Brasil paga mais por medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do que potências como EUA, Canadá e Holanda
Por Redação do ge — Milão, Itália
O esquiador Lucas Pinheiro Braathen cravou definitivamente o seu nome na história do esporte nacional ao conquistar, há uma semana, a primeira medalha de ouro do Brasil em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno. Pelo feito histórico no slalom gigante em Milão-Cortina 2026, Lucas também ganhou nesta sexta-feira um cheque simbólico de R$ 350 mil, concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). O valor é o mesmo pago aos campeões olímpicos dos Jogos de Verão em Paris 2024.
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Lucas Pinheiro posa com “cheque” de premiação do COB por ouro olímpico — Foto: Jonne Roriz/COB
No topo da lista de maiores pagadores estão Singapura e Hong Kong, que oferecem valores que podem chegar a R$ 4 milhões por um único ouro. Outros países com altas premiações incluem a Polônia, que desembolsa cerca de R$ 1,7 milhão, e o Cazaquistão, que premia seus campeões com aproximadamente R$ 1,2 milhão. Já a Itália, anfitriã desta edição, paga 180 mil euros (cerca de R$ 965 mil) pelo topo do pódio, uma das maiores cifras da Europa.
O Canadá, por exemplo, paga aos seus medalhistas de ouro a quantia de 20 mil dólares canadenses, o que equivale a aproximadamente R$ 73 mil. Já a Holanda, potência mundial na patinação de velocidade, adota uma escala de premiação mais próxima à dos Estados Unidos, pagando 30 mil euros por uma medalha de ouro individual, cerca de R$ 160 mil.
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Eileen Gu com uma de suas medalhas de ouro das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 — Foto: VCG/VCG via Getty Images
Por outro lado, algumas das maiores potências do quadro de medalhas mantêm uma tradição de austeridade em relação a bônus diretos. A Noruega, que costuma liderar as competições de inverno, o Reino Unido e a Suécia não pagam premiações em dinheiro por medalha conquistada. Oficialmente, a China não divulga valores.
No Brasil, a escala de premiação individual do COB para 2026 é bem definida: além dos R$ 350 mil pelo ouro, a prata rende R$ 210 mil e o bronze R$ 140 mil. Além do valor depositado na conta, a medalha física em si também carrega seu valor de mercado: devido à valorização do ouro e da prata no mercado internacional, o metal bruto de uma medalha dourada em Milão-Cortina está avaliado em aproximadamente US$ 2.380 (cerca de R$ 12 mil).
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Jutta Leerdam posa com a medalha de ouro na patinação velocidade em Milão-Cortina 2026 — Foto: Reuters
Até esta sexta-feira, 18 países conquistaram ao menos uma medalha de ouro nos Jogos de Milão-Cortina. A Noruega domina com 15 ouros, seguida pela Itália (9) e pelos Estados Unidos (7). O Brasil é um desses 18 países, ocupando atualmente a 19ª posição do quadro de medalhas.
Como comparação, nas Olimpíadas de Paris 2024, 63 países (além da equipe de Atletas Individuais Neutros) conquistaram ao menos uma medalha de ouro. Naqueles Jogos de Verão, o Brasil terminou na 20ª posição, com 3 ouros (Bia Souza, Rebeca Andrade e Duda/Ana Patrícia).
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Lucas Pinheiro se emociona com o ouro — Foto: REUTERS/Denis Balibouse






