O que fez o São Paulo cair de rendimento? Comentaristas analisam momento do líder

Após abrir sete pontos de vantagem na ponta do Campeonato Brasileiro no fim de 2020, o São Paulo iniciou 2021 com duas derrotas e um empate e viu o Internacional tirar a diferença para apenas um ponto na vice-liderança (57 pontos x 56 pontos).

Em momento difícil, é justamente a equipe gaúcha que o Tricolor enfrenta nesta quarta-feira, às 21h30, no Morumbi. A Globo transmite ao vivo para SP, RS, SC, PR, MG (regiões de Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba), GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, CE, MA e PA. O Premiere exibe para todo o Brasil. O ge acompanha em tempo real com vídeos exclusivos de gols e principais lances.

Mas o que explica essa queda repentina da equipe comandada por Fernando Diniz? As respostas não são tão simples. O time deixou de ter o melhor ataque do campeonato, e a defesa, antes menos vazada, agora é apenas a terceira no quesito.

Em entrevista coletiva no último domingo, depois do empate por 1 a 1 com o Athletico, o técnico Fernando Diniz opinou que a equipe está evoluindo e pediu que se faça uma análise mais fria do que vem acontecendo com o São Paulo.

– Não é terra arrasada, a gente avalia resultado, não avalia jogo. O jogo do Fluminense, que foi no ano passado, ganhamos, mas não jogamos bem. Contra o Sport, ganhamos só de 1 a 0, mas fizemos um bom jogo. Contra o Vasco, no momento de euforia, jogamos mal. Temos que analisar cada jogo – disse o treinador.

PVC

“Por que o São Paulo caiu? Onde está o problema? É claro que passa pela ausência do Luciano e também é evidente que não dá para resumir à ausência do Luciano. Ainda que você pense que sem o Luciano o São Paulo tem 47% de aproveitamento, e com ele, 68%, não dá para resumir a um jogador. Acho que passa por isso, mas não pode ser só. Passa pela queda de rendimento do Daniel Alves, que voltou a ter um momento ruim.

Claro que o São Paulo passou a ser um time mais observado pelos adversários, todo mundo sabe como o São Paulo joga. Isso faz também diferença. E marca o passe dos zagueiros.

Dos últimos sete gols sofridos pelo São Paulo, quatro foram em saída de jogo. No último, o erro já foi depois do meio-campo, mas com passe na saída, no início, na construção da jogada. E o Athletico usou a velocidade para contragolpear a partir disso. Como se desfaz esse momento ruim? Com ideia. Mas não dá para dizer que o Diniz não está tentando. Contra o Athletico, o Daniel Alves foi segundo atacante, ele não jogou no meio-campo. Não foi o São Paulo da obviedade, da repetição. E, mesmo assim, o time perdeu um pouco da confiança.

Um avião não cai por uma única razão, um líder não perde seis pontos dos sete que tinha de vantagem só por um motivo. Mas o Diniz precisa encontrar as razões e as soluções até o jogo com o Inter.”

Alexandre Lozetti

“O elenco nunca foi, em quantidade, grande coisa. Um time titular muito bom, que jogava bem, duas ou três peças no banco que mantinham o nível. A ausência do Luciano é claro que pesa, ele é o artilheiro e compreende muito bem esse método Diniz.

E também a equipe passa a ser mais analisada pelos adversários quando se consolida em primeiro lugar. Mas a grande decepção é que, apesar de tudo isso, tem se mostrado um time muito fraco mentalmente. Sem brilho, sem personalidade, sem coragem, sem reação. Grandes virtudes dessa equipe para atingir a liderança e praticar um futebol que agradava quase todo mundo.

Só a ausência do Luciano fez isso? Se sim, então o São Paulo não estava preparado para ser campeão como se imaginava. Os garotos caíram demais de rendimento, o Daniel Alves, que tem uma leitura privilegiada do jogo, entendendo mal o momento, tentando com passe mágico e imaginário, porque nunca tem alguém onde ele imagina que tem.

Teve a mudança de gestão, que entulhou um monte de conselheiros novos no comando do futebol, o que é muito ruim. Mas o Internacional, que é o grande rival, mudou presidente, diretor, técnico e o atual técnico está de aviso prévio, então não dá para usar nem de desculpa para essa queda do São Paulo, que ainda é reversível, mas não sei se será por muito tempo.”

Casagrande, no Globo Esporte

“Há três jogos, o São Paulo tinha sete pontos de diferença. Perdeu para o Bragantino, para o Santos, empatou este jogo. Mas antes disso, foi eliminado pelo Grêmio, que, na minha opinião, teve uma pressão, uma decepção, uma frustração muito forte. Na sequência, perdeu para o Bragantino e teve aquela briga do Diniz (com Tchê Tchê), que também teve uma influência no relacionamento. O São Paulo está jogando muito mal, não é só resultado. O primeiro tempo do São Paulo foi muito mau, o jogo estava chato, mas o São Paulo estava jogando muito mal. Quarta-feira o São Paulo precisa ganhar o jogo, o Inter está colado.

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