“Temos mais de 2 mil casas de veraneio nessa parte da costa nordeste. Nosso medo é que, nesse momento, haja uma invasão em massa de turistas vindos de cidades em fase vermelha”, comenta por telefone à Época, o prefeito de Arzachena, um dos apoiadores do decreto do governador Christian Solinas. “Só na nossa cidade temos 14 mil habitantes e até o momento somente 14 casos. Não quero que esse número aumente em hipótese alguma”.

Proteger os pequenos burgos e os vilarejos que ficam entre Porto Cervo e Porto Rotondo é fundamental. “Nessa parte da ilha temos poucos hospitais e médicos. Seria um suícido abrir agora”, analisa o prefeito Roberto Ragnedda que se disse aliviado com a blindagem da sua cidade que desde janeiro vem recebendo  telefonemas sobre procedimentos para comprovação de residência.

“Registramos até o momento 25 pedidos de ‘imigração’. O importante, porém, é que as pessoas saibam que esse não é o momento de emigrar. Tenho certeza que no meio do ano, durante o verão, poderemos acolher não só os italianos mas também os turistas, em especial, russos, americanos, ingleses e árabes. Todos já vacinados”. Por enquanto, a Sardenha, branca ou laranja, é uma forte contra a Covid-19 e forasteiros.