Goiás vence Palmeiras no Brasileirão

Para fazer qualquer análise sobre a atuação do Palmeiras na derrota por 1 a 0 contra o Goiás, é preciso, antes de tudo, levar em conta que o time tinha 21 desfalques.

E, como não poderia ser diferente, isso teve influência importante no desempenho da equipe. Abel Ferreira foi obrigado a usar jogadores que praticamente não treinaram com o elenco principal, como o atacante Fabrício.

Somado a isso, uma expulsão infantil de Mayke ainda no primeiro tempo e a lesão de Luiz Adriano, artilheiro do time no ano, praticamente acabaram com as chances de vitória. Para se ter uma ideia, os atacantes à disposição no segundo tempo eram Marcelinho e Fabrício.

Ainda assim foi, possível tirar pontos positivos do jogo, como a organização da equipe no geral, mas que por outro lado deixou a desejar ofensivamente antes do cartão vermelho.

O que deu certo

Mesmo com um a menos desde o primeiro tempo, o Palmeiras se mostrou bem organizado em campo, sobretudo no sistema defensivo. Pela primeira vez sob o comando de Abel Ferreira, o time atuou com três zagueiros, com Renan pela esquerda, Gómez no meio e Emerson Santos pela direita.

Após a expulsão e as trocas no fim da etapa final, o time teve uma linha de quatro à frente da zaga, às vezes até com cinco, e Fabrício sendo o único mais avançado. Dessa forma, o Palmeiras anulou praticamente todas as jogadas ofensivas do Goiás.

Mesmo com um a menos, o Verdão sofreu pouco. Com dois alas e bem posicionada, a equipe conseguiu impedir as investidas pelos lados e os cruzamentos na área, jogada mais perigosa do adversário, sobretudo com Fernandão e Rafael Moura juntos.

Diante de todo o caos e da derrota, o Palmeiras conseguiu ser organizado e muito efetivo defensivamente. O Goiás criou muito pouco e fez o gol em chute de longe, no último minuto.

O que deu errado

As circunstâncias do jogo também dificultam apontar algo de errado, já que os desfalques e a expulsão de Mayke fizeram toda a diferença. Mesmo assim, o Palmeiras criou muito pouco enquanto esteve no 11 contra 11.

Sem Raphael Veiga, que vinha sendo a principal arma ofensiva do time, faltou aproximação dos meio-campistas no setor ofensivo. Lucas Lima e Ramires foram nulos na criação das jogadas.

O fato de entrar com três zagueiros também deixou o Palmeiras com menos força ofensiva, já que Mayke não apoiou pela esquerda. Com o Goiás fechado e com apenas Fernandão mais avançado, Abel Ferreira poderia colocar alguém para ajudar com mais qualidade na construção do que um dos zagueiros, que fazem ativamente esse papel.

Enfrentando o pior time do Brasileirão, o Palmeiras poderia ter sido mais criativo no setor ofensivo enquanto teve 11 jogadores em campo.

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