Campo Grande, 24 de setembro de 2021

Com o intuito de saber sobre o atendimento dos projetos da Rede Municipal de Ensino – Reme, após a Prefeitura assumir a gestão da Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, que foi cedida ao Município pelo Governo do Estado no final de 2019, o líder indígena da Aldeia Marçal de Souza, o cacique Josias Ramires visitou a Secretaria Municipal de Educação (Semed), para conhecer o atendimento pedagógico. O cacique Josias Ramires, responsável pela liderança da comunidade indígena Marçal, localizada entre os bairros Flamboyant e Tiradentes, esteve na Semed conversando com a secretária-adjunta de Educação, Soraia Campos, e aproveitou para tirar dúvidas sobre as ações da Semed, como os projetos pedagógicos e de atendimento do público indígena. Soraia Campos destacou para o Cacique os projetos aplicados por meio da Superintendência de Gestão de Políticas Educacionais – SUPED, por meio da Divisão de Educação e Diversidade – DED, responsável pela atuação junto a populações indígenas. “Mostramos todo o aparato de projetos pedagógicos e para a comunidade que a Rede Municipal pode proporcionar para pais e alunos. A Semed sempre busca parcerias e um entrosamento com a comunidade local. A Rede Municipal pode proporcionar muitas ações para a comunidade, como palestras voltadas a temática indígena, a mulheres, alunos e outros temas”, disse Soraia. O líder indígena Josias Ramires falou do objetivo da visita e destacou sobre a primeira impressão que teve sobre a atuação da Rede Municipal de CACIQUE2Ensino com alunos da comunidade. “A visita teve o intuito de saber dos projetos da Semed. Nós nos preocupamos, falando de comunidade indígena. A gente busca como líder parcerias para o melhor e, a Semed tem demonstrado isso, ela tem um trabalho especial para alunos indígenas”, avaliou Ramires. De acordo com Josias, a comunidade possui 107 alunos indígenas, da antiga Escola Estadual Carlos Henrique. Segundo ele, há ainda muitos alunos que irão estudar dentro da unidade escolar. O cacique explicou que a escola possui uma tratativa diferente com os alunos indígenas. A aldeia possui 800 moradores, dentro desse número, 300 são crianças. “Como cacique eu visitei para ver as atividades, o cronograma anual, saber o passo a passo. Temos um aluno especial e viemos ver como é o modo de tratar esse aluno com dedicação. Eu fiquei grato pelos projetos. Espero um dia que a escola se torne integral”. Sobre o atendimento de alunos especiais, Soraia destacou a Divisão de Educação Especial que possui técnicos, que oferecem suporte dentro das escolas. Ela explicou que a rede possui em suas unidades o AEI (Assistente Educacional Inclusivo) e o APE (Auxiliar Pedagógico Especializado), além de interprete para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que somam quase 1.000 profissionais. Em agradecimento, o líder indígena ainda destacou a atuação da atual administração de Campo Grande. “A comunidade ficou satisfeita pelo que o prefeito fez. Ele não deixou fechar a escola e a luta nossa era para que ela não fechasse. Nós estamos felizes por ter conquistado esse direito. Essa escola tem um legado, tem uma história, não só pra comunidade indígena, mas no entorno geral”.

O Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos (COMIF) torna público o relatório da Campanha “Diga não às queimadas urbanas 2019”. As atividades desenvolvidas durante a campanha iniciaram em junho, e se estenderam até outubro do referido ano, abrangendo os meses mais críticos, onde é verificada a baixa umidade relativa do ar e o aumento da temperatura.

Para o planejamento da Campanha 2019 foram analisadas informações referentes aos atendimentos emergenciais das queimadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado, as denúncias protocoladas na Prefeitura Municipal, atendimentos na Rede Pública de Saúde, interrupção na distribuição de energia elétrica por ocorrência de incêndios, entre outros dados.

Com o objetivo de reduzir o número de ocorrências de incêndios florestais e urbanos, a Campanha utilizou como base a Educação Ambiental junto à população, por meio de palestras nas escolas da rede pública de ensino, nos centros de assistência social, em canteiros de obras, nas reuniões dos Conselhos Regionais e em outros espaços. Além disso, foram realizadas Blitz Ambiental e cursos de brigada de incêndios nas Unidades de Conservação Municipais.

DENÚNCIAS

De acordo com o artigo 18-A, do Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande (Lei Municipal n. 2.909, de 28 de julho de 1992), é proibido promover queimadas, mesmo em pequenas proporções, como o fogo em folhagens nos quintais.

Segundo o Coordenador do Comitê, Vinícius Zanardo, o registro de denúncias de incêndios é de suma importância para a continuidade das ações, uma vez que colaboram na identificação dos possíveis autores dessas práticas, quanto para subsidiar ações preventivas por parte da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Em 2019 foram protocoladas 238 denúncias na Prefeitura Municipal de Campo Grande, via Central de Atendimento ao Cidadão (Central 156), representando um aumento de 60% em relação ao início da primeira campanha, em 2017; foram ainda autuados 403 imóveis pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), o que representa um aumento significativo em comparação ao ano de 2018, conforme demonstra o Relatório.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luís Eduardo Costa, pontua a intensificação das ações de fiscalização “A nossa fiscalização está atenta em relação aos cuidados com os terrenos baldios. Foram mais de 400 proprietários autuados e neste ano continuaremos o monitoramento dos terrenos”.

A Região Urbana com o maior número de multas expedidas pela Semadur é a Região Urbana do Bandeira (125 autuações), seguida pela Região Urbana do Segredo (77 autuações), Região Urbana do Imbirussu (56 autuações), Região Urbana do Lagoa (46 autuações), Região Urbana do Anhanduizinho (44 autuações), Região Urbana do Prosa (36 autuações) e, com um menor número de autuações, a Região Urbana do Centro (19 autuações).

COMITÊ

O COMIF é composto atualmente por 17 órgãos e entidades relacionados a temática, onde os integrantes se reúnem com frequência para planejar as ações e monitorar a eficiência da campanha. A primeira reunião de 2020 está programada para acontecer no dia 18 de fevereiro, às 8 horas, no Centro de Educação Ambiental Leonor Reginato Santini – CEA Polonês, localizado a Rua Corveta, 141, Carandá Bosque.

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