Campo Grande, 3 de agosto de 2021

Vacina contra Covid-19: DF pretende acionar Justiça para cobrar do Ministério da Saúde 290 mil doses extras

O governo do Distrito Federal anunciou, nesta quarta-feira (21), que pretende acionar a Justiça Federal para cobrar do Ministério da Saúde o envio de lotes extras de vacinas contra a Covid-19 para a capital. Segundo a Secretaria de Saúde, há déficit de 290 mil doses entre o estimado pelo órgão e o que foi efetivamente aplicado na capital.

Na semana passada, a Secretaria de Saúde anunciou que havia firmado um acordo com o governo federal para envio de 250 mil doses extras ao DF. Desde então, o Ministério da Saúde não confirmou a informação. Na segunda-feira (19), o ministro Marcelo Queiroga afirmou que “nenhuma unidade da federação foi prejudicada” na distribuição de doses (saiba mais abaixo).

De acordo com o GDF, o acordo pelas doses extras foi firmado em reunião tripartite, que tem participação de representantes do governo federal e das secretarias de saúde estaduais e municipais, mas que não contou com a presença de Queiroga.

Em coletiva de imprensa nesta quarta, o o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirmou que o governo deve encaminhar para a Justiça um documento que comprova o que foi firmado no encontro. “Foi tratado e acordado”, reforçou o secretário.

Sem resposta

 

Ainda nesta tarde, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou sobre a ação em uma rede social. De acordo com o governador, o Executivo local já “notificou o Ministério da Saúde diversas vezes”.

“Nao é justo ficarmos para trás”, postou Ibaneis

 

Governador do DF, Ibaneis Rocha, comenta em rede social sobre déficit de vacinas na capital federal.  — Foto: Twitter/Reprodução

Governador do DF, Ibaneis Rocha, comenta em rede social sobre déficit de vacinas na capital federal. — Foto: Twitter/Reprodução

Déficit entre servidores incluídos

 

Entre os motivos que podem ter causado o déficit de vacina, o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, citou a imunização de profissionais das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sem dar detalhes do quantitativo.

A campanha é alvo de inquérito do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o órgão, 30 mil servidores das Forças Armadas foram priorizados na vacinação contra Covid-19 no DF. A investigação apura possíveis irregularidades e fura-filas na lista, que é encaminhada pelo órgão federal.

Além dos servidores da União, o chefe da Casa Civil no DF apontou déficit também nas doses encaminhadas para profissionais da educação. “O Ministério estimou 33.200, vacinamos 73.655”, disse.

O secretário afirmou ainda que o governo federal encaminhou 6,7 mil doses para equipes de salvamento, enquanto o DF vacinou 31,8 mil profissionais.

No grupo por idade, que envolve o atendimento de pessoas de outras regiões do país, o GDF afirma que atendeu 53.734 pessoas com 80 anos ou mais, enquanto foram enviadas 42.390 doses para este público.

Ministro nega prejuízo

 

Na segunda, o ministro da Saúde afirmou que “nenhuma unidade da federação foi prejudicada” na distribuição de vacinas e que as decisões com relação à quantidade enviada para cada estado “foram tomadas lá atrás, de forma pactuada, com os secretários de saúde e seus órgãos representativos”.

“Foi considerada a questão do senso de 2010, considera-se a demografia de cada estado e aqui do Distrito Federal, a presença de comorbidades. O que nós temos que fazer é buscar mais doses. E é isso que nós temos feito”, afirmou Queiroga.

 

No mesmo dia, o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirmou que Queiroga não estaria a par do acordo.

“O ministro tem muita coisa pra se preocupar, está gerindo o Ministério da Saúde em um momento muito difícil e ele não participa da reunião tripartite, mas tenho certeza que essa informação de que foi decidido na reunião, do envio para o DF, chegará ao conhecimento dele”, disse Rocha.

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