Campo Grande, 28 de fevereiro de 2024

Equipes de resgate da Turquia dizem que vozes ainda são ouvidas sob os escombros

Passados dez dias do terremoto devastador que atingiu a Turquia e a Síria, as equipes de resgate ainda mantêm esperanças de encontrar sobreviventes. Na noite desta terça-feira, vozes ainda eram ouvidas sob os escombros de prédios que desabaram após o tremor de terra de magnitude 7.8. Mais de 41,2 mil pessoas já foram confirmadas mortas na Turquia e na Síria e as histórias de resiliência têm ficado mais raras.

Em Kahramanmaraş, na última noite, uma equipe de resgate encontrou um novo sinal de vida sob os destroços. A ajuda humanitária começou a trabalhar imediatamente para tentar salvar mais um sobrevivente.

Um vídeo compartilhado pelo jornal Sabah mostra um grupo que usava capacetes com lanternas e equipamentos para cortar o concreto tentando chegar até a vítima.

O Ministério da Defesa Nacional da Turquia também compartilhou um resgate feito durante a última noite. As imagens mostram Fatma Güngör, de 77 anos, sendo retirada com vida dos escombros em Adıyaman.

“Nosso pessoal do Comando do Estaleiro Gölcük, que tem apoiado os esforços de busca e resgate em Adıyaman, resgatou uma cidadã de 77 anos chamada Fatma Güngör dos destroços 212 horas após o terremoto. Todos somos um”, disse o ministério.

Essas cenas, no entanto, devem se tornar mais raras de agora em diante. Nesta terça, a UNICEF disse que o número de crianças mortas após o terremoto “continuará a crescer”.

De acordo com a rede de televisão CNN, os esforços devem passar por uma mudança nos próximos dias. As operações de resgate vão dar lugar às ações de recuperação das áreas degradadas.

Pior desastre natural em 100 anos

 

Os devastadores terremotos que atingiram a Turquia e a Síria foram o “pior desastre natural na região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) em um século”, disse Hans Kluge, diretor regional da entidade para a Europa.

— Ainda estamos aprendendo sobre sua magnitude. Seu verdadeiro custo ainda não é conhecido — disse Kluge durante uma entrevista coletiva.

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