Campo Grande, 11 de abril de 2026

Após ironia com sugestão de Marquinhos, Guedes confirma que país pode ‘imprimir dinheiro’

Após sugestão dada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) ser alvo até de piadas, o ministro da Economia Paulo Guedes confirmou nesta quinta-feira (30) que o Governo Federal poderá emitir moedas para conter a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Ao falar sobre o assunto em audiência no Congresso Nacional, ele revelou que essa é uma possibilidade, assim como a compra pelo Banco Central de dívida interna para financiar a dívida pública. “Se cair numa situação que a inflação vai praticamente para zero, os juros colapsam, e existe o que a gente chama da armadilha da liquidez, o Banco Central pode sim emitir moeda e pode sim comprar dívida interna”, disse Guedes, em fala repercutida pelo Jornal O Globo.

Em março, o prefeito de Campo Grande falou sobre a sugestão de a União imprimir dinheiro para ajudar a economia. A fala foi alvo até de piadas na ocasião. Entretanto, o recurso é defendido por nomes como o do ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Na prática, emitir moedas ou imprimir mais dinheiro significa injetar recursos na economia. A emissão precisa ser autorizada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Além de Guedes, o conselho é formado pelo ministro da  Fazenda e pelo presidente do Banco Central. Este último, entretanto, já se mostrou contrário à emissão.

Caso a medida seja posta em  prática, os riscos são descontrole da inflação ou crise hiperinflacionária. Para Paulo Guedes, o Banco Central pode impedir o risco  recomprando a dívida interna. “Se a taxa de juros for muito baixa ninguém quer comprar título muito longo e aí pode monetizar a dívida sem que haja impacto inflacionário”, explicou.

Conforme o ministro da Economia, a solução para não ser necessário emitir moeda seria o Congresso aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com parte dos fundos públicos e transfere R$ 250 bilhões para reduzir a dívida.

Midiamax/ Danúbia Burema

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