
Decisão de Alexandre de Moraes mantém condenação e torna o vereador inelegível após publicação de 2018 que incitava violência contra gays negros japoneses e índios
O recurso do vereador Rafael Tavares, do PL, foi rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, mantendo a condenação por crime de ódio e a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
A sentença refere se a uma postagem no Facebook de 30 de setembro de 2018 na qual o parlamentar fez menções a “limpeza étnica” e afirmou que iria “criar um grupo no WhatsApp para começar a perseguição”.
Ao oferecer denúncia em junho de 2019 o Ministério Público de Mato Grosso do Sul registrou ampla repercussão da publicação e a defesa sustentou que, por seu alcance internacional, a competência deveria ser da Justiça Federal.
Moraes entendeu que o STF não poderia conhecer da reclamação porque a defesa não havia esgotado as instâncias previstas em lei e explicou que a reclamação não substitui recursos judiciais sendo usada apenas para garantir o cumprimento de decisões da Corte e preservar sua competência, com isso ele rejeitou o pedido e manteve os julgamentos do TJMS e do STJ.
Com a manutenção da condenação Tavares ficará inelegível, e nas redes sociais informou que não disputará as eleições deste ano.
Em publicação nas redes o vereador justificou a decisão citando nomes de outros políticos. “Assim como Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Daniel Silveira, Carla Zambelli, Ramagem e etc., não poderei disputar as eleições por uma decisão de Moraes que negou nossa reclamação no STF. Não vou disputar as eleições com risco de ter os votos anulados, pois eu prejudicaria toda a direita e a chapa de candidatos do PL”.





