Campo Grande, 23 de maio de 2022

‘Trancada’ pelas filhas, comerciante de 75 anos espera fim da pandemia para retorno de clientes e vendas de verduras

Acostumada com a clientela que passa na porta de sua casa, na Rua Carijós, na Vila Alzira, em Santo André, no ABC Paulista, dona Maria das Mercedes Nóbrega, 75 anos, 50 deles dedicados a vender hortaliças, legumes e frutas no local, viu os clientes praticamente desaparecem.

O sumiço da freguesia e sua nova rotina de confinamento surgiram após a chegada da pandemia do coronavírus e a necessidade de isolamento social para evitar o contágio da Covid-19. “Minhas filhas não me deixam sair de casa”, diz ela bem-humorada e olhando para a corrente que tranca o portão.

O G1 publica entrevistas com pessoas que prestam serviços essenciais e seguem trabalhando fora de casa durante o isolamento social por causa da pandemia da Covid-19.

Ciente de que está no grupo de risco de contágio, muito disso pelas insistentes recomendações das filhas, ela diz não ter medo. “Não tenho medo do coronavírus, mas meus filhos não me deixam sair de casa. Confio em Deus.”

Ela disse que após a chegada da pandemia, ficou duas semanas sem vender nada. “Faz uma semana que voltei a vender. Não tem ninguém na rua. Vendia até três dúzias de escarola, couve, almeirão, abóbora, chuchu e mamão.”

Sobre o futuro, ela disse esperar por dias melhores. “Vai passar, vai passar”, sentenciou dona Maria.

Maria das Mercedes Nóbrega, 75 anos, vende verduras e legumes em Santo André, na Grande São Paulo, e sentiu o impacto da quarentena nas vendas — Foto: Fábio Tito/G1

Maria das Mercedes Nóbrega, 75 anos, vende verduras e legumes em Santo André, na Grande São Paulo, e sentiu o impacto da quarentena nas vendas — Foto: Fábio Tito/G1

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