Campo Grande, 22 de abril de 2024

Nova leva de documentos sigilosos da política externa dos EUA aparece em redes sociais; entenda o caso

Por g1

Em dois dias, duas levas de documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos relativos à política externa do país vazaram em redes sociais, de acordo com o jornal “The New York Times”.

A reportagem sobre o primeiro conjunto de documentos foi publicada na quinta-feira (6), e a segunda, nesta sexta-feira (7).

A primeira leva de documentos

 

Os documentos sigilosos da primeira leva descrevem os planos dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para fortalecer o exército ucraniano.

Essas informações foram publicadas em redes sociais na semana passada no Twitter e no Telegram. Os documentos, que incluem pelo menos um com a classificação “ultrassecreto”, circularam em canais pró-Rússia.

As Forças Armadas dos EUA ainda estão investigando como os documentos foram revelados.

“Estamos cientes dos relatos de postagens nas redes sociais e o Departamento está revisando a questão”, disse a porta-voz do Departamento de Segurança, Sabrina Singh.

Os documentos supostamente contêm gráficos e detalhes sobre o envio de armas, reforço de batalhões e outras informações confidenciais, segundo o jornal.

As informações nos documentos têm pelo menos cinco semanas e a mais recente é de 1º de março, de acordo com o “NYT”.

  • Há um resumo dos horários de treinamento de 12 brigadas de combate ucranianas e afirma que nove delas foram treinadas por tropas dos EUA e da Otan, e que precisam de 250 tanques e mais de 350 veículos de combate, destaca o jornal.
  • Há um detalhamento do nível de consumo de munições sob controle militar ucraniano, incluindo o sistema de foguetes Himars, de fabricação americana.

 

O jornal alerta que, de acordo com analistas militares, alguns documentos parecem ter sofrido alterações como parte de uma campanha de desinformação dos russos, com número de baixas ucranianas infladas e de perdas russas minimizadas.

A segunda leva de documentos

 

Um segundo conjunto de documentos que apareceu nas redes sociais inclui informações relativas a outros países, e não só à Ucrânia: China e países do Oriente Médio, de acordo com o jornal.

Mais de cem documentos podem ter sido revelados, de acordo com fontes do “New York Times”.

Como os ucranianos reagiram

 

Os ucranianos afirmaram que há muitas informações falsas nos documentos que vazaram.

Uma autoridade ucraniana disse à agência Reuters que os documentos continham uma “grande quantidade de informações fictícias” e que o vazamento parecia uma operação de desinformação russa para semear dúvidas sobre a ofensiva, que requer armas ocidentais avançadas.

“Este é o padrão de jogos operacionais da inteligência russa. E nada mais”, disse o conselheiro presidencial da Ucrânia Mykhailo Podolyak, em um comunicado por escrito.

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