Campo Grande, 22 de fevereiro de 2024

Brasil tem quase 40 milhões de trabalhadores informais

Embora registrem alta na ocupação, pesquisas recentes sobre emprego revelam extrema precarização do mercado de trabalho, com queda no rendimento e número maior de pessoas em situação de informalidade.

Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta, 29, no segundo trimestre deste ano, o Brasil chegou a um contingente de 39,3 milhões de trabalhadores informais, o maior da série histórica iniciada no quarto trimestre de 2015.

Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve alta de 2,8%, o que significa dizer que, em três meses, 1,1 milhão de pessoas se juntaram ao grupo que reúne trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ e os chamados trabalhadores familiares auxiliares.

No setor privado, o número de empregos sem carteira chegou a 13 milhões de pessoas, o maior da série histórica, em alta de 6,8% com relação ao primeiro trimestre de 2022 e 23% na comparação com mesmo trimestre do ano passado. Em um ano, um contingente de 2,4 milhões de pessoas se juntaram ao grupo.

A queda de 5,1% na renda média é outro dado dramático capturado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Caiu de R$ 2.794, média de abril a junho de 2021, para R$ 2.652, no mesmo período deste ano.

Urgência para solução

O desemprego e a precarização do mercado de trabalho são preocupações constantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em suas manifestações públicas ele tem destacado a necessidade urgente de buscar solução para gerar empregos de qualidade e com proteção social.

Em entrevista ao portal UOL, na quarta-feira, ele afirmou que “o Brasil precisa de muita urgência para recuperar seu emprego e a qualidade de vida do povo”.

As diretrizes do programa de governo do movimento Vamos Juntos pelo Brasil, da Chapa Lula Alckmin, que está em construção com contribuição popular, reconhecem que o desemprego e a subutilização da força de trabalho seguem extremamente elevados, enquanto a precarização avança e propõem soluções.

A diretriz 8 registra o compromisso com a justiça social e inclusão com direitos, trabalho, emprego, renda e segurança alimentar para combater a fome, a pobreza, o desemprego, a precarização do trabalho e do emprego, e a desigualdade e a concentração de renda e de riquezas.

Já a diretriz 15 aponta o caminho para a solução propondo a retomada dos investimentos em infraestrutura e em habitação; a reindustrialização nacional em novas bases tecnológicas e ambientais; a reforma agrária e o estímulo à economia solidária, à economia criativa e à economia verde inclusiva, baseada na conservação, na restauração e no uso sustentável da nossa biodiversidade.

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