Campo Grande, 26 de maio de 2024

Agência que poderia acelerar transição de gestão nos EUA se recusa a iniciar processo, diz jornal

As projeções indicam que Joe Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio eleitoral.

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação.

Mas a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e ele possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas, 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado. Nesse dia, Trump deve renunciar.

Geralmente, após a projeção dos resultados, uma agência chamada Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) decreta que há um vencedor aparente.

Em seguida, começam os arranjos práticos para que a equipe de transição possa trabalhar.

O FBI faz uma pesquisa sobre as pessoas e dá sua autorização, senhas de sistemas de computadores são liberadas, os salários são acertados etc.

Assim, mesmo sem um resultado oficial, é possível fazer uma transferência de equipes. No entanto, a chefe da GSA, Emily Murphy, não assinou a carta que permite o início desses processos.

Uma porta-voz da GSA afirmou que não houve ainda uma vitória verificada e que a agência seguirá os requisitos da lei.

A posse do vencedor das eleições deste ano está agendada para o dia 20 de janeiro. A demora pode ter implicações práticas.

A equipe de transição de Joe Biden afirmou que espera o reconhecimento da vitória dos democratas pela GSA e que os interesses de segurança nacional e da economia do país estão em jogo.

No entanto, o presidente Donald Trump se recusou, até esta segunda-feira (9), a aceitar que Joe Biden foi projetado como vencedor.

A campanha do candidato derrotado divulgou um comunicado garantindo que a “eleição está longe do fim”.

Desde o fechamento das urnas, foram protocolados cerca de dez processos em cinco estados diferentes. A maioria deles pede a suspensão da contagem dos votos.

G1

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