Campo Grande, 13 de julho de 2024

Omar Aziz diz que ações da PF na véspera de depoimentos à CPI são ‘estranhas’ e ‘raras’

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), reclamou nesta terça-feira (13) que a Polícia Federal tem ouvido depoimentos de testemunhas às vésperas dos depoimentos dessas pessoas para a comissão. Para ele, essas ações são “estranhas” e “raras”.

Pela lei, alguém que vá à CPI na condição de testemunha tem que responder às perguntas dos senadores. Mas se for na condição de investigada, pode se valer do direito de não produzir provas contra si, o que, na prática, equivale e ficar em silêncio.

Omar argumentou que, se a PF toma o depoimento de uma testemunha antes de ela ir à CPI, gera a interpretação de que pode estar sendo investigada.

O presidente da CPI deu a declaração logo após a depoente desta terça, Emanuela Medrades, manifestar intenção de ficar calada na comissão. Ela está amparada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Emanuela é diretora técnica da empresa Precisa, representante no Brasil para a compra da vacina indiana Covaxin.

“A depoente de hoje [terça-feira] foi ontem [segunda] ouvida pela PF. Inexplicavelmente, o seu Maximiano se torna investigado um dia antes de vir depor e, inexplicavelmente, a nossa depoente de hoje é ouvida um dia antes de vir depor”, afirmou Aziz. Ele fez referência a Francisco Maximiano, sócio da Precisa.

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