Campo Grande, 4 de março de 2024

PARALISAÇÃO DO ATENDIMENTO NO HOSPITAL DE CÂNCER ALFREDO ABRÃO – ABSURDO INACEITÁVEL

É inaceitável e absurda a paralisação do atendimento no Hospital do Câncer Alfredo Abrão de Campo Grande.

Qualquer pessoa com o mínimo de razoabilidade não pode aceitar que o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, simplesmente, a partir de amanhã (22/2), pare de atender os pacientes que sofrem com câncer que estão há dias ou há até meses aguardando atendimento no Sistema de Regulação (Sisreg).

Isso só pode ser brincadeira de muito mal gosto ou é uma irresponsabilidade sem tamanho, uma crueldade com quem precisa do SUS para receber atendimento ainda mais com uma doença tão perigosa quanto o câncer.

Importante esclarecer que os motivos expostos (regularização dos pagamentos e dos contratos dos Corpo Clínico, regularização dos serviços de patologia e exames de imagens – ressonância magnética e cintilografia), são todos problemas originários pela falta de gestão do próprio Hospital do Câncer Alfredo Abrão.

O HCAA fala sobre déficit financeiro mensal, mas não informa quanto de recursos públicos recebe todos os meses, da Prefeitura e do Governo do Estado, não informa quanto de recursos públicos recebeu nos últimos anos, não informa porque não faz licitação para a escolha do melhor preço para contratar exames de particulares, não informa, sendo filantrópica, quanto tem arrecadado de particulares, não indica nenhuma outra solução a não ser interromper o atendimento da pessoa doente de câncer e com isso pressionar o Poder Público a transferir mais recursos ao hospital.

Os pacientes e toda sociedade não podem ficar reféns de gestões temerárias e muito menos da concentração dos serviços de tratamento de câncer em pouquíssimas unidades, ainda mais sendo elas privadas ou filantrópicas.

O tratamento do câncer tem que ser realizado na rede pública. A pandemia da COVID provou a todos nós o valor do SUS e do serviço público de saúde. O certo é que esse hospital fosse gerido pelo Poder Público, estaria garantida a continuidade dos serviços.

As pessoas doentes não podem ser uma “peça” num jogo entre o hospital e o Poder Público em busca de elevar os repasses de recursos financeiros ao HCAA.

Luiza Ribeiro
Vereadora (PT)

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