Campo Grande, 23 de maio de 2022

Maioria de clubes decide por mais 10 dias de férias para jogadores em reunião de direitos internacionais

Em reunião nesta tarde com a CBF e representantes dos clubes das séries A e B, a maioria dos dirigentes dos clubes decidiu estender por mais 10 dias as férias de jogadores. Portanto, a volta que seria dia 21 de abril, passa para início de maio. A decisão tem efeito dos clubes e federações ganharem mais tempo para organizar os departamentos e protocolos médicos para possível retorno ao futebol.

A ideia dos clubes de estender as férias dos jogadores foi adiantada no blog do PVC, do jornalista Paulo Vinicius Coelho, no GloboEsporte.com.

Apesar da maioria ir ao encontro da decisão de dar mais 10 dias de férias aos jogadores, ainda não houve a votação final com esta recomendação. Os clubes que não concordarem com as férias estendidas podem decidir por retornar as atividades no dia 21 de abril.

Outro tema levantado, a partilha dos direitos internacionais, foi novamente abordado pelos clubes. Após a apresentação das propostas, mas com a indefinição do calendário do futebol nacional, por conta da Covid-19, os dirigentes não avançaram com relação a um acordo para a venda do produto.

Mário Bittencourt é um dos representantes de clubes na reunião online da CBF — Foto: Caíque Andrade

Mário Bittencourt é um dos representantes de clubes na reunião online da CBF — Foto: Caíque Andrade

– Houve consenso dos clubes para depois, mais adiante, ganhar mais dias no fim do ano – disse um dos dirigentes que participa da reunião online.

Mais cedo, Sergio Sette Câmara, do Atlético-MG, também falou sobre a intenção de aumentar o período de férias. Mas mostrou preocupação com o que vai vir depois do fim do novo período.

– A ideia é aumentar para mais 10 dias. Isso vai acontecer não só com o Atlético, mas com todos os clubes. Até por orientação da própria CBF, da Comissão Nacional dos Clubes. Mas, depois, a partir de 1 de maio, essas férias acabam e aí, como é que vai ser? A tendência é a licença remunerada, mas até quando os clubes conseguirão pagar essas licença remunerada é o “xis” da questão – disse o dirigente do Galo.

Por Fred Ribeiro, Elton Castro e Raphael Zarko — Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro

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