Campo Grande, 24 de fevereiro de 2024

Caso Sophia: Preconceito pode ser pano de fundo da tragédia, alerta deputado Pedro Kemp

O deputado estadual Pedro Kemp (PT), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de MS, disse durante a sessão ordinária hoje (7), que toda a rede de proteção à infância e adolescência foi colocada à prova com a tragédia do Caso Sophia – menininha de 2 anos, Sophia Ocampo, morta vítima de violência e abuso por parte do padrasto. O parlamentar tocou num ponto levantado após conversas com especialistas da área da infância, o preconceito e manifestou sua indignação.

“Precisamos investigar também se houve caso de homofobia, pois o pai de Sophia, casado com outro homem, pediu a guarda que não teria sido concedida. Por que será? Tenho certeza que se ela estivesse em poder de seu pai e companheiro ela estaria viva. Temos que reforçar também pelo fim dessa hipocrisia da sociedade de que só existe um ‘modelo de família’. Há avós que cuidam dos netos, há mulheres casais. Conheço filhos de pais homoafetivos super bem cuidados. Os vizinhos denunciaram os maus tratos ao cachorro de Sophia, mas não à criança. Então que nossas falas mostrem que a Assembleia Legislativa está dando uma resposta à sociedade nesse caso que entristeceu demais”, pontuou.

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O parlamentar, que também é professor, escritor, teólogo, filósofo e escritor, pediu providências quanto à investigação para que haja um fortalecimento de toda a rede de proteção às crianças e adolescentes, que nessa tragédia apresentou falhas. Reportagens apontaram a falta de comunicação de médicos e enfermeiros, com os indícios de violência, assim como sobre a atuação do Conselho Tutelar em não atuar para que a Justiça concedesse a guarda pedida pelo pai biológico de Sophia.

De acordo com o Jornal O Estado MS, em matéria da jornalista Mariana Moreira, dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública apontam que até o dia 5 de fevereiro em Mato Grosso do Sul foram 106 estupros de crianças, três casos de crimes brutais contra crianças de até 12 anos. “Esses são dados que chegam até o conhecimento da polícia. A reportagem traz também a informação de que a pequena Sophia sofreu por pelo menos um ano os maus tratos e isso foi registrado em boletim de ocorrência feito pelo pai”.

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