O governo do Uruguai decidiu nesta segunda-feira (22) revogar a residência temporária e expulsar do país o cidadão argentino acusado de organizar uma festa clandestina para mais de 500 pessoas em sua residência particular, localizada no departamento de Maldonado.
O Ministério do Interior tomou a decisão por motivos “de ordem pública e de ordem sanitária na medida em que (o cidadão argentino) violou normas que proíbem expressamente aglomerações com base na emergência sanitária” declarada pelo Poder Executivo, segundo mensagem enviada por fontes oficiais para vários meios de comunicação.
A festa aconteceu na madrugada de sábado na casa particular do cidadão argentino na cidade de Sauce de Portezuelo, a cerca de 15 quilômetros do exclusivo balneário de Punta del Este, e teve que ser encerrada pela polícia.
Fontes do ministério haviam declarado anteriormente ao jornal local “El País” que o comportamento do organizador da festa “desnatura o subsídio de residência concedido pelas autoridades nacionais” ao não cumprir a regra que proíbe multidões devido ao seu risco sanitário.
Depois de passar a maior parte de 2020 como modelo na América Latina para o seu controle bem-sucedido da pandemia, o Uruguai sofreu desde novembro um forte crescimento no número de casos. No último mês, bateu recordes de infecções diárias, internados em unidades de terapia intensiva e portadores de doença.
O país de 3,4 milhões de habitantes registra 81.537 infecções e 792 mortes por Covid-19.
O Ministério da Saúde Pública informou nesta segunda-feira a descoberta da variante brasileira P.1, que segundo estudos preliminares é mais contagiosa, em sete departamentos do país.
Diante desse novo cenário, o presidente Luis Lacalle Pou convocou um Conselho de Ministros para esta terça-feira, após o qual deverá anunciar novas medidas para reduzir o número de infecções.
Por France Presse






