— Estamos agora justamente com as equipes desde o final de semana, vendo as melhores ações a serem adotadas. Até o final do dia, vamos decidir — disse Oliveira.

Questionado se é preciso uma legislação específica para a realização de quarentena, André Mendonça respondeu:

— Estamos estudando o assunto ainda.

Anápolis pode ser base para quarentena

Outra definição é sobre onde ficarão os brasileiros durante a quarentena. O Ministério da Defesa está analisando bases militares que possam receber os brasileiros e apresentará uma lista de opções ao Ministério da Saúde, que tomará a decisão final.

Uma das alternativas é Anápolis (GO), por causa da experiência com o acidente do césio 137, na década de 1980.

— Há uma sinalização muito forte para Anápolis porque, no período do césio, lá trás, foi uma área militar que trabalhou com essa coisa do isolamento, que é algo importante para não permitir eventualmente um escape de vírus. Eles já têm uma bagagem nessa área. Mas não tem nada definido — disse Onyx.

O ministro também afirmou que Florianópolis ou alguma cidade do Nordeste poderiam receber os repatriados:

— Uma das hipóteses é em Florianópolis, que tem uma base que teria condição de fazer isolamento. Tem alternativa no Nordeste também. Mas isso ainda está sob análise do Ministério da Defesa, que vai apresentar o que eles consideram as melhores opções, e a definição final do Ministério da Saúde, porque aí tem as questões técnicas na área da Saúde que tem que ser observadas, de acesso de pessoal, proteção do pessoal que vai cuidar das pessoas que vão vir lá de fora. São dois movimentos importantes, trazer os brasileiros de volta, mas não colocar sob risco a população brasileira que está aqui.

O Globo/ Daniel Gullino