Campo Grande, 27 de setembro de 2021

Doleiro negociou proteção oficial no Paraguai para não ser extraditado para o Brasil

Representantes do Ministério Público paraguaio virão ao Brasil, nos próximos dias, para pedir à força-tarefa da Lava-Jato o compartilhamento das investigações que envolvem o chefe de Gabinete da Presidência da República do país vizinho, Juan Ernesto Villamayor, em suposto esquema de acobertamento para livrar o doleiro Dario Messer da prisão no Brasil. Villamayor nega qualquer acerto com o doleiro.

Trocas de mensagens entre Messer e a advogada paraguaia Letícia Bobeda, que o representa no país vizinho, apreendidas pela Polícia Federal brasileira, atestam que ele pretendia ficar no Paraguai em condições privilegiadas, mesmo sendo procurado no Brasil. O doleiro estaria disposto a pagar US$ 2 milhões por isso. Uma outra mulher, identificada como Lorena, seria o elo entre Bobeda e o chefe de gabinete do governo paraguaio. Villamayor diz que conhece Lorena, mas afirma que não tem contato com ela há muito tempo (leia na entrevista abaixo). As informações, relacionadas a chamada Operação Patrón estão em relatório confidencial da Polícia Federal ao qual O GLOBO teve acesso.

O Globo/ Chico Otávio e Janaína Figueiredo

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