Campo Grande, 8 de junho de 2026

Fábio Trad é o relator da Comissão da PEC da Prisão em 2ª Instância

Com o gradual retorno das atividades presenciais na Câmara dos Deputados, as comissões retomam seus trabalhos, interrompidos desde o final do ano passad0. Entre elas, está a Comissão Especial da PEC da Prisão em Segunda Instância, criada em 2019. O colegiado, presidido pelo deputado Aliel Machado (PV-PR), pode ter nova direção. Aliel pode ser excluído da comissão caso o PSB, seu antigo partido, não abra mão da presidência.

Durante a janela partidária, o deputado migrou para o PV, legenda que não possui assento no colegiado. Com isso, ele aguarda a decisão do PSB, que pode reivindicar a cadeira ou desistir dela em favor do PV para que Aliel permaneça na comissão especial.

Decisão sobre o assunto deve ser tomada nesta terça-feira (19), durante encontro da bancada do PSB. O líder da bancada, Bira do Pindaré (PSB-MA), adiantou que pretende defender a concessão da cadeira ao PV. “Se depender de mim, enquanto líder, não vamos defender nenhuma alteração na presidência e vamos defender que o Aliel continue presidente da comissão. Mas vou submeter à bancada”, declarou.

Caso o PSB siga a orientação do líder e mantenha Aliel Machado na comissão, seu nome ainda não estará garantido na presidência. Uma nova reunião deverá ser convocada para escolher o presidente. “Eu vou me colocar à disposição de novo, quero terminar o trabalho. Eu fiz esse trabalho, consegui deixar o relatório pronto, botei para votar”, antecipou ao Congresso em Foco.

A eleição de Aliel, porém, enfrenta resistência da bancada do PT, contrária à PEC. “Esse tema é muito espinhoso para quem está com o Lula. Eles não querem tocar nesse assunto. Acho isso um erro: tinham mesmo era que tocar no assunto, mostrar que isso foi superado. O relatório mesmo vai muito além de prisão, estamos falando de uma mudança em toda a legislação ao tratar da execução de sentenças”, apontou o deputado, cujo partido fechou federação com o PT e o PCdoB e apoiará Lula à Presidência.

Inicialmente com a proposta que visava antecipar a execução das penas de condenados em segunda instância em processos criminais, a PEC passou por uma série de mudanças em sua tramitação. O último relatório prevê que qualquer sentença deverá ser executada após o julgamento em segunda instância: independente se vier de um processo penal, civil, trabalhista ou de qualquer ramo.

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