Campo Grande, 24 de setembro de 2021

Análise: Coudet cumpre promessa com Inter mais solto e encontra time ideal em melhor jogo do ano

Eduardo Coudet mal havia respirado aliviado com a conquista da vaga na fase de grupos da Libertadores e já fazia uma promessa para a próxima etapa da competição: o Interteria um time “mais solto” a partir de então para brigar pelas oitavas de final. Dito e feito.

Nesta terça-feira, o Inter fez o seu melhor jogo do ano venceu a Universidad Católica por 3 a 0 no Beira-Rio, na estreia no Grupo E da Libertadores. Uma atuação quase irretocável que fala por si só. E escancara o rumo a ser seguido para a equipe assumir o protagonismo pretendido para 2020.

O Colorado entrou em campo com uma “fome” que parecia insaciável para buscar o gol. Teve posse, criou chances e foi agressivo com e sem a bola, antes e depois de abrir o placar. Fez tudo o que Coudet tanto pede desde o primeiro dia de trabalho no CT do Parque Gigante. E isso passa pelo encaixe da escalação que tem tudo para ser a ideal.

“Fomos muito bem. Estou muito contente. Eles (jogadores) trabalham de uma grande forma. Foi um lindo jogo, e pudemos oferecer à torcida um bom espetáculo (Eduardo Coudet)”

O primeiro gol saiu apenas aos 16 minutos do segundo tempo. E com uma pitada de sorte. Guerrero cobrou falta e contou com o desvio em um adversário para vencer o goleiro rival. Mas não foi por acaso.

Antes disso, o Inter havia finalizado nada menos do que 20 vezes. Depois, foram mais dois gols no intervalo de nove minutos. A equipe chutou 26 bolas à meta adversária e beirou os 60% de posse de bola.

Todos à frente

Tudo começa pela formação, novamente no 4-1-3-2. Coudet centralizouEdenilson e iniciou a partida com Marcos Guilherme aberto pela direita. No ataque, Thiago Galhardo foi o titular ao lado de Guerrero, na vaga de D’Alessandro, suspenso.

Edenilson faz função e movimentação idênticas às de Lindoso. Inter mais agressivo e intenso com Marcos Guilherme e Galhardo até aqui. Pressiona a Católica e empilha chances de gol com menos de 15 min. Time muito bem

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As três novidades caíram como luvas para fazer a equipe funcionar, especialmente nos 15 minutos inicias, de intensidade pura. Em alta rotação, o Inter encurralou a Universidad Católica e não a deixou respirar.

Com a bola, a equipe manteve a mecânica de sempre. Musto recuava entre os zagueiros, Edenilson também “descia”, e os laterais espetavam para se juntar aos meias e aos atacantes.

Lateral pra Católica. Inter tem cinco jogadores na zona de pressão para dificultar o passe e quase todos no campo de ataque. Assume o risco de deixar os zagueiros no mano a mano, caso o rival fure a pressão

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O acréscimo veio na intensidade da marcação. O Inter de Eduardo Coudet tem no sistema de pressão sobre o adversário o seu principal “armador”. Um “camisa 10” que cresce com a formação armada contra os chilenos. Edenilson, Marcos Guilherme e Galhardo dão mais agressividade na frente.

O resultado foi ao menos quatro chances criadas a partir de erros provocados na saída de bola da Universidad Católica. O segundo gol de Guerrero surge justamente a partir desse comportamento. Galhardo recupera a posse e já “pifa” o centroavante.

Na função antes de Lindoso, Edenilson encaixou bem na equipe — Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Na função antes de Lindoso, Edenilson encaixou bem na equipe — Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O terceiro gol também evidencia outra postura enraizada por Coudet: o ataque com o maior número possível de jogadores. A equipe constrói a jogada rapidamente pelo lado esquerdo, até entrar na área com seis jogadores. Aí, Guerrero aciona Marcos Guilherme já na pequena área para empurrar no gol. Galhardo também estava lá.

“Foi uma grande atuação. Se não a melhor, uma das melhores do ano” (Marcelo Lomba)

O Inter lidera o Grupo E da Libertadores com os mesmos três pontos do Grêmio, mas com vantagem no saldo de gols – 3 a 2. Os dois rivais duelam na próxima quinta-feira, às 21h, na Arena, pela 2ª rodada da chave. Antes, o Colorado recebe o Brasil de Pelotas no domingo, no Beira-Rio, pelo Gauchão, às 16h.

GE/

Por Eduardo Deconto — Porto Alegre

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