Campo Grande, 26 de maio de 2024

Análise: com susto, Atlético-MG segue 100% e precisa aprender a sustentar intensidade de Milito

Por Laura Rezende — Belo Horizonte

Atlético-MG somou mais três importantes na fase de grupos. É o líder isolado do Grupo G. Se engana quem pensa que o 3 a 0 fácil foi o enredo de todo o jogo. A vitória contra o Peñarol teve todos os ingredientes de um jogo de Libertadores. Jogo pegado, discussão, briga e um segundo tempo sofrido com o time uruguaio marcando duas vezes. Em campo, um Galo cada vez mais “Militizado”, mas que precisa aprender a sustentar a intensidade nos 90 minutos.

Pela primeira vez desde que chegou ao Galo, o treinador argentino repetiu uma escalação. Ele colocou em campo o mesmo Galo que venceu o Cruzeiro no sábado. Apenas com um zagueiro de ofício: Jemerson. Battaglia fez a função de zagueiro mais uma vez.

A estratégia de Milito é colocar Zaracho, Paulinho, Hulk povoando o meio-campo e deixar Arana, na esquerda, e Scarpa, na direita, bem abertos e com o corredor para atacar. Formação que mais uma vez encaixou. A defesa do Penãrol teve dificuldade de acompanhar a movimentação ofensiva e não demorou o Galo abrir o placar, com Scarpa.

Jogada pela esquerda, com movimentação do ataque do Galo, e cruzamento de Paulinho dentro da área. Hulk estava na parte central da área com dois marcadores. O camisa 7 deixou a bola passar para Scarpa sozinho finalizar e marcar.

Após o gol, o Galo subiu um pouco a marcação, pressionando mais a saída de bola. A ação deu resultado. O segundo gol é um vacilo da defesa uruguaia, que sai errado. Guzmán Rodríguez dá a bola no pé do Paulinho na entrada da área, e o camisa 10 finaliza sem dificuldade.

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