Campo Grande, 26 de setembro de 2026

Muito mais que lazer: Carlos Bernardo propõe esporte como aliado à segurança e proteção às famílias

Propostas conectam esporte, educação, primeiro emprego e presença do Estado para ampliar oportunidades aos jovens

 

Uma quadra cheia pode representar muito mais do que uma partida acontecendo. Pode significar crianças acompanhadas por professores, adolescentes com rotina, jovens convivendo em grupo e famílias ocupando espaços públicos. É desta forma que o candidato a deputado federal Carlos Bernardo quer incluir o esporte dentro da agenda de prevenção e segurança pública.

O esporte não aparece isoladamente. Ele conecta escola, cultura, qualificação profissional, primeiro emprego e presença permanente do poder público nos territórios mais vulneráveis. Carlos Bernardo propõe concentrar ações preventivas justamente onde jovens estão mais expostos, combinando oportunidades sociais com atuação policial contra quem recruta e financia organizações criminosas.

A abordagem não substitui policiamento, investigação ou inteligência. Ao contrário, a proposta é fortalecer as forças policiais e atuar contra as organizações criminosas. O esporte entra como prevenção.

Para o presidente estadual da Juventude do MDB e ligado ao voleibol e ao vôlei de praia, Hugo Morino, uma dificuldade que atinge principalmente atletas e equipes para se manterem no esporte é a falta de estrutura.

“Não adianta termos talentos se não houver condições para que eles treinem, viajem, disputem campeonatos e permaneçam no esporte.”

Morino defende que uma agenda para a área seja construída ouvindo “atletas, treinadores, dirigentes, professores, municípios e entidades esportivas”.

Na proposta voltada ao esporte, cultura e lazer, Carlos defende recursos federais para infraestrutura, mas acrescenta um elemento que considera essencial: profissionais e programas permanentes.

Para ele, esporte e cultura devem ser tratados como políticas de convivência e proteção social, especialmente nas periferias e no interior. Também prevê apoio para que pequenos municípios consigam acessar editais e recursos.

“Não adianta inaugurar uma quadra e depois deixar o portão fechado. O que transforma a vida de uma criança ou de um adolescente é ter atividade, professor, treinador e oportunidade durante o ano inteiro. O esporte precisa ter continuidade”, explica Carlos Bernardo.

Segurança deve começar antes

Um dos caminhos defendidos por Carlos Bernardo é unir escola em tempo integral, esporte, cultura, aprendizagem e primeiro emprego. A ideia é aumentar fatores de proteção e alternativas disponíveis para crianças e jovens enquanto o Estado atua, pela segurança pública.

A agenda  apresentada por Carlos também prevê integração entre escola, saúde, assistência social, Conselho Tutelar, Ministério Público e polícia na proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência.

Isso coloca o esporte dentro de algo maior. O treinador ou professor não assume a função da polícia, da assistência social ou da família. Mas projetos permanentes ampliam a convivência dos jovens com adultos, escolas e comunidades e podem fazer parte de uma rede de proteção mais ampla.

“Proteger uma família não começa somente quando acontece um crime. Também significa ter escola funcionando, esporte perto de casa, assistência quando ela é necessária, oportunidade para o jovem e polícia preparada para agir contra quem ameaça aquela comunidade. Uma coisa não exclui a outra”, conclui Carlos Bernardo.

A candidatura de Carlos Bernardo procura conectar essa permanência a uma política mais ampla de proteção às famílias. De um lado, defesa de inteligência, investigação e estrutura para as forças de segurança. De outro, esporte, escola, qualificação, emprego e políticas permanentes dentro das comunidades.

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