Julgado pela 5ª vez, o pedreiro, acusado de ser “serial killer”, e que confessou ter assassinado sete pessoas em Campo Grande, foi condenado mais uma vez nesta quarta-feira (6). Cleber de Souza Carvalho, de 45 anos, recebeu mais 18 anos e 6 meses de prisão pela morte do comerciante José Leonel Fernandes dos Santos, acumulando mais de 80 anos de prisão. Roselaine Tavares Gonçalves também foi julgada neste caso, mas terminou absolvida.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/8/G/ae5Ur5SYe5o7pByHbavw/whatsapp-image-2022-04-06-at-11.09.45-1200x900.jpeg)
Ferramenta usada para matar José Leonel foi apresentada ao júri — Foto: Geisy Garnes
Cleber contou que conheceu a vítima através de uma outra comerciante. O “serial killer” estava procurando um outro lugar para morar com a esposa e a filha. Cleber chegou ir à casa indicada pela antiga locatária, mas a esposa dele teria ficado insatisfeita com a falta de privacidade, já que uma porta era colada com a outra.
O pedreiro afirma ter passado, dias depois, em frente à casa, ocasião que foi abordado pelo comerciante. “Ele perguntou se ele eu não ia alugar a casa expliquei a situação”, foi aí que Leonel teria feito uma nova proposta, onde Cleber ficaria responsável pela forma do imóvel e também alugaria o espaço por pouco mais de 500 reais.
Cleber começou a reforma fechando a porta que ligava a casa do comerciante aos cômodos do fundo. Porém, José Leonel teria mudado de ideia. “Chegou com ar de brutalidade, não sei porquê. Começamos a discutir, perguntei ‘o senhor não tem palavra?'”, contou ao júri.
No meio da confusão, Cleber diz ter pensado que o comerciante pegaria uma faca e o atingiu primeiro. Usou o cabo de uma picareta e o acertou três golpes na cabeça da vítima, que caiu já morta.
O corpo do comerciante foi arrastado até os fundos e deixado em um dos cômodos. Cleber lavou e limpou o local e só voltou para enterrar depois de ter matado Timóteo, no dia seguinte. O corpo de Leonel foi jogado em uma cova rasa aberta nos fundos da propriedade.
Crimes
Somadas as penas do serial killer ultrapassam os 81 anos de reclusão. No dia 1º de fevereiro ele foi a júri pela primeira vez e acabou condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Depois disso, foi condenado a mais 18 anos e 15 anos, respectivamente.
No dia 8 de março, Cleber foi condenado a mais 15 anos de prisão pela morte de Claudionor Longo Xavier, de 47 anos.
O pedreiro já foi condenado por um homicídio ocorrido em 2008, pelo assassinato de Timóteo Pontes Roman, um colega que o devia R$ 3 mil e também pela morte do primo, em 2015.





