprodução/TV Morena

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