Campo Grande, 22 de abril de 2024

Jovem ativista, símbolo da resistência palestina, Ahed Tamimi é detida por ‘incitação ao terrorismo’

palestina Ahed Tamimi, 22 anos, famosa ativista contra a ocupação israelense da Cisjordânia, foi detida em sua cidade natal de Nabi Saleh por “incitação ao terrorismo”, anunciou o Exército israelense.

“Ahed Tamimi, suspeita de incitar a violência e atividades terroristas, foi detida na cidade de Nabi Saleh”, perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, afirmou um porta-voz militar. “Tamimi foi levada pelas forças de segurança israelenses para ser interrogada”, acrescentou a fonte.

A ativista foi detida durante uma operação do Exército israelense “que tinha o objetivo de deter indivíduos suspeitos de participar em atividades terroristas e incitar o ódio” no norte da Cisjordânia, declarou o porta-voz.

Questionada sobre a detenção da jovem, uma fonte dos serviços de segurança enviou à AFP uma publicação no Instagram, que circulou nas redes sociais e foi atribuída a Tamimi. O texto pede o “massacre” de israelenses em “todas as cidades da Cisjordânia, Hebron e Jenin”, em termos violentos e explícitos, segundo a captura de tela em árabe e hebraico transmitida pelo Exército à AFP.

“Eles a acusam de ter publicado uma mensagem incitando a violência, mas Ahed não a escreveu”, declarou Narimane Tamimi à AFP.

“Há dezenas de contas com a foto de Ahed, mas com as quais ela não têm qualquer vínculo. Quando Ahed tenta abrir uma conta nas redes sociais, ela é bloqueada imediatamente”, acrescentou.

A AFP não conseguiu verificar se a conta pertence à ativista.

Narimane acrescentou que seu marido, Bassem al Tamimi, foi detido em 20 de outubro quando retornava de uma viagem e, desde então, a família não tem notícias dele.

Quem é Tamimi

 

Tamimi ficou famosa aos 14 anos quando foi filmada no momento em que mordeu um soldado israelense para impedir a prisão de seu irmão mais novo.

Desde então, ela se tornou um símbolo mundial da causa palestina e é considerada pela população local um exemplo de coragem diante da repressão israelense nos territórios ocupados.

Desde o início da guerra entre o Hamas e Israel iniciada no dia 7 de outrubo, 121 pessoas foram mortas com o aumento da tensão entre palestinos e colonos judeus na Cisjordânia, de acordo com a Autoridade Nacional Palestina. O New York Times informa que a violência dos colonos deslocou mais de 800 palestinos, incluindo comunidades inteiras de pastores.

Um retrato gigante de Tamimi foi pintado perto de Belém, em um muro construído pelos israelenses.

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