Com a pandemia do coronavírus, a área da saúde esteve no centro das discussões em 2020. A rede pública e privada foi pressionada e testada em seu limite em todo o Brasil.
Em São Paulo, em maio, seis hospitais municipais chegaram a ficar sem vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). No entanto, desde antes da pandemia de Covid-19, alguns deles já sofriam com problemas na estrutura, como o Tide Setúbal, na Zona Leste, e o Hospital do Campo Limpo, na Zona Sul.
Segundo uma pesquisa Datafolha, para 23% dos moradores de São Paulo, a saúde é o principal problema da capital, seguida por Segurança (12%) e Transporte coletivo (10%).
O G1 SP resumiu os principais pontos das propostas de governo para a área da saúde dos candidatos à Prefeitura de São Paulo do segundo turno das eleições de 2020. Veja abaixo (os nomes estão em ordem alfabética):
Bruno Covas (PSDB)
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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (14). — Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Resumo: Covas dividiu seu plano de governo em “compromissos programáticos”, e o dedicado a saúde se chama “Toda vida importa” e tem duas páginas. Antes de apresentar as propostas, o plano diz que a gestão promoveu “a maior expansão da rede pública de saúde das últimas décadas”, com a entrega de oito novos hospitais, quase mil novos leitos permanentes e, ao todo, a entrega de 51 novas unidades de saúde nos últimos quatro anos.
O texto diz que a rede pública deve ser preparada para os desafios futuros que a pandemia vai gerar, com “a ampliação das áreas de nefrologia, saúde mental, o combate a comorbidades, como a obesidade, e a atenção especial às mulheres, à primeira infância, à prevenção e ao tratamento de usuários de drogas”.
O plano diz que os novos hospitais de Parelheiros e Brasilândia entrarão em “pleno funcionamento”, com a oferta de mais de 630 leitos, que o Hospital Sorocabana será ampliado e que, em parceria com o BID, o Programa Avança Saúde vai investir R$ 800 milhões em 150 equipamentos de saúde até 2025, incluindo mais seis novas UPAs. A proposta ainda diz que irá ampliar os serviços de saúde mental com a telemedicina, e que 60 mil profissionais serão treinados para atender a população à distância.
Guilherme Boulos (PSOL)
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Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato do PSOL — Foto: Celso Tavares/G1
Resumo: Na saúde, o plano de governo de Boulos propõe combater “combater a desigualdade na saúde e no combate à Covid”. O texto fala em intensificar os teleatendimentos, garantir testes para toda a população e reverter as mudanças feitas na Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa).
Uma das propostas é criar um sistema de encaminhamento na Atenção Básica de acordo com níveis de prioridade. No caso de prioridade 1, atendimento em 48h, prioridade 2, em até duas semanas, e 3, em até um mês. O texto também fala em reabrir hospitais fechados, universalizar o atendimento odontológico e ampliar os CAPS-II Adultos, AD e IJ existentes.
Na administração dos equipamentos de saúde, a campanha promete “construir uma Gestão Popular do SUS” e reverter a privatização da gestão ligada aos serviços de saúde. Boulos também promete construir uma Faculdade de Medicina Municipal para a “formação de médicos oriundos da periferia de São Paulo”.






