Campo Grande, 17 de abril de 2026

Brasil tem 6 estados e DF com situação crítica nas UTIs, maior número desde junho de 2021, indica Fiocruz

O Brasil registrou, até o dia 24 de janeiro, a maior quantidade de estados sob alerta crítico na ocupação de leitos de UTI para Covid-19 desde junho de 2021, informou a Fiocruz em boletim divulgado nesta quarta-feira (26).

Seis estados e o Distrito Federal têm 80% ou mais dos leitos intensivos ocupados. A situação é a pior desde a semana de 21 a 28 de junho de 2021, quando 7 estados e o DF estavam nessa situação.

A pior taxa de ocupação dos leitos de UTI está no próprio DF, com índice de 98%. O maior crescimento em pontos percentuais também foi visto lá, em um empate com o Amapá (veja detalhes mais abaixo).

Imagem mostra nível de ocupação dos leitos de UTI desde julho de 2020 — Foto: Fiocruz

Imagem mostra nível de ocupação dos leitos de UTI desde julho de 2020 — Foto: Fiocruz

Na última semana,12 estados ficaram na zona de alerta intermediário, e apenas 8 não entraram na zona de alerta.

Com o acréscimo de leitos, MaranhãoMato Grosso e Pernambuco registraram queda nas ocupações; Pernambuco, entretanto, continua na zona de alerta crítico, com 81% dos leitos ocupados.

Estados com ocupação crítica nos leitos de UTI:

 

Espírito SantoGoiás e Pernambuco já tinham alerta crítico na ocupação dos leitos na semana passada.

Estados com nível de alerta intermediário na ocupação dos leitos de UTI:

 

AmazonasBahiaCearáParáRoraima e Tocantins já estavam com alerta intermediário na semana passada. Mato Grosso deixou a zona de alerta crítico, caindo para a zona de alerta intermediário.

Estados fora da zona de alerta:

Com exceção do Maranhão, todos os outros estados já estavam fora da zona de alerta na semana passada.

Maiores aumentos

 

Os maiores aumentos em pontos percentuais foram vistos no Distrito Federal e no Amapá:

 

Ocupação nas capitais

 

Entre as 25 capitais com taxas de ocupação divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico:

 

As outras 14 capitais com dados divulgados estão na zona de alerta intermediário:

 

Situação está ‘nitidamente piorando’, dizem pesquisadores

 

Ao divulgar os dados, os pesquisadores do observatório pontuaram que a situação da pandemia no país está “nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia”.

“Não se pode ignorar que o quadro está piorando, apesar de estar claro que o cenário com a vacinação é muito diferente daquele observado em momentos anteriores mais críticos da pandemia, nos quais se dispunha de muito mais leitos”, apontam os cientistas.

 

Eles salientaram que, como a variante ômicron é bastante transmissível, mesmo que haja uma proporção menor de casos graves – graças à vacina –, se muitas pessoas se infectam, a quantidade que acaba precisando de um leito de UTI também cresce.

Além disso, ainda há uma parte da população que não recebeu a dose de reforço e, também, não recebeu nenhuma dose de vacina. O Brasil tem, hoje, 69% da população com duas doses (ou a dose única) de vacina.

“Em pleno verão, são comuns os registros de aglomerações, a negligência com o uso de máscaras de boa qualidade, bem como o desrespeito à necessidade de isolamento por tempo adequado na ocorrência ou suspeita de ocorrência da infecção”, afirmam os pesquisadores.

 

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