Campo Grande, 8 de dezembro de 2021

Economistas dizem que desrespeito ao teto de gastos vai anular benefício de auxílio por aumentar inflação

Na opinião dos economistas, os artifícios que o governo escolheu para conseguir dinheiro para o Auxílio Brasil vão acabar anulando o benefício, porque alimentam a inflação e provocam aumento de juros, duas coisas que sempre atingem com mais força exatamente as famílias mais pobres. Segundo esses mesmos economistas, para conceder o auxílio, o governo não precisava desrespeitar o teto de gastos nem deixar de pagar dívidas determinadas pela Justiça.

Os economistas ouvidos pelo Jornal Nacional são unânimes em dizer: o governo escolheu os caminhos errados para tentar viabilizar os novos programas sociais.

“É uma saída mais fácil para esses políticos, que têm uma visão de curto prazo paro país, não têm o compromisso com trajetórias, vamos dizer assim, de médio e longo prazo. A gente vai lá, faz esse programa e, depois, vê como resolve. Uma armadilha que, com frequência, o Brasil cai, e tem consequências muito graves”, afirma a economista Zeina Latif.

 

A economista Zeina Latif e o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega explicam que a decisão do governo de furar o teto de gastos e deixar de pagar os precatórios – que são as dívidas do governo determinadas pela Justiça – abala a confiança do mercado e os rumos da economia brasileira. Muitos brasileiros esperam anos – até décadas – pelo pagamento dessas dívidas.

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