Campo Grande, 14 de maio de 2026

Roberto Jefferson acusa presidente do PTB de traição e a ‘demite’ por carta enviada de prisão domiciliar

BRASÍLIA — Em prisão domiciliar, o presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, anunciou neste domingo que Graciela Nienov pediu para deixar a presidência nacional do partido por “não possuir condição moral ou política” para continuar no cargo após uma briga interna e acusações de traição. Ao GLOBO, Graciela negou ter pedido demissão, e disse que foi Jefferson quem pediu seu afastamento. Segundo ela, a situação do comando da legenda deve ser definida a partir de amanhã.

“A Graciela me pediu demissão, eu aceitei, pois após os áudios do grupo dela perdeu qualquer condição moral ou política para continuar à frente da presidência. A Graciela me desqualificou e me traiu. Quis apagar minhas lutas e o meu legado. Estou dizendo isso pelo o que ouvi do grupo secreto da Graciela. A Graciela foi pior de que a Cristiane para mim, que foi pior do que Brutus foi para Júlio César”, escreveu Jefferson.

No registro, enviado pelo ex-deputado ao seu advogado, ele diz que foi alvo de “zombarias” em um grupo de Whatsapp. Jefferson também critica a filha, a ex-deputada Cristiane Brasil, com quem rompeu em outubro do ano passado. “Eu poderia esperar essas atitudes de Cristiane, mas de Graciela, nunca”, reforçou, em outro trecho.

Como está preso, Jefferson afirma que quer conversar pessoalmente com Graciela e pede ao advogado para conseguir uma autorização judicial permitindo o encontro.

“Quanto a falar comigo, a Graciela sabe onde eu moro. Não sairei de casa, estou preso e incomunicável, somente podendo receber visitas de parentes próximos e de meus advogados como agora recebo. Decisão judicial. Peço a você que peça autorização ao Ministro para trazer a Graciela até aqui. Em caso de autorização, eu a receberei como só poderia ser, minha criatura querida. Como ser humano tem meu amor, mas perdeu minha confiança para presidir nosso PTB.”

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