No último dia 11 de abril, em reunião por videoconferência, pela Federação das Santas Casas, Hospitais Filantrópicos e Entidade Beneficente de MS, foi aprovado por unanimidade a proposta paralisação Nacional da Confederação Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil.
Segundo o Presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de MS, Adm. Ivandro Fonseca, esta relação dos hospitais com o SUS, pública e notoriamente conhecida, é crescentemente deficitária já há mais de duas décadas, levando os hospitais a um alto endividamento, em mais de R$ 20 bilhões, sucateamento das suas estruturas físicas e tecnológicas, situação está que foi agravada durante a Pandemia do COVID-19 e persisti com cenário irreversível de caos, principalmente no abastecimento de materiais e medicamentos com preços elevadíssimos, além da inflação que persegue os custos dos nossos hospitais letalmente.
Fonseca explica, que é importante salientar que desde o início do plano real a tabela SUS e seus incentivos foi reajustada em média em 93,77%, enquanto o INPC foi 636,07%, o salário-mínimo foi 1.597,79% e o gás de cozinha 2.415,94%. Este descompasso brutal representa 10,9 bilhões de reais por ano de desequilíbrio econômico e financeiro na prestação de serviço ao SUS, de todo o segmento. Desta forma, se não houver políticas imediatas, consistentes, de subsistência para estes hospitais, dificilmente suas portas se manterão abertas e a desassistência da população é fatal.
O Covid19 trouxe grandes prejuízos para as nossas instituições e as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil, vivem a mais grave crise da história. É necessária a alocação imediata de R$ 17,2 bilhões anuais para o equilíbrio econômico e financeiro no relacionamento dos nossos hospitais com o SUS.
Segundo o Presidente da FEHBESUL, no até o dia 14 de abril, estaremos enviando ofícios a todos os gestores municipais relatando a nossa problemática. No dia 19 de abril está previsto a paralização nacional. Será uma paralização simbólica e os pacientes não ficarão sem atendimento. Os procedimentos eletivos serão reagendados. No dia 26 de abril, está previsto uma Caravana até Brasília para protocolar a nossa pauta. O impacto será nos municípios, hospitais, profissionais de enfermagem e população. Somos favoráveis ao piso nacional da enfermagem, mais com indicação da fonte de financiamento. Saúde publica não é despesa, saúde publica é investimento, pois a vida humana tem um valor imensurável e precisa ser preservada.





