No Dia do Agricultor, setor reafirma papel estratégico no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, enquanto propostas defendem mais crédito, agroindustrialização e valorização da produção local
MATO GROSSO DO SUL – Celebrado nesta terça-feira (28), o Dia do Agricultor reforça a importância de um dos principais motores da economia sul-mato-grossense. Da agricultura familiar aos grandes produtores, o campo é responsável por movimentar a geração de empregos, impulsionar exportações e garantir o abastecimento de alimentos no Brasil e no exterior.
Em um estado onde a agropecuária responde por cerca de 22,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o fortalecimento do setor é apontado como estratégico para o desenvolvimento regional.
Para o empresário e pré-candidato a deputado federal Carlos Bernardo, reconhecer o trabalho do agricultor vai além de homenagens. Segundo ele, é necessário transformar o reconhecimento em políticas públicas que ampliem o acesso ao crédito, reduzam a burocracia e garantam melhores condições para quem produz.
“O agricultor acorda antes do sol nascer, enfrenta as incertezas do clima e do mercado e coloca alimento na mesa de milhões de pessoas. Valorizar quem produz significa oferecer condições para que continue produzindo, com financiamento, infraestrutura e segurança para investir.”
Carlos Bernardo defende a ampliação da assistência técnica permanente, a expansão do crédito rural, o fortalecimento do seguro agrícola e o incentivo ao cooperativismo e à agroindustrialização da agricultura familiar, permitindo que pequenos produtores agreguem valor à produção de leite, frutas, mandioca, mel e outros alimentos.
Segundo ele, é preciso acelerar a titulação de assentamentos, ampliar a segurança jurídica no campo e fortalecer programas que levem conhecimento técnico e mercado aos produtores, defendendo que o acesso à terra precisa vir acompanhado de condições reais para gerar renda e autonomia.
Outro ponto considerado estratégico por Bernardo é a industrialização da produção agrícola dentro do próprio Estado. “É necessário que haja incentivos para que soja, milho, carne, leite e outros produtos sejam processados em Mato Grosso do Sul antes de serem comercializados, aumentando a geração de empregos, renda e arrecadação. Assim como a criação de polos agroindustriais regionais conectados às vocações produtivas de cada região”, esclarece.
Carlos Bernardo também defende investimentos em infraestrutura logística e na Rota Bioceânica, entendendo que a competitividade do agronegócio depende não apenas da produção, mas também de estradas, armazenagem e corredores de exportação eficientes.
“O agricultor não precisa apenas produzir bem. Ele precisa de estrada, crédito, tecnologia e mercado. Quando fortalecemos o campo, fortalecemos toda a economia de Mato Grosso do Sul”, conclui Bernardo.
O desafio é garantir que essa riqueza permaneça no Estado por meio da agregação de valor, da industrialização e de políticas públicas voltadas tanto ao grande produtor quanto à agricultura familiar, promovendo desenvolvimento econômico, geração de empregos e mais oportunidades para quem vive e trabalha no campo.





