Campo Grande, 21 de setembro de 2021

Técnico de Hulk na China avalia fase e ida do atacante ao Atlético-MG: “Competitivo e ambicioso”

A trajetória de Hulk no futebol internacional pode ser contata pela ótica de dois técnicos portugueses: André Villas-Boas e Vítor Pereira. O primeiro foi comandante do atacante do Atlético-MG no Porto, Zenit e Shanghai. O segundo foi o último a treinar Hulk na carreira, também pelo clube chinês, e falou ao ge sobre a volta do jogador de 34 anos ao Brasil. Para Pereira, Hulk segue ambicioso e competitivo na carreira.

O jogador deixou o Shanghai SIPG após quatro anos e meio, com o encerramento do contrato em dezembro. Era treinador por Vítor Pereira desde 2017, e foram campeões nacionais em 2018, interrompendo uma sequência de troféus do Guangzhou Evergrande. Por lá, Hulk era usado mais pelos lados de campo, preferencialmente no flanco direito, capaz de puxar bolas para a perna esquerda e disparar ao gol.

– Com a questão tática, depende sempre do enquadramento da equipe, com os colegas de equipe e companheiros. Ele gosta de jogar sobre o lado direito, de partir para dentro com o pé esquerdo, que é o mais forte. Mas pode jogar por fora, por dentro. Depende do esquema que o treinador adotar.

Ao todo, foram 158 jogos de Hulk no Shanghai, com 93 gols e 48 assistências, vencendo também a Supercopa da China em 2019. Por lá, virou o 18º jogador mais bem pago do mundo no ano retrasado.

Hulk, atacante do Atlético-MG — Foto: Globo

Hulk, atacante do Atlético-MG — Foto: Globo

– O Hulk estando bem, certeza absoluta que irá aportar qualidades à equipe. Tem qualidade, a capacidade de explosão, de arremate, do drible. Bem enquadrado numa estrutura, em sistema que o favoreça, pode fazer a diferença – continua Pereira.

A parceria de sucesso teve um último capítulo ruim, com xingamentos. Na partida pela Liga dos Campeões da Ásia, entre Shanghai e Yokohama Marinos, na derrota de 1 a 0 do clube chinês, Hulk foi sacado de campo aos 23 minutos do segundo tempo, e não gostou. Xingou o treinador e foi direto pro vestiário. Não entrou mais em campo pelo clube e voltou ao Brasil. Águas passadas…

– A questão com o Hulk, são coisas normais do futebol. Acontecem e se resolvem. O que guardo dele são as coisas positivas, os títulos que ganhamos juntos, o trabalho em conjunto. Momentos que nos apoiamos em situações difíceis. É o que eu guardo dele e desejo toda a sorte do mundo.

Por Luiz Victor Lopes e Fred Ribeiro, Fred Ribeiro — Belo Horizonte

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