Time entrega dois gols ao adversário para deixar torcida frustrada, no último jogo antes de sequência duríssima pelo Brasileirão
Por João Guerra — Rio de Janeiro
O sentimento do torcedor ao sair de São Januário tem sido de frustração há quatro meses. E não foi diferente na noite deste domingo, quando o Vasco deixou escorrer dois pontos preciosos no empate em 2 a 2 com o Ceará, de maneira grotesca. Erros individuais e gol sofrido nos acréscimos – com um jogador a mais – amargaram o que poderia ser uma partida para aliviar a situação do Vasco na tabela.
O contexto é alarmante para quem briga contra o Z-4 e sempre teve São Januário como a grande força para somar pontos. Diniz soma apenas uma vitória sob o comando do Vasco em sua casa no Brasileirão e não vence desde o dia 17 de maio, vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza.
O desenho inicial
Repleto de desfalques, Diniz optou pela entrada de Robert Renan pelo lado direito da zaga, ao lado de Lucas Freitas. Puma Rodríguez foi o escolhido para atuar improvisado na lateral-esquerda, na ausência de Lucas Piton; e Mateus Carvalho foi titular com Barros na linha de volantes, com a lesão de Tchê Tchê.
A primeira etapa foi de oscilações, assim como em vários jogos desta temporada. O Vasco começou bem, com bom volume ofensivo principalmente pelo lado esquerdo – apesar da improvisação de Puma, que se mostrava desconfortável e errava muitos cruzamentos com o pé canhoto. Foi por ali que Coutinho fez grande jogada individual, sofreu falta e marcou um golaço para abrir o placar em seu 100º jogo pelo Vasco, logo aos 11 minutos.
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Coutinho comemora gol do Vasco contra o Ceará; Brasileirão 2025 — Foto: André Durão
Era a narrativa perfeita para um jogo tranquilo e para o reencontro com as vitórias em São Januário. Aos 17 minutos, Coutinho teve outra bola na trave em cruzamento de Nuno pela esquerda, e o Ceará encontrava dificuldades para marcar aquele lado do setor ofensivo vascaíno.
Tudo mudou com um erro fundamental na saída de bola, em uma das poucas vezes que o Ceará subiu suas linhas para pressionar o Vasco. Mateus Carvalho recebeu pressionado de Léo Jardim na meia-lua, errou e entregou no pé de Paulo Baya. No rebote da finalização, Galeano empatou.
Muito nervoso após a falha, Mateus Carvalho acumulou erros de passe simples e quase entregou a virada no fim do primeiro tempo, mas Léo Jardim garantiu a defesa de chute de Pedro Raul. O volante terminou vaiado e com coros da torcida pedindo a saída no intervalo.
Segundo tempo de improvisações
Na volta para a etapa final, Nuno Moreira foi deslocado para atuar como segundo volante, e Andrés Gómez no lugar de Mateus Carvalho para atuar como ponta esquerda. O português ocupou espaço que antes vinha sendo inoperante, e a mudança fez o Vasco subir um pouco de produção nos primeiros minutos e variar um pouco mais as jogadas.
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Puma e Vegetti em Vasco x Ceará; Brasileirão 2025 — Foto: André Durão
O lado direito passou a ser mais acionado, com Paulo Henrique; e, a partir dali, Vegetti teve sua única participação efetiva para marcar em rebote. No entanto, Bruno Ferreira conseguiu defender com o pé. Aos 19, o treinador promoveu a estreia de Carlos Cuesta no lugar de Lucas Freitas. Com isso, Robert Renan foi deslocado para a esquerda da defesa, o seu lado de origem.
Um minuto depois, o gol saiu. Andrés Gómez fez ótima jogada pela direita e tocou para Carlos Cuesta completar o cruzamento rasteiro e colocar o Vasco novamente à frente no placar.
O banho de água fria
O terceiro gol ainda poderia ter saído com chutes de Rayan e Andrés Gómez na reta final. O resultado parecia garantido, e a torcida já praticamente comemorava a vitória. Até que uma nova falha individual colocou o empate amargo novamente no placar.
Dois erros individuais que resultaram na perda de dois pontos cruciais na briga contra a zona de rebaixamento. O cenário torna-se ainda mais alarmante pelo longo jejum sem vitória em casa, mas principalmente pela sequência dura em casa. O Vasco enfrenta quatro dos cinco primeiros colocados no Campeonato Brasileiro nas próximas rodadas.
A sequência já começa com um clássico contra Flamengo, no Maracanã. Alerta vermelho para um time à beira do Z-4, em um cenário que impede que o seu torcedor seja otimista contra o líder do campeonato.






