Campo Grande, 17 de março de 2026

Fernandinho explica papel de líder de Guardiola no City: “Tem que ter alguém ali para cuidar do vestiário”

Criado no Paraná, com carreira consolidada na Ucrânia e na Inglaterra e agora com fortes raízes no… Nordeste! Mais especificamente no litoral pernambucano. A ligação com a região ficou tão forte que o volante Fernandinho escolheu o Recife para promover um evento com a taça da Premier League, no último sábado. Lá, em entrevista ao ge, ele falou sobre essa relação e sobre futebol, em especial a respeito de Pep Guardiola no Manchester City.

Fernandinho foi levado para a Inglaterra pelo chileno Manuel Pellegrini, mas foi com Guardiola, com quem começou a trabalhar em 2016, que ganhou um novo papel e virou até capitão. O volante reinventou seu estilo de jogo, ganhou longevidade e virou um dos homens de confiança do treinador dentro do vestiário.

“A gente brinca no futebol que treinador que anda muito dentro do vestiário não é bom treinador.”

 

– Então, tem que ter alguém ali para cuidar do vestiário, para que o treinador faça as escolhas pensando no bem do time, pensando em tirar o melhor dos seus atletas. A gente troca muita informação, fala bastante. Ele me pergunta como os jogadores estão, como que a gente pode fazer para melhorar o time, para resolver algum problema, e eu me sinto muito feliz de estar nessa posição – afirma .

Gabriel Jesus e Fernandinho curtem litoral em Pernambuco — Foto: Reprodução / Instagram

Gabriel Jesus e Fernandinho curtem litoral em Pernambuco — Foto: Reprodução / Instagram

O volante lembra que foi justamente o convívio com Guardiola que permitiu deixá-lo chegar aos 36 anos jogando em alto nível. Mesmo assim, o futuro em Manchester é incerto. Uma das possibilidades é o litoral pernambucano, onde trocaria o ofício da bola pelo setor imobiliário.

– Não é por falta de convite… Meu Deus do céu. Falta o quê? Falta eu definir meu futuro.

Presença constante em Muro Alto e Porto de Galinhas, ele explica um pouco dessa relação, no mínimo, surpreendente.

– A minha relação com o Recife é muito próxima, com a cidade e com as pessoas. Tenho laços desde 2003 ou 2004, praticamente, quando conheci o Romarinho, no Athletico. Nos reencontramos depois na Ucrânia e, a partir de 2010, quando foi a primeira vez que vim tirar férias (em Pernambuco). E aí são 12 anos que sempre que tenho a oportunidade venho com minha família. Venho curtir o calor, as águas, o povo – diz o jogador.

A função de capitão de Guardiola

A gente tenta fazer com que ele se preocupe somente em preparar o time para estar bem nos jogos, para que ele possa tirar o máximo possível de cada jogador. E a minha função de capitão é muito baseada nisso, para que eu dê o respaldo fora de campo, dentro do vestiário, onde ele não pode atuar.

A gente brinca no futebol que treinador que anda muito dentro do vestiário não é bom treinador. Então, tem que ter alguém ali para cuidar do vestiário, para que o treinador faça as escolhas pensando no bem do time, pensando em tirar o melhor dos seus atletas. A gente troca muita informação, fala bastante. Ele me pergunta como os jogadores estão, como que a gente pode fazer para melhorar o time, para resolver algum problema, e eu me sinto muito feliz de estar nessa posição.

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