Campo Grande, 22 de setembro de 2021

Confrontos eclodem em protesto contra reforma da previdência em Paris

A polícia lançou gás lacrimogêneo neste sábado (4) na movimentada estação Gare du Nord, em Paris, e também na Gare de l’Est, durante mais um dia de protestos contra os planos de reforma da previdência daFrança.

Os manifestantes colocaram fogo em cestos de lixo e a polícia atirou gás lacrimogêneo na área da Bastilha enquanto eles marchavam pela cidade.

A mobilização contra a reforma previdenciária na França já entra em seu segundo mês, sem perspectiva de resolução, por enquanto. Os protestos impactam, principalmente, a circulação de trens no país e o transporte público na região de Paris.

Entre os milhares que saíram às ruas estão os ativistas conhecidos por “coletes amarelos” – movimento que começou em oposição ao aumento de impostos sobre combustíveis e se transformou em uma onda generalizada de protestos na França. O nome deriva dos coletes de alta visibilidade usados por eles durante os atos.

Mudanças na aposentadoria

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que reformas são essenciais para simplificar o complicado sistema de aposentadorias do país, mas seus adversários alegam que isso fará com que o povo francês precise trabalhar por mais tempo.

“As pessoas precisam pensar um pouco sobre qual tipo de sociedade elas querem, no geral”, disse à Reuters Jean-Gabriel Maheo, técnico industrial. “Se o sistema for aprovado da maneira como foi apresentado, será uma catástrofe social. As reformas anteriores já estão fazendo com que as pessoas se aposentem com pensões míseras”, acrescentou Maheo, que participava da manifestação.

Manifestantes saem às ruas de Paris contra a proposta de reforma da previdência do governo francês — Foto: Christophe Ena/AP

Manifestantes saem às ruas de Paris contra a proposta de reforma da previdência do governo francês — Foto: Christophe Ena/AP

Boa parte da França tem sido prejudicada por uma greve de transportes desde o começo dos protestos, em 5 de dezembro. Uma nova manifestação nacional está marcada para 9 de janeiro.

G1

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