Campo Grande, 22 de fevereiro de 2024

Nova Greve no transporte coletivo acelera a implantação do projeto Tarifa Zero na Capital

A deflagração da greve dos trabalhadores no transporte público de Campo Grande, cuja concessão pertence ao Consórcio Guaicurus, vem causando transtornos para a sociedade em geral, para o comércio e para os serviços públicos do Município, do Estado e da União. Os trabalhadores exigem aumento salarial de 16% e a concessionária oferece apenas 6,4%.

Segundo o vereador Ayrton Araújo, líder da bancada do PT na Câmara Municipal de Campo Grande, “só existe uma saída: a implantação da “TARIFA ZERO”. Apresentamos um Projeto de Lei, protocolado no dia 10 de janeiro, sob o número 89/2023, uma vez aprovado, acaba-se as negociatas do Consórcio Guaicurus e o poder público municipal, que a meu ver, já fez de tudo, mas não consegue atender tudo o que o consórcio deseja.

Esta é a segunda paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo na administração da prefeita Adriane Lopes, que assumiu em abril de 2022. A primeira aconteceu em junho do ano passado.

Presume-se que a greve acaba sendo uma forma de o Consórcio Guaicurus pressionar a Prefeitura de Campo Grande a atender suas demandas de mais aporte financeiro e reajuste da tarifa, que já foi cogitado subir de R$ 4,40 para 8 reais.

No final de 2022, houve nova ameaça de paralização, que acabou não concretizada, dado o avanço das negociações. Naquela ocasião, a prefeita conseguiu evitar a greve dos trabalhadores ao confirmar a isenção do ISS, que corresponde a 5% do valor da tarifa, e arcar com os valores referentes ao passe dos alunos da Rede Municipal de Ensino, cujo valor é de 14,62% da gratuidade, e pagar a tarifa técnica de R$ 5,15 para Serviços Públicos.

Para o vereador Ayrton Araújo, o problema está a gestão do Consórcio Guaicurus, não existe mais a possibilidade de o município derramar tanto dinheiro nos cofres das empresas privadas e viver eternamente pressionada com a faca no pescoço para atender novas demandas. Esse modelo é ultrapassado é totalmente inviável, a saída é gastar menos e melhor com a implantação do transporte TARIFA ZERO, que já funciona muito bem em várias cidades do Brasil, vamos lutar para que isso aconteça em Campo Grande, concluiu o parlamentar.

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