Maior artilheiro egípcio em Copas supera frustração no Mundial de 2018 com atuação decisiva – ele fez gol da virada e deu assistência em triunfo sobre a Nova Zelândia, o primeiro do país na história do torneio
Por Redação do ge — Rio de Janeiro
Foram mais de 90 anos de espera, mas a primeira vitória do Egito em uma Copa do Mundo se concretizou neste domingo: 3 a 1 sobre a Nova Zelândia, de virada, pelo grupo G. E com um show de Mo Salah, ídolo do futebol egípcio e talvez o maior nome da história do esporte no país africano, que deixou para trás a frustração vivida em 2018.
Foram mais de 90 anos de espera, mas a primeira vitória do Egito em uma Copa do Mundo se concretizou neste domingo: 3 a 1 sobre a Nova Zelândia, de virada, pelo grupo G. E com um show de Mo Salah, ídolo do futebol egípcio e talvez o maior nome da história do esporte no país africano, que deixou para trás a frustração vivida em 2018.
O camisa 10, sem clube desde que deixou o Liverpool em maio, marcou o segundo gol do Egito, que construiu a reação no segundo tempo em Vancouver. Além disso, deu assistência para Trézéguet fechar o placar, de cabeça.
Com 68 gols marcados pelo Egito, o camisa 10 está a dois de mais um recorde: ser o maior goleador da história do país. Hossam Hassan, ex-camisa 9 e atual técnico da seleção, lidera o ranking com 69.
— É incrível, eu não sei expressar em palavras. Mas é uma grande conquista para todos os jogadores. Tomara que a gente consiga passar de fase porque nos próximos anos vamos recordar dessa grande conquista. Temos que curtir hoje, amanhã e focar no próximo jogo — disse Salah na saída de campo em Vancouver.
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Salah comemora a vitória do Egito contra a Nova Zelândia — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters
O fato de a primeira vitória do Egito na Copa ter passado pelos pés de Salah carrega certo simbolismo. Principal nome do futebol egípcio no século, o capitão disputa seu segundo Mundial na carreira, desta vez sem sofrer com o impacto de lesões, como foi em 2018.
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Salah – Nova Zelândia x Egito – Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
Foi de Salah o único gol do Egito contra a Rússia, mas o jogador mal comemorou. Afinal, Mo não conseguiu impedir uma derrota por 3 a 1 que praticamente sacramentou a eliminação africana no Mundial.
— Salah trabalhou muito duro no campo de jogo e isso é algo que devem saber: sou o primeiro que deixo ele jogar com suas qualidades. Atacante, mas também em outras posições. Sempre faço mudanças táticas, tirar proveito dos ativos Hassan e Salah. Essa é a forma que nós mostramos nosso amor por nosso país pelo grande povo egípcio. Muito orgulho. Como poderíamos nos atrever não agradar essa torcida? Não poderia viver sem ganhar esse jogo — elogiou o técnico Hossam Hassan.
O Egito é o atual líder do grupo G da Copa do Mundo, isolado com quatro pontos. O Irã é o segundo colocado pelos critérios de desempate, tendo os mesmos dois pontos que a Bélgica, terceira. A Nova Zelândia amarga a lanterna.





