Campo Grande, 26 de maio de 2024

Weverton revela intenção de encerrar a carreira no Palmeiras: “É a minha segunda casa”

Dono de números importantes com a camisa do PalmeirasWeverton pensa em aumentar ainda mais sua ligação com o clube alviverde. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, na Academia de Futebol, o goleiro admitiu que gostaria de encerrar a carreira no Verdão.

Em conversa virtual com jornalistas, Weverton falou sobre a importância do Verdão para carreira e também para a família. No sábado, ele e a esposa, Jaqueline, realizaram um chá-revelação no gramado do Allianz Parque – o segundo filho do casal será Olavo, nome dado em homenagem ao avô do atleta.

– Eu sou muito feliz, realizado, tenho identificação enorme com o Palmeiras, que foi muito rápida. Cheguei em 2018, esperei a minha chance, respeitei os companheiros, como o Prass, o Jailson, entendi o clube e já ser campeão no primeiro ano, depois Libertadores, todos os títulos, me traz identificação. Eu queria passar isso no domingo passado de compartilhar um momento íntimo da minha vida, com os torcedores – disse.

– A família Palmeiras é a minha segunda casa, onde me sinto bem. Gostaria de ficar aqui e encerrar a carreira no Palmeiras. É onde estou feliz. No que depender de mim, isso vai acontecer. Estou feliz, realizado, trabalho com alegria, amor ao clube, espero encerrar a carreira aqui, mas daqui muito tempo – afirmou.

Weverton no aquecimento antes de Palmeiras x Athletico — Foto: Marcos Ribolli

Weverton no aquecimento antes de Palmeiras x Athletico — Foto: Marcos Ribolli

Weverton igualou no último domingo um recorde de Marcos: 107 partidas sem sofrer gol neste século. A diferença é que o atual titular alcançou o feito em 213 jogos contra 392 jogos do ex-goleiro.

Contratado em 2018, ele teve participação decisiva nos seis títulos conquistados com a camisa palmeirense: Campenato Brasileiro (2018), Campeonato Paulista (2020), Copa do Brasil (2020), Libertadores (2020 e 2021) e Recopa Sul-Americana (2022).

Nesta quinta-feira, o Palmeiras volta a campo para enfrentar o São Paulo, no Morumbi, pelo Paulistão, e iniciar uma sequência de clássicos decisivos: Santos, no próximo domingo, e Corinthians, na quinta-feira da semana que vem.

– É uma sequência de clássicos, são jogos difíceis, de rivalidade, mexem com o sentimento do torcedor e o nosso. Vamos mais atentos para esses jogos. Serão grandes jogos, vamos nos preparar bem. Todos estão prontos, a galera está se recuperando, hoje temos o Luan e o Patrick que logo estão conosco, isso nos fortalece, ainda mais em uma sequência dessas. Traz força para o grupo. O que mais mudou de 2021 foi talvez a nossa vontade de vencer cada vez mais, temos muito mais vontade que no ano passado. Ganhar é muito bom. O preço é caro, mas estamos sempre dispostos a pagar.

Weverton com a família durante chá-revelação no gramado do Allianz Parque — Foto: Divulgação / Palmeiras

Weverton com a família durante chá-revelação no gramado do Allianz Parque — Foto: Divulgação / Palmeiras

Chá-revelação em meio ao caos no futebol

– Todo mundo sabe da minha identificação com o clube. Quando soubemos da gravidez, sempre tivemos a ideia de fazer o chá-revelação. E a gente queria que fosse no estádio, nossa segunda casa, onde passo a maior parte do tempo e queríamos algo relacionado ao Palmeiras. Quando surgiu a chance de fazer no jogo foi melhor ainda. Poder ter o torcedor participando, era muito importante. Foi um dia muito emocionante para mim. Veio a calhar também com tudo que está acontecendo no futebol, toda a parte triste, de violência.

– Eu tiro pela minha filha de cinco anos, ela ama estar no estádio, ama futebol, ir aos jogos, um ambiente de alegria, de torcer para o pai, é esse ambiente que nós queremos, de amor, alegria, sem violência. E é difícil para mim como explicar uma cena daquelas. Quero explicar sobre gols, sobre defesas, ela ver a torcida gritando meu nome, essa é a grande experiência que faz ela amar futebol. Futebol tem sua rivalidade, traz competitividade, é bacana, mas jamais vamos aceitar violência, jamais temos que achar normal. Não pode existir no futebol. Futebol é paz, alegria, comemoração, e era isso que eu gostaria de mostrar para minha família.

Objetivos que ainda tem

– O meu grande objetivo é continuar vencendo, performando bem, sabemos o quanto é difícil chegar ao nosso nível, mas o mais difícil é se manter, requer mais trabalho, renuncia e atenção. E estou sempre disposto a pagar esse preço, renunciar às coisas extracampo, gosto de me cuidar, da alimentação, do descanso, de me preparar, amo vestir a camisa do Palmeiras… Isso faz a gente se manter no topo. Tenho o desejo de seguir vencendo e sendo campeão, sei o quanto isso é bom, traz alegria, respeito, o carinho do torcedor. A missão é sempre vencer os torneios que jogamos. Me preparar bem, dar segurança ao torcedor e sempre ganhando títulos.

O que mudou no discurso do Abel para 2022?

– Não é que mudou, é continuar acreditando, acreditamos muito no trabalho nele, no que ele vem fazendo no clube, para vencer, custa renúncias, deixamos muito para trás para viver o dia a dia do Palmeiras e vencer. E o que ele fala muito esse ano é para não fazer o que a gente quer fazer, e sim fazer o que é preciso pro Palmeiras vencer. Essa é a grande lição desse ano. Não fazer o confortável, mas o que o Palmeiras precisa pra ganhar cada jogo. Começamos o ano conquistando, estamos felizes. Quando se faz o que precisa, quem ganha é o Palmeiras. Estamos muito contentes e esperamos manter esse padrão, esse alto nível, por muito tempo.

Mensagem contra a violência

– Violência no futebol é inaceitável, jamais vamos entender e compactuar com isso. Quero sempre poder levar minha filha para ver meus jogos em um ambiente de paz. Seria uma tristeza enorme ter que sair correndo, não poder levar mais. Tem a rivalidade, é legal, é a essência do futebol, mas a violência, jamais. Não vamos aceitar, temos de dar um basta, nos unirmos para fazer o espetáculo em segurança, levar ao torcedor o orgulho dele torcer no estádio. Temos de nos unir para acabar com isso. Temos de repudiar cada vez mais para ter um futebol de alegria, famílias no estádio. Não tem sentimento melhor do que entrar em campo e ver o estádio cheio, a torcida gritando seu nome, até mesmo o estádio cheio do adversário.

– Um dos melhores momentos da minha carreira, me sinto bem fisicamente, mentalmente, preparado para o que tenho que fazer. Disputar uma Copa é um grande sonho de qualquer atleta. Para isso acontecer, tenho que estar bem no Palmeiras e estar em alto nível. Isso me faz sonhar. A Seleção tem grandes goleiros, a disputa é sadia, os dois são meus amigos, atuam em alto nível, é uma tranquilidade para o Tite escolher quem ele quer para jogar. Todos estão dando conta do recado, todo mundo jogou nas Eliminatórias. Cabe a ele escolher quem tem que jogar, respeito a escolhas, sempre dou meu melhor e busco meu espaço. Sempre deixo a decisão de jogar pra eles.

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